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yoga.pro.br - A pronúncia do sânscrito
 

A pronúncia do sânscrito

Pedro Kupfer - 25 de Julho de 2000 - Nenhum comentário

Os primeiros falantes do sânscrito arcaico foram os áryas ou arianos, fundadores da civilização vêdica. Os mais antigos textos da Humanidade, os Vedas, datam da Idade Vêdica, entre o sétimo e o quarto milênio aC. Foram transmitidos com surpreendente exatidão ao longo dos milênios por tradição oral, e transcritos apenas durante o II milênio aC.

William James, que descobriu a origem comum das línguas indo-européias e foi o primeiro estudioso desta língua, escreveu em 1786: 'A língua sânscrita, seja qual for a sua antiguidade, possui uma estrutura maravilhosa; mais perfeita que o grego, mais rica que o latim e mais elegantemente refinada que ambos, ela mantém ao mesmo tempo com ambas línguas, tanto no que se refere à raiz dos verbos quanto às formas gramaticais, uma afinidade mais forte que a que pudéssemos esperar quiçá por mero acidente. Tão forte que nenhum filólogo poderia analisar as três línguas sem chegar à convicção de que procedem de uma mesma fonte, que talvez já não exista.'

Ao longo da sua existência, essa língua evoluiu e depurou-se: samskrita significa precisamente refinado, por oposição às línguas prakritas, naturais, vernáculas, porém faladas secularmente. Assimilou todavia influências de linguagens dravídicas e austro-asiáticas como o munda (da mesma família que as línguas Mon-Khmer, da Ásia Oriental), do qual herdou, entre muitas outras, as palavras lingam (signo, falo), pújá (oferenda) e mayúra (pavão). Trata-se de uma língua erudita que a partir do final da Idade Vêdica passou a ser utilizada apenas pelos detentores do conhecimento filosófico e religioso. Isto cria uma série de dificuldades em relação à interpretação do sentido de muitas expressões que não possuem uma tradução direta e precisa em línguas ocidentais. Originalmente preservado como língua sagrada, o sânscrito passa a ser utilizado igualmente com propósitos seculares a partir do período clássico da civilização indiana. Com o surgimento da escrita nágarí , é usado para redigir tratados sobre ritual, filosofia, gramática, astronomia, legislação, etc. O sânscrito clássico, vigente nessa época, se diferencia do mais antigo, falado no período vêdico.

O sânscrito consta de quatorze vogais e trinta e seis consoantes, o que o torna um tanto hermético para os não iniciados: as nuances de pronúncia chegam a ser imperceptíveis aos ouvidos desabituados. Conseqüentemente, muitos dos seus sons são irreproduzíveis em outros idiomas. Não possui acentuação marcada ou forte mas apenas uma sucessão de sílabas curtas e longas, com inflexões tônicas e musicais. O acento sobre a vogal implica alongamento. Os termos utilizados neste livro foram transcritos da sua forma original, conforme a transliteração adotada para o inglês, a fim de conseguir a pronunciação figurada mais aproximada possível dos sons sânscritos. Escolhemos o modelo da transliteração inglesa por ser este o mais amplamente difundido na própria Índia.

A terminação em a determina palavras masculinas ou neutras, o final i ou á pode ser tanto masculino quanto feminino ou neutro, enquanto as palavras terminadas em í são na maioria femininas. Os o e e se pronunciam sempre fechados.

Omitimos alguns fonemas, como os r e l vogais, pois a sua inclusão implicaria a utilização de sinais diacríticos inexistentes nas nossas gráficas. Alguns sons não possuem equivalente em português, pelo que precisamos colocar exemplos em inglês. A transliteração fica então assim:

Vogais e ditongos:

A aberta, curta, como em tatu (púrna);

Á aberta, longa, como em arte (prána);

E sempre fechada, como em dedo (asteya);

I curta, como em idéia (Shiva);

Í longa, como em ali (nádí);

O sempre fechado, como em iodo (Yoga);

U como em união (udána);

Ú longa, como em açude (kúmbhaka);

AI ditongo, como em vai (kaivalya);

AU ditongo, como em pauta (nauli).

Consoantes:

K como em Karina (karma);

KH aspirada, como em inglês, broke-heart (Sámkhya);

G gutural, como em guirlanda (Gítá);

GH aspirada, como em inglês, big-house (Gheranda);

N sem nasalizar a vogal precedente (ánanda);

CH se pronuncia como em tchê (chakra);

CHH também como em tchê (múrchchhá);

J palatal, se pronuncia como em Djalma (japa);

Ñ unicamente antes ou depois de consoantes palatais, como em senha (jñána);

T com a língua no palato, como em terra (tantrika);

TH dental aspirada, como em inglês, lighthouse (hatha);

D com a língua nos dentes, como em dedo (danta);

DH aspirada, como em inglês, bloodhorse (dháraná);

P labial, como em posto (púraka);

PH labial aspirada, como em inglês, top-half (phála);

B labial, como em bomba (bandha);

BH aspirada, como no inglês, nib-head (bhúta);

M nasalizada, como em também (samskára);

Y é semivogal: se pronuncia como o i em viola (yuga);

R sempre como se estivesse no meio da palavra, como em vidro (rája);

L como em iluminar (kundaliní);

V se pronuncia como em volta (vásaná);

W igual a narrow, em inglês (tattwa);

S tem o som de ss, como em passo (ásana);

SH tem o som de ch, como em Sheila (shanka).

H sempre aspirado, como em happy (anáhata);

Z, Q, F são letras e sons que não existem em sânscrito. Têm origem persa e foram assimiladas tardiamente, durante a invasão muçulmana. Se aparecerem em alguma palavra, não é sânscrito! Um exemplo: faquir.

Li e concordo com os termos de uso

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