Dicas de viagem para a Índia

Pedro Kupfer - 10 de Janeiro de 2017 - 42 Comentários

Caros amigos do Yoga,

Considerando a quantidade de mensagens que temos recebido nos últimos tempos com pedidos de informações sobre como organizar uma viagem para a terra do Yoga, preparamos este texto com algumas dicas que consideramos importantes.

Ele está baseado em perguntas que amigos viajantes nos fizeram nos últimos tempos e foi sendo atualizado ano a ano. Esta é a última versão, acrescida de importantes atualizações.

Talvez nesse texto estejam respondidas algumas das questões que você possa estar se fazendo, caso pense em viajar para a Índia. Se tiver alguma dúvida que não esteja respondida aqui, por favor, deixe seu comentário no final desta página e aguarde a próxima atualização deste texto. Obrigado!

As fotografias que ilustram este texto foram feitas por Ângela Sundari. Desfrutem. Se achar necessário, complemente ainda a sua leitura com estes outros textos: http://www.yoga.pro.br/artigos/535/1/ir-a-india-para-que e http://www.yoga.pro.br/artigos/439/1/memorias-de-rishikesh.

Se você já tiver visitado a Índia, e tiver alguma dica útil para compartilhar conosco, por favor, deixe um comentário abaixo. São especialmente bem-vindas informações sobre estadias em Ashrams. Obrigado!

Um abraço grande para todos e boas viagens!

Harih Om!

Pedro.

 

Como é a chegada no aeroporto?

Chegar num aeroporto indiano pode ser um tremendo choque: a diferença radical ente aquilo que é o nosso cotidiano no Brasil e o que vemos na Índia se percebe logo na aterrizagem. Para variar, algumas dicas de coisas que você já faz aqui na terrinha: a primeira e mais básica, mantenha sempre a sua bagagem por perto.

Não se assuste com o aparente caos e a multidão de pessoas com cartazes no hall de saída. Existe um pre-paid taxi station na saída de cada aeroporto das metrópoles, onde é possível pagar antecipadamente e por um valor justo, a corrida para o centro da cidade. Recomendamos esta opção para as mulheres que viajarem sozinhas, por ser a mais segura.

Como a Índia sempre foi alvo de conflitos com o Paquistão, é comum revistarem sua bagagem várias vezes antes do embarque nos vôos domésticos e no vôo de retorno. Você também será revistado várias vezes, bem como sua bagagem de mão. Lembre-se sempre de tirar pilhas e até mesmo baterias da sua máquina fotográfica ou qualquer outro aparelho, bem como separar canivetes, alicates e demais parelhos cortantes para colocá-los nas malas que serão despachadas.

Em relação à bagagem, o habitual dentre as companhias que, partindo do Brasil, fazem as rotas via Europa ou África do Sul, é levar ou trazer de volta duas malas, de até 32 quilos cada, por pessoa, se você não fizer nenhum desvio de rota com outra companhia. Nos voos domésticos, a franquia de bagagem é de apenas 15 kg. Porém, essa política tem variado bastante nos últimos tempos. Informe-se com o seu agente de viagens antes de sair do Brasil, para evitar surpresas e levar a mala do tamanho certo.

Sobre seu cartão de milhagem.

Se você sair do Brasil, cabe lembrar que cada companhia tem atualmente seu próprio programa de milhagem e que, considerando o tamanho desta viagem, ela já qualifica o cliente para alguma passagem gratuita logo no retorno. Nunca jogue fora os boarding passes (comprovantes de embarque) antes de confirmar o crédito em milhas referente a cada trecho voado.

É melhor levar mala ou mochila?

Prefiro malas, pois as mochilas são complicadas para montar e desmontar. As malas são mais práticas quando ficamos uma ou duas noites em cada lugar.

Em relação ao clima que encontraremos lá: fará frio?

Se você for em dezembro ou janeiro para o norte da Índia, o frio que achará será tão frio quanto o inverno de Porto Alegre. Porém, o frio de lá é seco e não úmido (dói menos, mas nem tanto...). É bom levar algum bom agasalho, especialmente para a área de Rishikesh e as montanhas. Porém, agasalhos, chales, mantas, etc., podem ser adquiridos na Índia a preços bem razoáveis. Além disso, pense em levar um bom par de botas de trekking e algumas meias grossas. Se você for para o sul da Índia, ou viajar fora dos meses do inverno do hemisfério norte, o clima é bem mais ameno.

Um moletom e um chale já é o  suficiente para se encarar o frio de Rishikesh no fim de fevereiro. Às vezes, temos um vento frio lá, mas não é todo dia. A sala de aulas com Swami Dayananda é refrigerada com ar condicionado e às vezes fica frio lá dentro. Convêm lembrar também disso. Em todo caso, precisando, não é difícil comprar um agasalho por lá mesmo.

Começando a viagem pelo sul, mesmo nos meses de inverno no hemisfério norte, você não precisa mesmo se preocupar com o frio, nem levar muito agasalho. No entanto, lembre que é aconselhável mesmo levar um ou dois agasalhos leves, para usar no avião, nas conexões (para aqueles que vão pela Europa, isso é especialmente importante!) e pelo menos um cachecol para proteger a garganta.

Aqui você pode checar a temperatura em todas as cidades da Índia, neste momento. Em fevereiro, essas temperaturas tendem a aumentar ainda: http://tempo.folha.com.br/india/. O ar é muito seco, pelo que se recomenda levar algum creme hidratante para mãos e pés, e para o rosto.

Que tipo de roupa sugere-se levar?

Para as mulheres, seria conveniente roupas que cobrissem os ombros e os tornozelos.  Isso não vai ser dificil, considerando que se você for durante o nosso verão, vai estar bastante frio por lá. Geralmente, as manhãs são muito frias, mas depois melhora ao longo do dia. No Rajastão, você pode vir a usar só short e camiseta à tarde. Depois que o sol se põe, a temperatura cai abruptamente. Cedo pela manhã, fica ainda bem frio.

No sul da Índia o clima é bem mais ameno no período de dezembro a fevereiro, chegando a ficar agradavelmente quente em lugares como Chennai. De manhã, de modo geral, o ar fica bem frio e depois vai esquentando.

É divertido comprar e usar algumas roupas locais, como o kurta pijama ou o sari para as meninas, e dhotis, lungis ou jotpuri suits para os meninos. Outra coisa bem prática é apenas usar um chale, chique e caro ou bem barato (que vc pode comprar lá mesmo, na rua), jogado sobre os ombros quando estiver exposto(a) ao frio ou meditando de manhã.

Em relação ao item sapatos, recomendaria um setup de três pares: 1) um par de sandálias havaianas para andar dentro do hotel e/ou ashram, 2) um par de crocs ou similar, mas daqueles que não tem buracos laterais, de preferência, e 3) um par de tênis fechados para os passeios e caminhadas.

As havaianas não são um bom calçado para andar na rua. Na nossa última viagem, uma menina que teimou em usar essas sandálias para caminhar por Rishikesh, teve a não muito agradável experiência de pisar numa imensa torta de diarréia de vaca que subiu-lhe pelos interstícios dos dedos até o dorso do pé.

Ela não gostou, mas isso aliás, não é nada comparado ao perigo de pisar num objeto cortante e se machucar. Algumas poucas medidas, como a escolha do calçado adequado, podem nos poupar dissabores que, de outro modo, colocam em risco a experiência de desfrutar da viagem.

 

Há risco de roubo nos hotéis?

Sim, mas é só deixar tudo na mala, trancado com o cadeado que você deve levar. Vários dos hotéis têm cofres no quarto, que podem ser usados tranquilamente. Não recomendo entregar bens como dinheiro ou passaporte para a gerência do hotel guardar. A Santísisma Trindade (Passaporte, Passagem e Dinheiro), deve ficar sempre com a gente, em todas as circunstâncias, num money belt de pano usado por baixo da roupa ou algum dispositivo similar. Junto à Santísisma Trindade, devemos manter os cartões de crédito e do seguro de viagem.

E o quesito segurança?

A Índia é um país muito tranquilo e seguro. Violência contra turistas é algo extremamente raro. Porém, é necessário tomar todos os cuidados para evitar furtos e pequenos golpes aplicados por desocupados profissionais que circulam nos lugares onde os estrangeiros passamos. Você vai se cruzar com simpáticos cartomantes, caçadores de comissões, vendedores de souvenirs, lenços ou óculos de sol, traficantes de drogas, meninos acrobatas, encantadores de serpentes e mendigos atores.

O segredo é não dar conversa para essas pessoas, mesmo que o que tenham a lhe dizer pareça interessante. Após o inevitável choque inicial, você verá que se sente bem confortável andando pela rua, em meio a esse harmonioso caos.

Um capítulo aparte é o trânsito, onde as regras parecem não existir. A buzina é usada para mostrar que um veículo se aproxima, está atrás ou quer ultrapassar, e não com atitude insultante, como é comum no Brasil. Os pedestres, de um modo geral, não olham antes de atravessar. Se ninguém buzina, significa que não está vindo ninguém. A mão (quando é respeitada), é inglesa: os carros andam (geralmente) pela faixa da esquerda.

A outra dúvida é quanto ao dinheiro. Quanto levamos? De que forma?

Depende do que você quiser trazer de volta. Se você quer o melhor harmônio, reserve um bom dinheiro para isso. Se quiser decorar ou mobiliar sua casa, com tapetes e objetos, considere levar uma boa quantia destinada especificamente a essa finalidade.

O que se recomenda, se você for ficar um mês, é levar uns 1000 dólares, just in case, não porque você irá gastar  todo esse dinheiro, senão por qualquer eventualidade que possa surgir, ou para trazer alguma lembrança. 

A moeda da Índia é chamada rúpia (INR, Indian Rupee), e sua taxa de conversão em relação ao dólar estadunidense é de aproximadamente 1USD = 68 rúpias em Janeiro de 2017. Cartões de crédito são aceitos em lojas maiores. Sempre é bom ter uma reserva para pagamentos em cash. Cheques de viagem podem ser trocados nas casas de câmbio ou usados para pagar diretamente em lojas de um certo porte.

Você pode sacar dinheiro diretamente da sua conta corrente usando os inúmeros ATMs (caixas 24h) que há espalhados por todos os cantos. Porém, para isso, você precisa liberar essa opção para saque internacional com o gerente do seu banco, antes da viagem.

Na chegada, troque no banco do aeroporto ao redor de US$ 200 ou pegue dinheiro no ATM próximo à saída. A melhor cotação se consegue em casas de câmbio que você verá espalhadas pelo centro das cidades grandes. De modo geral, a cotação é bastante mais baixa nos hotéis do que nas casas de câmbio. Casas de câmbio não existem em lugares pequenos.

É conveniente lembrar de um detalhe importante para quem for levar dinheiro vivo em dólares americanos: é necessário levar as novas notas, que apresentam a cara do Benjamin Frankin en formato maior, chamadas popularmente "carão".

As outras, serão muito mais difíceis de se trocar, pois muitas casas de câmbio desconfiam delas, por estar a Ásia inundada de notas falsas do formato anterior, a conhecida como "carinha".

Portanto, quando forem trocar o dinheiro antes de sair de casa, verifiquem de não estarem levando as notas da "carinha". Segue aqui embaixo uma imagem comparativa das duas versões do dinheiro do Tio Sam. O Euro continua bem cotado na Índia.

Cá entre nós, gente: na versão nova do dinheiro, fica claro que Benjamin Franklin, tirou a papada, fez um lifting, aplicação de botox, refez o queixo que nem o finado M. Jackson, fez luzes na melena e ainda enxertou alguns cabelos no cucuruto. Vejam só:

É conveniente levar dinheiro em travellers cheques? São fáceis de se trocar?

Sim. Hoje em dia é bem fácil se trocar estes travellers cheques. Porém, algumas casas de câmbio pagam um pouco menos nessa opção.

E em relação à água e à alimentação?

Recomenda-se beber e, no início da viagem, até mesmo escovar os dentes usando apenas água engarrafada. Essa água é filtrada e tratada pelo processo de purificação com raios ultra-violeta. Não é preciso levar aquelas pastilhas de cloro para purificar essa água. No entanto, é desejável sempre constatar se as garrafas que adquirimos estão seladas com o selo do fabricante, já que alguns comerciantes inescrupulosos chegam a rechear as garrafas com agua "torneiral" para revender como se fosse mineral.

Para a estadia no Dayananda Ashram, nós levamos aquelas garrafas de alumínio reciclado para preencher, e assim evitamos usar tantas garrafas plásticas, que se tornaram um grave problema ambiental na Índia. O Ashram fornece filtros de carbono e raios ultra-violeta super eficientes e você bebe água do Ganges, tratada aí mesmo.

É um pouco dura, mas tão boa quanto a da garrafinha lacrada. Durante a sua viagem por outros lugares, será inevitável comprar algumas garrafas. Mesmo assim, recomendamos que você seja parcimonioso com elas, e dê preferência a rechear a sua garrafa pessoal em filtros públicos onde, aliás, a água é bem mais baratas que a engarrafada.

É preciso fazer uma adaptação gradual à comida indiana, que é bem temperada e bastante diferente da nossa. Se você for alérgico ou sensível à pimenta, traga alguns salgadadinhos ou biscoitos de cada, para ter algo para mastigar enquanto vai se habituando aos poucos. Quando seu farnel de sobrevivência acabar, sempre poderá achar uma boa abundância de frutas, frutas secas, vários tipos de pão, coalhada, arroz, chá e outras opções mais digestivas para os estômagos delicados.

Sobre o capítulo custo da alimentação: um bom jantar pode custar 5 dólares (fora dos centros urbanos ou turísticos, onde os preços aumentam). Geralmente, em lugares fora das rotas turísticas, e até mesmo em Rishikesh ou Pushkar, custa bem menos do que isso. O que se chama rasta food ('comida de rua'; rasta = 'rua' em hindi) é bem mais barato (embora muito gostosa, essa comida é só recomendável para os mais ousados).

Nos hotéis, a alimentação é de modo geral um pouco mais cara, mas é possível pedir em quase todos eles comida continental (ocidental), sem tempero. Legal mesmo é sair andando pelas ruas, se engalfinhando nos botecos e experimentar o real stuff da Índia, que além de ser mais barato, é mais saboroso.

Se você for ficar uma temporadinha no Dayananda Ashram, convém lembrar que eles fornecem comida sem tempero. Se você tiver dificuldade até mesmo para digerir a alimentação (por exemplo, alergia a pimenta) sem tempero do Ashram, é sempre possível sair para fazer as refeições fora.

O que a gente deve levar? (Coisas que seja necessário ou indispensável ter e não vai ser fácil achar lá, tipo repelente de insetos, medicamentos, papel higiênico...)

Dou uma lista de itens importantes mais abaixo. Pessoalmente, nunca levei nada especial (afora a cafeteira elétrica que tenho guardada no Ashram). O que precisei, sempre achei por lá mesmo, tipo remédios para dor de barriga ou cabeça.

Conheço alguns remédios ayurvêdicos e dou prioridade para eles em caso de diarréias, enxaquecas, etc. Esses medicamentos são muito fáceis de se achar. Se estiver em Rishikesh, procure a farmácia ayurvêdica do Parmarth Niketan Ashram, na beira leste do rio Ganges, cruzando por Ramjhula.

Conheço gente que carrega daqui até a água, o papel higiênico, e a comida. O único que eu levaria, se fosse menina, seria um pacote de lenços de papel e absorventes higiênicos para os dias do período menstrual. E um esterilizante de álcool em gel para lavar as mãos antes das refeições.  A lista segue abaixo.

O que não pode faltar na nossa mala?

·         Bom astral e muita disposição.

·         Cópias de segurança do passaporte e das passagens.

·         Money belt para guardar os documentos e dinheiro sob a roupa.

·         Cartão de crédito internacional.

·         Cadeado para as malas.

·         Máquina fotográfica.

·         Roupas confortáveis, sandálias, tapete de prática.

·         Álcool em gel para lavar as mãos e lenços umedecidos.

·         Um bom livro e um Ipod, se você gosta de ler e ouvir música.

E em relação aos medicamentos?

O kit básico de medicamentos para qualquer viagem deveria incluir o seguinte:

1)      um antiinflamatório (Nemesulida de 100 mg ou similar, para dores musculares advindas de fadiga ou cansaço),

2)      um antitérmico (como Novalgina, Paracetamol ou Aspirina, para febres e dores menores),

3)      um antiemético (como Plasil, para vómitos), e

4)      um antidiarréico.

Fora isso, é conveniente levar alguns curativos ou bandaids. Ainda, é bom lembrar de levar outros medicamentos que você esteja usando regularmente, ou remédios contra a azia ou a má digestão, se for o caso. Esqueça de levar aquelas pastilhas contra a malária, que têm efeitos colaterais muito grandes, se você não for para as selvas remotas do sul ou leste do país, ou para as ilhas desertas de Andaman, Nicobar ou Lakshadweep. As grandes cidades não têm casos de malária há anos, e o mesmo vale para as regiões do norte e o centro, como Uttaranachal e Rajastão (Agradecimentos ao Dr. Osmar Martins pela gentil consultoria.)

Não esqueça que, para solicitar o visto para a Índia desde o Brasil, é preciso ter a Carteira Internacional de Vacinação contra a febre amarela.

Como devo proceder em caso de emergência médica?

Em termos de saúde pública e asistência, leve em consideração que as coisas estão mudando rapidamente, e para melhor, no país inteiro. No entanto, confie no sistema de saúde público indiano tanto quanto você confia no brasileiro. Faça um seguro de viagem com cobertura total.

Não fique na fila de um hospital público achando que assim você vai economizar dinheiro. Isso pode lhe custar muito caro!

O modo correto de agir, em caso de uma emergência, é procurar assistência privada numa clínica ou hospital, e oferecer pagamento adiantado por tudo: pelo menos duas visitas diárias de um médico, acompanhamento de um enfermeiro 24 horas por dia, comida especial, água mineral, quarto privativo, etc. A conta será mais baixa que no Brasil, com certeza.

Guarde todos os comprovantes e notas fiscais dessas despesas para ter o reembolso do dinheiro gasto no seu retorno ao Brasil, se você contratou um seguro de viagem. Alguns cartões de crédito oferecem o seguro de saúde em viagem gratuitamente, se você usar o referido cartão para comprar seu bilhete.

Interagindo com os locais.

Leve sempre um álbum de fotos da sua família (incluíndo seus cachorros e/ou gatos, se os tiver) para mostrar às pessoas. Essa é uma ótima maneira de iniciar uma conversação. Os indianos são um povo gentil, generoso e curiosos em relação aos visitantes.  O constante assédio de vendedores na rua pode ser cansativo, mas lembre que um dos motivos da sua viagem é justamente conhecer uma forma de vida e uma cultura diferente da nossa.

Quando você lidar com os indianos em lojas, táxis ou na rua, seja paciente e educado. Lembre-se de que eles também estão falando uma língua estrangeira quando falam inglês e que a comunicação pode ser difícil. Diga namaskar ou hello primeiro, sorria e isto deixará uma boa impressão na pessoa a quem você está se dirigindo.


Pode nos dar algumas noções de etiqueta?

Apenas algumas pequenas regras: a cabeça é a parte mais nobre do corpo e os pés a mais “suja”, portanto, não é aceitável tocar nas cabeças das pessoas (mesmo das crianças) ou se apontar as plantas dos pés para elas ou até mesmo para imagens sagradas. Quando sentar, coloque os pés para trás ou sente na posição de lótus.

O contato físico em público entre homens e mulheres não é bem visto, portanto, qualquer manifestação de afeto entre pessoas de sexos diferentes deve ser feito privadamente. A saudação mais popular é namaskar ou namaste, com as mãos juntas na altura do coração.

E em relação às gorjetas?

A gorjeta, chamada bakshish, assume uma importância única na Índia: ela não só representa um agradecimento por um serviço. A tal palavrinha, que você ouvirá várias vezes na boca de mendigos ou fiscais, é onipresente nas transações de todo tipo. É a forma de conseguir que as coisas sejam feitas, na emperrada burocracia indiana. É a doação que você entrega para um mendigo. É aquela “contribuição espontânea” que todo indiano tem que dar para fiscais ou policiais corruptos.

Não é raro dois ou até três funcionários do hotel trazerem sua mala e ficarem no quarto até receberem a tal caixinha. Tenha sempre muito troco disponível. Nos restaurantes, 10% é esperado e merecido, se a comida e o serviço foram bons. Nos hotéis, cinco ou 10 rúpias para os bell boys, que carregam as malas, é o suficiente.

Esmolas e mendigos.

Pessoalmente, não recomendo dar esmolas para crianças, jovens “mães” com meninos de colo (que são alugados pelas mães verdadeiras ou suas babás) ou adultos, saudáveis ou mesmo que pareçam doentes. Só dou esmola a velhinhos e velhinhas, e para cegos cantores. As demais categorias de mendigos são falsificados: mães falsas, falsos paralíticos, falsos doentes, etc. A imaginação e "profissionalismo" desses mendigos profissionais é algo assombroso.

Porém, há duas soluções para esta situação: ou você decide que não vai dar desde o começo e não pensa mais no assunto, ou decide que vai fazer isso, se for importante para você. Nesse caso, tenha muitas notas pequenas ou moedas para dar aos inúmeros mendigos que pedirão dinheiro durante o dia. Ao dar para um, instantaneamente você se verá rodeado por muitos outros. Tenha paciência e não entre em pânico.

Ou, se quiser fazer mesmo a coisa certa, pague um prato de comida para cada mendigo, ou trabalhe como voluntário ou faça uma generosa doação para  organizações idôneas como AIM for Seva (www.aimforseva.org) ou Sonrisas de Bombay (www.sonrisasdebombay.org).

É importante conhecer a língua local?

Aprenda pelo menos algumas palavras e frases nas línguas dos locais que você visitará. Isso ajuda a quebrar o gelo na comunicação e facilita muito as coisas.

A arte da barganha.

Barganhar é uma instituição nacional na Índia. Seguem aqui algumas dicas sobre essa refinada arte. Nunca demonstre que você realmente gostou de alguma coisa que deseja comprar. Para cada exclamação tipo “oh, que lindo!”, mesmo que seja em português, o preço aumentará em 50% do preço inicial pedido.

De modo geral, quando o negociante pára de sorrir, é por que você chegou perto do preço justo. Converse com o vendedor a respeito  da Índia ou do Brasil: o ato de comprar oferece uma ótima oportunidade de entrar em contato com a cultura local.

Não aceite barganhar se não for convidado para beber um chá junto com o comerciante, ou se não lhe for oferecido um refrigerante, ou água mineral. Se é um artigo caro e que valha o esforço, deixe a loja e volte mais tarde para ver se consegue chegar ao preço que você quer.

Como é telefonar para casa?

Hoje em dia vale a penas levar um telefone desbloqueado e comprar um SIM card local. O valor das ligações locais é irrisório via telefones celulares e as tarifas intenacionais são igualmente muito baixas. Evite utilizar os telefones dos hotéis pois essas tarifas são elevadas. O sistema telefônico indiano funciona muito bem nas cidades mas nem sempre mantém a qualidadade no interior.

Caso você prefira não ter um celular local e precise telefonar, procure os locais as placas amarelas com as siglas STD ISD PCO. A primeira sigla indica que daquele telefone é possível fazer ligações internacionais. As outras duas indicam, respectivamente, que é também podem fazer-se ligações de longa distância e locais.

A duração e valor da ligação são registrados num aparelho que lembra um taxímetro. É muito barato: cada minuto de ligação para o Brasil custa menos de um dólar. Porém, esses entrepostos telefônicos são cada vez mais raros com a popularização dos telefones celulares. Lembre que há bem mais de um bilhão de telefones celulares na Índia.

Poderemos nos conectar à Internet?

O acesso à internet é bem fácil, mesmo nos lugares mais remotos, e muito barato. Sempre se encontra um local onde se pode checar e-mails, enviar e receber notícias ou fotos. Uma hora custa cerca de 20 a 30 rúpias, bem menos do que um dólar. Porém, a velocidade de conexão em certos lugares remotos não é das mais elevadas. Ãs vezes, é preciso ter paciência.

Outras opções são comprar um modem para usar no seu notebook se você carregar um, ou ativar um pacote de dados de navegação de internet em seu celular e usá-lo como modem. Ambas as opções funcionam razoavelmente bem nas grandes cidades  mas a conexão não é assim tão ágil no meio rural e nas cidades menores.

Vale a pena levar um pequeno netbook?

Sim, facilita bastante a comunicação, principalmente no Ashram, onde hoje em dia é oferecida gratuitamente uma conexão à internet bastante razoável. Alguns hotéis simpáticos também oferecem conexão wireless para seus clientes.

É possível levar seu netbook ou notebook para um internet café e navegar usando o cabo de rede do local, ao invés de usar os computadores que eles têm disponíveis. Eles não se importam, e para você vai ser mais cômodo, pois nossos teclados brasileiros ou portugueses são diferentes dos deles.

O que você pode nos dizer sobre o transporte local?

A variedade de transporte nas cidades impressiona. Há táxis comuns, de luxo, e “transporte alternativo”, como tuc-tucs, vikrams e rickshaws. Esses últimos custam a metade do preço ou ainda menos, porém, procure sempre acertar o valor da corrida antecipadamente, para evitar surpresas desagradáveis na chegada, já que na maioria dos casos, os taxímetros não funcionam. Um trajeto de 20 minutos custa cerca de um dólar.

E a voltagem?

A voltagem na Índia é de 220 volts. Porém as tomadas são diferentes das nossas. É preciso comprar um adaptador em alguma loja de quinquilharias. Os hotéis normalmente emprestam esses adaptadores caso você necessite, e também oferecem secador de cabelos (nos ashrams já não há essas facilidades).

Há algo que precisemos evitar?

·         Se você for mulher, não recomendamos andar sozinha na rua, nem com o cabelo solto, nem com os ombros descobertos, nem de saia curta, nem à noite em lugares ermos ou vazios.

·         Você nã precisa parar para conversar com um "prestador de serviços" ou caçador de comissões que lhe aborde oferecendo algo que não seja do seu interesse. Conhecer alguns rudimentos de hindi é muito útil para se defender de vendedores insistentes.

·         Ir ao toalete dos restaurantes populares sem levar o próprio papel higiênico. Eles raramente têm.

Como é ficar no Dayananda Ashram?

O Dayananda Ashram é uma das mais sérias e conhecidas comunidades de Vedanta. O Vedanta é uma das formas de Jñana Yoga. A agenda de atividades no Ashram é bem cheia, começando às cinco da manhã e indo até após o pôr-do-sol. De modo geral, os residentes do Ashram são muito simpáticos e  atenciosos com os visitantes, e sempre poderemos recorrer a eles, caso precisemos de alguma orientação.

Como em todo lugar de Yoga, é preciso observar algumas regras. No local, não é permitido o consumo de álcool, tabaco ou drogas. É preciso prestar especial atenção ao detalhe da vestimenta dentro do Ashram, pois neste lugar residem celibatários (e casais) em estudo, que não estão acostumados a ver corpos com pouca roupa, como é habitual aqui no Brasil. Recomenda-se o uso de branco ou cores bem claras, dando prioridade ao uso da vestimenta do local: saris, kurtas, dhotis ou saias longas, sandália, chale e/ou blusa.

A limpeza do quarto é por conta de cada um. É preciso levar em consideração que o padrão de higiene e manutenção na Índia é bastante diferente do nosso. Isso significa que teremos que ter paciência, em caso de que a água quente ou o aquecedor do nosso quarto não estejam funcionando no nosso primeiro dia no Ashram, e que eventualmente, teremos que fazer um esforço para relevar a o grau de higiene em que encontraremos nosso quarto. Essa é uma ótima oportunidade para medirmos a quantas anda o nosso santosha, a capacidade de adaptação, contentamento e paciência.

Sobre a estadia no Dayananda Ashram.

Os Vedanta Camps acontecem geralmente entre fevereiro e abril de cada ano, em Rishikesh. São algo único. Se você estiver interessado em autoconhecimento, é a melhor iniciativa que pode tomar. Para participar, é preciso primeiramente ler a informação disponível a partir de agosto de cada ano em http://dayananda.org e escolher as datas.

Depois disso, você faz o download da ficha nessa mesma página, preenche o formulário para a inscrição no(s) camp(s) escolhidos e envia por email mesmo para a organização. O email de Swami Aparokshananda, organizador desses encontros, figura na página de informação sobre esses retiros. Você envia o formulário anexado e aguarda a confirmação dele.

Já aconteceu do ashram ficar lotado. Nesse caso, você é aceito para participar dos retiros, mas precisa se hospedar fora. É possível alugar quartos ou pequenas casas nas imediações, por preços muito razoáveis. Não recomendamos ficar muito distante do ashram, se for o caso de se hospedar fora (tipo nas áreas de Ramjhula ou Lakshmanjhula), pois você vai gastar muito tempo e dinheiro com os deslocamentos em rickshaw.

Esses Camps são residenciais. Isso significa que ficamos o tempo todo dentro do Ashram. As aulas começam cedo pela manhã. A puja é as 5h, a meditação às 7h, tem duas aulas de Vedanta pela manhã, separadas pelo desjejum, depor vem o almoço e um breve período para descanso.

Há mais aulas de tarde e por aí vai, com pequenas pausas para descanso, chai e refeições, até as 22h, com aulas de Iyengar Yoga, sânscrito, canto védico, etc. no meio da tarde, aulas as 17h e satsangs e kirtans no fim do dia.

A oportunidade de convívio com Pujya Swamiji e os outros renunciantes, bem como com outras pessoas comprometidas com a vida de moksha, é muito especial. Nós sentimos, no nosso caso particular, que esse convívio nos deixa inspirados para viver o resto do ano, além de motivar muito as práticas e todo o processo do autoconhecimento.

A alimentação é feita lá mesmo no ashram, mas a comida tem muita pimenta. Algumas pessoas não toleram essa dieta por tanto tempo e acabam fazendo algumas refeições fora do ashram ou no quarto. É fácil comprar comida fora ou comer eventualmente apenas uns chapatis com chai se a gente não quiser fazer uma refeição mais completa.

Sobre as doações no Dayananda Ashram (valendo para quase todos os demais ashrams tradicionais da Índia).

O pagamento, se cabe usar essa palavra, é feito através de doações espontâneas. O método tradicional indiano diz que o ensinamento não é gratuito, mas que cada um deve doar de acordo com a sua própria consciência e possibilidades. De modo geral, à guisa de doação, sugerimos que os brasileiros doem algo por volta de 20 USD por dia, pela hospedagem, alimentação e aulas de todos os temas.

Alguns doam mais, outros um pouco menos, mas geralmente as doações oscilam perto desse valor. Europeus e japoneses doam bastante mais. Indianos, muito menos. Mas todos, indistintamente, recebemos o mesmo tratamento.

As doações são feitas tradicionalmente perto no último dia. No nosso caso, como não queremos guardar conosco um dinheiro que por direito, pertence ao ashram, optamos por doar logo no primeiro dia. Se perdermos o resto da grana, pelo menos a doação está garantida.

A doação referente ao ensinamento é dada diretamente para Pujya Swamiji, num envelope fechado, na ocasião da cerimônia de encerramento de cada encontro, que acontece no último dia. Novamente, de acordo com a consciência e possibilidades econômicas de cada um, as doações são espontâneas. Quantificar o valor que o ensinamento tem para cada um de nós é algo totalmente pessoal. Não há pagamento mínimo ou máximo.

Convém, caso você vá viajar com algum amigo, indicar no formulário de inscrição o nome dessa pessoa (ela também deve fazer o mesmo) para ficarem juntos. Caso você va só, e na medida do possível, a organização coloca brasileiros com brasileiros ou pessoas de outras nacionalidades da America do Sul. Homens ficam hospedados com homens, mulheres com mulheres. Casais ficam juntos, claro.

Como e onde comprar instrumentos indianos?

Recomendo, para adquirir instrumentos musicais indianos, a loja do Inni Singh, DMS Delhi Musical Store (www.indianmusicalinstruments.com), que fica em 

C-99, Lajpat Nagar -1
New Delhi - 110024. 
Telefone: +9199711-04895.
Funciona de Segunda a Sábado, de 11AM a 8PM. 
Fecha aos domingos.

Se for possível, leve um afinador eletrônico para checar a afinação dos instrumentos. Tem lá muita variedades de tablas de boa qualidade, pakhawajs de vários tipos, excelentes sitars e sitars elétricos, harmônios muito bons e outros nem tanto, etc. 

Também vale visitar uma loja encardida, mas bacana, que fica em Chandni Chowk, na Velha Delhi. O nome da "lodjinha" é a Bina Musical Store, e o proprietário chama-se JP Singh (www.binaswar.com). O endereço é o seguinte:

789, Nai Sarak, Delhi
110 006 India.
Telefone: +91112326-3595.
Funciona de Segunda a Sábado, de 10AM a 7PM.
Fecha aos domingos.

Se você estiver procurando algo realmente especial em termos de harmônios ou instrumentos de corda, e tiver muito tempo disponível na Índia, pode solicitar seu instrumento para o Monoj Kumar Sardar (http://www.monojkrsardar.com/), que é o fabricante de algns dos melhores instrumentos do país. O problema é que ele mora em Calcutá, e tem que enviar os instrumentos desde lá, através de um mensageiro que você tem que pagar separadametne, para o lugar onde voce estiver.

Estava pensando em comprar um harmônio. Você tem idéia do preço?

A faixa de preços vai de 300 dólares um bem razoável, a mais de 1000 dólares um hiper pro. Um bem simplesinho pode sair por 100 dólares. Se for possível, leve um afinador para checar a afinação. 

Podemos comprar bons livros de Yoga por lá?

Livros são muito baratos. Para quem lê em inglês, esta pode ser uma ótima chance para completar a biblioteca de Yoga. Você não carrega os livros, mas envia por correio para seu endereço aqui no Brasil, como material impresso, que aliás, é bem mais barato do que o correio normal.

Em Rishikesh, procure o Satya, na lojinha Bhakti Handicrafts Emporium, do lado direito do Madras Café, em Ramjhoola. Em New Delhi, procure o Bookworm, em Connaught Place (fácil de se achar), ou vá diretamente à editora Motilal Banarsidass, em Kamla Nagar, perto do Nirula's (menos fácil de se achar. Você precisa conhecer bem a cidade, pois os taxistas irão levar você para Kamla Market ao invés de Kamla Nagar).

Você pode ainda barganhar belos descontos de até mais de 20%, caso faça compras expressivas. Essas opções são idôneas e já foram testadas diversas vezes por alguns amigos e por mim mesmo. Você não vai se decepcionar.

Que tipo e quantidade de roupas de prática devemos levar?

O suficiente. Dê preferência para roupas mais soltas, que nao marquem os contornos do corpo (para ambos os sexos, mas especialmente importante no caso das meninas). Evite roupas colantes ou que deixem os ombros à mostra quando for praticar junto com indianos. Para eles, os ombros e tornozelos femininos são mais sensuais que os seios ou a barriga. 

Tapetinhos de prática, a gente leva ou compra por lá?

É melhor levar o seu daqui. Os de lá são de juta, uma fibra mais grossa que o sisal, e pinicam muito. No entanto, esses tapetinhos locais são muito adequados e recomendados para aspirantes a faquir. Se for esse seu caso, fique à vontade para comprar seu tapetinho por lá... Hoje em dia há, em diversas lojas de Rishikesh, tapetinhos lá feitos na China, de duvidosa qualidade, não recicláveis e de cores de duvidoso gosto. Carregue seu próprio mat. Se achar que é volumoso ou pesado demais, pense nos surfistas, que dão a volta ao mundo carregando aquelas pranchas super pesadas e frágeis sem se queixar.

Pode nos dizer alguma coisa em relação ao trekking?

Para fazer esses trekkings, alguns dos quais podem ser realmente radicais, como o de Milam Glacier, recomenda-se ir pensando em adquirir antes da viagem um certo grau de treinamento, pedalando ou andando bastante a pé dentro mesmo da sua cidade, para que, chegada a hora de andar nas alturas, isso não lhe custe um esforço muito grande. Não esqueça que seu calçado e agasalho devem ser adequados.

 Vai ser possível lavarmos as roupas?

Se você ficar hospedado em hotéis, poderá solicitar o laundry service. Todos têm esse tipo de serviço. No Ashram, você lava suas proprias roupas ou contrata um dhobi wallah (pessoa que lava roupas) para fazer isso por você.

Algumas poucas dicas para se mover em New Delhi

Janpath Road e Connaught Place
Janpath é uma avenida central que surge ao sul da enorme praça Connaught Place, onde se concentram várias lojas com preços acessíveis e outras nem tanto. O Mercado Tibetano fica na Janpath, bem como locais de câmbio, restaurantes e lojas para comprar lembranças.  Descendo a avenida, a uns 1000 metros da praça, fica o National Museum, absolutamente imperdível se você tiver um tempinho.

Dilli Haat
Espécie de shopping aberto, com artesanato de todas as partes da Índia e uma praça de alimentação representativa de todas as culturas e regiões.
Fica na Aurobindo Marg, frente ao INA Market.
Tel.: 24678817, 26119055.
É a aproximadamente 20 minutos de Connaught Place. Em táxi você paga algo em torno de 150 rúpias. Um rickshaw sai por 50 rúpias (com um pouco de barganha, é claro!).

Informações turísticas: India Tourism Office
Janpath Rd, 88.
Tel: 2332-0005/0266/0008 .

Respostas:

Felipe Bellard

Postado em: 15 de Março de 2017 às 23h42

Vi suas fotos com meu professor e seu aluno Bruno Jones no Dayananda Ashram! Muito legal! Em breve pretendo estudar com você, e se possível, viajar para a Índia - considerando principalmente sua proposta em passar pelo Ramanasramam, ashram do mestre sob cujos auspícios eu caminho por esse mundo! Namaskaram!

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Kelly

Postado em: 23 de Fevereiro de 2017 às 19h21

Gratidão pelas dicas Pedro! Como é o procedimento para ir com você? Obrigada pela att.

Namastê.

=============

 

Olá Kelly,

नमस्ते Namaste! Beleza? Então, nós acabamos de voltar ontem de mais uma viagem.
 
Daqui a mais alguma semanas iremos determinar as datas e destinos para a próxima. 
 
Será em novembro de 2017 ou senão em fevereiro/março de 2018. Aguarde por favor. 
 
Divulgaremos essas datas neste site assim que tivermos uma posição dos nossos parceiros. 
 
Muito obrigado. Tudo de bom. Abraços. __/\\\\__ Hariḥ Oṁ!

ॐ लोकाः समस्ताः सुखिनो भवन्तु 
ॐ गँ गणपतये नम:

+++++
Pedro ><((((º>

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Gustavo Woltmann

Postado em: 16 de Janeiro de 2017 às 22h37

Deve ser um lugar maravilhoso, tenho vontade de conhecer um dia. Belo post, gostei bastante das dicas, quem sabe eu use nos próximos anos.

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Vanessa Nathache

Postado em: 15 de Agosto de 2016 às 23h21

Olá Pedro! Excelente as suas informações e dicas! Estou com passagens compradas e gostaria de tirar algumas dúvidas! Qual o tempo mínimo para que eu tenha um bom aproveitamento nesse Ashram? O meu inglês é básico/intermediário, você acha que isso interferiria muito na absorção de aprendizados? Qual o livro com ensinamentos básicos você me recomendaria para ler antes? Muito obrigada pela sua exposição -) Obrigada, Vanessa

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Thiago Albuquerque

Postado em: 22 de Julho de 2016 às 15h47

Pedro, Sempre tive a curiosidade de saber quais instituições em Rishikesh ou no Sul da Índia ensinam práticas e oferecem upadesha de disciplinas védicas para ocidentais. Me refiro a práticas tradicionais, como puja, havan, diksha, mantra upadesha e práticas devocionais? Entendo que algumas dessas práticas só são transmitidas depois de uma relação guru-discípulo estável, e pode levar tempo pra isso. Mas as únicas que conheço que tem essa abertura é a Iskcon e a Himalayan Academy nos EUA. Mas procuro alguma linhagem Advaita ou Shivaísmo. Alguma sugestão de lugar e pessoas confiáveis? O Dayananda Ashram oferece esse tipo de práticas para os aspirantes. Ou só ensina yoga e filosofia vendanta? Namaste Thiago

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Fernanda Alves

Postado em: 17 de Julho de 2016 às 08h35

Nanaste _/_ Incrível matéria!!

Tenho o sonho de conhecer a cultura indiana e a e há 1 ano sou adepta a filosofia e práticas do Yoga. Estou me planejando em ir para a Índia ficar em Asham em 2017. Se houver planejamento de irem neste período, por favor me envie informações.

Muito obrigada!!!

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eunice bueno

Postado em: 16 de Agosto de 2016 às 16h07

CARA FERNANDA JA ESTIVE ALGUMAS VEZES NA iNDIA MA ULTIMA VEZ EM 2004 E NAO MAIS. ESTOU NO MEU LIMITE,,,QUERENDO MUITO ESTAR NAQUELA TERRA.PODERIAMOS TROCAR IDEIA . O QUE ACHA...E ATE FAZER COMPANHIA UMA A OUTRA.EUNICENAMASTE

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eunice bueno

Postado em: 16 de Agosto de 2016 às 16h07

CARA FERNANDA JA ESTIVE ALGUMAS VEZES NA iNDIA MA ULTIMA VEZ EM 2004 E NAO MAIS. ESTOU NO MEU LIMITE,,,QUERENDO MUITO ESTAR NAQUELA TERRA.PODERIAMOS TROCAR IDEIA . O QUE ACHA...E ATE FAZER COMPANHIA UMA A OUTRA.EUNICENAMASTE

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cristina portella

Postado em: 12 de Setembro de 2015 às 12h35

Grata pelas ótimas dicas Pedro! Gostaria de saber se pretende organizar uma viagem para a India em 2016 e como seria. Também me interesso em ter uma companhia feminina para viajar junto, minha preferência seria passar alguns dias em Delhi e um tempo maior em Rishkesh no Dayananda Ashram .

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Barbara

Postado em: 14 de Outubro de 2015 às 20h30

Namasté, Christina, eu vou para India em dezembro/janeiro, primeiro vou ficar no sul, a partir de 28 de dezembro ficarei em Varanasi, Delhi, Rishikesh. Entre em contato comigo para a gente conversar.

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Pedro Kupfer

Postado em: 15 de Setembro de 2015 às 15h52

Olá, Cris,

Namaste!

Obrigado pela mensagem. A info está toda pronta para a nossa próxima viagem. O valor final está sendo calculado hoje e deve ficar disponível amanhã no nosso website. O valor da parte terrestre deve ficar um pouco abaixo dos 3000 dólares americanos.

Hoje à noite ou amanhã disponibilizaremos a informação na página da viagem para a qual aponta o banner do lado direito desta página onde se anuncia esta viagem. Obrigado.

Bem, mantenhamo-nos em contato. Boa semana!

Abraço.

Pedro.

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Ellora

Postado em: 15 de Dezembro de 2014 às 14h12

Namaskar! Pedro Eu e meu namorado praticamos yoga a algum tempo e agora juntamos um dinheiro e resolvemos que queriamos ir para India aprimorar e começar a dar aulas em nossa cidade... Queriamos ficar uns 6 meses lá mas não achamamos nenhum ashram que tenha cursos de seis meses. Voce sabe de algum para nos indicar? Estamos procurando cursos de vedanta ou outra modalidade yoga de auto conhecimento. Obrigada desde já!

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