A fumaça de um incenso é pior do que a de um cigarro

Da Veja Online - 10 de Março de 2008 - 23 Comentários

Caros navegantes yogis,

Namastê! Não faz parte da política editorial deste website republicar notícias veiculadas na mídia que possam estar relacionadas ao Yoga. Não obstante, neste caso, ficamos alarmados com esta notícia, uma vez que todos sabemos o quanto o uso do incenso é difundido nas escolas de Yoga.

É verdade que quase a totalidade dos incensos baratos que se conseguem no Brasil são tóxicos. Às vezes, nós sentimos fortes dores de cabeça que podem estar vinculadas com o uso destes incensos de qualidade duvidosa. Ao que parece, não se fazem mais incensos como antigamente.

Um pacote do incenso que nós trazemos da Índia para nosso uso pessoal, custa mais caro lá do que os incensos importados aqui. Não é um bom negócio, ao que parece, trazer incenso de boa qualidade, já que o preço ficaria proibitivo e a concorrência é grande.

A receita tradicional do agarbatti, incenso indiano em forma de vareta, que é o mais popular aqui no Brasil, inclui ingredientes como estrume seco, ghee, resinas nobres e ervas medicinais e aromáticas e um longo e lento processo artesanal de elaboração.

No entanto, comerciantes desonestos perceberam que nós aqui não entendemos muito do assunto e assim, fomos invadidos nos últimos tempos por uma enxurrada de incensos industriais que, quase sempre, deixam bastante a desejar. Não é pelo fato do incenso ser fabricado na Índia, que ele é necessariamente de boa qualidade.

Como solução alternativa para purificar ambientes, propomos o uso de aromatizadores elétricos ou com vela, que purificam o ambiente através da vaporização de óleos essenciais naturais. Mesmo assim, tenha cuidado na escolha desses óleos essenciais, pois alguns deles são químicos e podem produzir os mesmos efeitos tóxicos dos incensos de má qualidade.

Seguem abaixo as duas notícias publicadas respectivamente nos websites da Veja e da Folha de São Paulo.

Uma avaliação realizada pela Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, aponta que a fumaça de um incenso pode ser mais prejudicial à saúde do que a de um cigarro. Ao pesquisar os componentes da fumaça de cinco marcas, a associação observou que todos os produtos exalam substâncias altamente tóxicas.

Divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo neste domingo, o teste revelou que, queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno contida em três cigarros ? algo em torno de 180 microgramas por metro cúbico. O benzeno é uma substância cancerígena. Outro vilão encontrado no incenso foi o formol, altamente concentrado ? cerca de 20 microgramas por metro cúbico ?, que irrita as mucosas e provoca reações alérgicas em muita gente.

De acordo com a Pro Teste, o consumidor não sabe como os incensos são feitos e quais substâncias está inalando. Não há no Brasil nenhuma lei que obrigue os fabricantes e importadores do produto a informarem o comprador. Diz a reportagem do jornal que nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem.

Preocupada com os usuários brasileiros que costumam queimar um incenso pensando que estão purificando o ambiente, a Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde. Pede ainda que a agência elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

Publicado originalmente em 9 de março de 2008 no website www.vejaonline.com.br. Para ver a reportagem nesse website, clique aqui.

09/03/2008 - 08h48

Teste mostra que fumaça de incenso é prejudicial à saúde

CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Usado desde a Antigüidade com sentido de purificação e proteção, o incenso acaba de receber sinal vermelho da Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Cinco marcas avaliadas mostram que daquela fumacinha, aparentemente inocente, exalam substâncias altamente tóxicas.

Queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno --substância cancerígena-- contida em três cigarros, ou seja, em torno de 180 microgramas por metro cúbico. Há também alta concentração de formol, cerca de 20 microgramas por metro cúbico, que pode irritar as mucosas.

Paulo Fehlauer/Folha Imagem

Renata Sobreira Uliana, 49, professora de yoga, conta usar incenso todos os dias no altar que tem em sua casa

Renata Sobreira Uliana, 49, professora de yoga, conta usar
incenso todos os dias no altar que tem em sua casa

As substâncias nem de longe lembram as especiarias aromáticas com as quais o incenso era fabricado no passado, como gálbano, estoraque, onicha e olíbano. Se há uma leve semelhança, ela reside na forma obscura da fabricação. No passado, o incenso era preparado secretamente por sacerdotes.

Hoje, o consumidor também não é informado como esses produtos são feitos e quais substâncias está inalando. O motivo é simples: por falta de regulamentação própria, os fabricantes de incenso não são obrigados a fazer isso.

Nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem. Muito menos a descrição de quais substâncias compõem o produto. A Folha tentou localizar as empresas, por meio dos nomes dos incensos, mas, assim como a Pro Teste, não teve sucesso.

A avaliação foi feita a partir da simulação do uso em ambiente parecido com uma sala. Segundo a Pro Teste, foi medida a emissão de poluentes VOCs (compostos orgânicos voláteis) e de substâncias passíveis de causar alergias, como benzeno e formol. As concentrações foram medidas após meia hora do acendimento.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste e colunista da Folha, alerta que os aromatizadores de ambiente, como o incenso, são vendidos sem regulamentação ou fiscalização, o que representa perigo à saúde.

"Os consumidores pensam que se trata de produtos inofensivos, que trazem harmonia e, na verdade, estão inalando substâncias altamente tóxicas e até cancerígenas."

A Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde e elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

Consumidora

"Estou surpresa. Acendo incensos diariamente há 20 anos no momento em que faço minhas preces no altar budista que tenho na sala. É uma forma de agradecimento às divindades e de limpeza energética. Jamais pensei que eles pudessem fazer mais mal do que bem", diz Renata Sobreira Uliana, 49.

O resultado dos testes também surpreendeu os médicos. "Nunca li nenhum artigo científico a respeito disso, mas é um dado muito interessante, que vai fazer a gente repensar a forma de liberar esse tipo de produto", diz José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia.

Clystenes Soares Silva, pneumologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que nem pessoas predispostas a desenvolver quadros alérgicos (como rinite e asma) nem pessoas saudáveis devem se expor aos incensos.

Publicado originalmente em 9 de março de 2008 no website www.folha.com.br. Para ver a reportagem nesse website, clique aqui.

Respostas:

Analu

Postado em: 18 de Março de 2017 às 08h47

É só usar Palo Santo gente! 😍

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Guilherme

Postado em: 30 de Abril de 2016 às 22h13

E quais marcas são confiáveis?

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Lucia Lopes

Postado em: 22 de Abril de 2016 às 13h10

Gostaria de saber fazer incenso...uma coisa tão boa para nós e ambiente precisa ser feita para nos beneficiar não ser um malefício. Se alguém souber onde faz no Brasil gostaria de aprender. Uma amiga recebeu incenso da India e percebi uma grande diferença. Acho que seria um serviço de grande valia se soubessemos aonde comprar e/ou como fazer. grata, Lucia Lopes

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André

Postado em: 08 de Março de 2016 às 06h16

ainda sim é melhor que fumar maconha kkkk

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Rikio Inomata

Postado em: 03 de Setembro de 2016 às 11h22

Não é não rs

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Marlim

Postado em: 06 de Dezembro de 2015 às 01h51

Não seria o massala menos prejudicial?

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Sttiv

Postado em: 25 de Abril de 2015 às 08h09

Um caso a se pensar, tenho incenso em casa e contrário ao que diz na reportagem, encontra se na embalagem: fabricante (com endereço), importador (com endereço), modo de usar (uso externo - fica claro que não é ambiente fechado), cuidados (não estar diretamente exposto a fumaça - olhos e mucosas em geral), numero de registro na ANVISA (com n° reg.), MS (com n° reg. e resp. téc.) e CRQ (reg. Cons. Reg. Quim.), outras informações: numero de lote, data de fabricação e de validade. Nem tudo o que se lé na internet, principalmente hoje em dia é verdade, pegam uma informação e alteram algumas coisas e jogam na rede. Obs.: Consta inclusive NOTIFICAÇÃO quando ao uso de formol na composição e os valores máximos admitidos.

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Maria Edeni da Silva

Postado em: 10 de Janeiro de 2017 às 11h03

STTIV, Bom dia!!! Por favor eu gostaria de saber, qual o incenso que você usa ? você saberia me dizer qual é o melhor ? Eu estou acostumada a usar incensos quando estou lendo Tarot. más agora estou impressionada com esta noticia que é prejudicial a saúde.... se não for muito abuso de minha parte, sera que você poderia me dar uma dica por favor ? MEU EMAIL : mariaedeni59@gmail.com Namastê! Gratidão!!!

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daniel

Postado em: 11 de Maio de 2015 às 02h24

Pow, leve em consideração q a data da matéria é de 2008, 7 anos atrás. Claro q deve ter saído uma regulamentação de la pra ca

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Andre De Rose

Postado em: 22 de Outubro de 2012 às 17h48

Por mais que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos incensos na saúde dos consumidores e formate uma regulamentação para a venda no Brasil, ainda assim eu tenho minhas ressalvas quanto ao uso do incenso, uma vez que eles vão elaborar níveis aceitáveis e nem um pouco confiáveis de toxidade, como muitos produtos que são vendidos atualmente, e são um verdadeiro veneno. Como é o caso da pasta de dentes, o revestimento dos sucos servidos em caixinhas de papelão, as bebidas em latinhas, os anti-perspirantes (desodorantes), todos contém alumínio que é considerado um dos principais causadores do mal de alzheimer e, que não possui dosagem segura, contudo mesmo assim, continuam sendo vendidos livremente, tudo isso porque existem ?níveis aceitáveis?. Acredito que com o incenso será a mesma coisa. Para ter uma ideia do nível de contaminação, faça um teste. Esfregue um pano branco, limpo, dentro de uma panela de alumínio, igualmente limpa. Você vai ver que o pano sai sujo de alumínio! Mas antes que possa dizer que é um exagero da minha parte, vou apelar para os 30 anos de experiência que tenho como professor de Yoga, e os diversos depoimentos de professores e alunos que colecionei durante esse tempo todo, para afirmar que não existem níveis seguros para seu uso. Essa consideração que todos fazem sobre Incensos "naturais", é tão fútil quanto boba. Um incenso nada mais é, do que um fogo controlado ou um pequeno incêndio. Que em doses homeopáticas, vai irritando a mucosa e prejudicando o aparelho respiratório aos poucos. Para atestar a veracidade dessas palavras, basta consultar um bombeiro sobre a quantidade que existe na inalação de gases tóxicos mesmo num incêndio no meio da floresta. Acredito que mesmo sendo natural, a exposição a fumaça de uma floresta também mata, posso garantir. As exposições crônicas a baixos níveis de fosgênio e outras substâncias têm sido relacionadas com o surgimento de um processo inflamatório pulmonar crônico, com destruição alveolar e prejuízo funcional. A exposição ao incenso é por via inalatória. Sumarizei os sintomas tóxicos, segundo depoimentos de professores que relataram os seguintes efeitos. 1- cefaléia; 2- conjuntivite; 3- rinite; 4- faringite; 5- laringite; 6- secura e insensibilidade nasal; 7- hemorragia; 8- edema de glote; 9- edema laríngeo; 10- pneumonite; 11- bronquite; 12- taquipnéia; 13- sibilos; 14- tosse; 15- infiltrado pulmonar; 16- síndrome disfuncional reativa das vias aéreas. A única forma segura de se usar incenso, é num ambiente aberto e bem ventilado. Jamais naqueles lugares, onde se vê uma densa nuvem pairando sobre os praticantes. Os piores incensos são aqueles que possuem carvão na sua composição, principalmente por liberarem Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA). Para sua referência entre na pagina da fiocruz a seguir: http://portalteses.icict.fiocruz.br/transf.php?script=thes_chap&id=00007701&lng=pt&nrm=iso Portanto afaste-se de incensos escuros, ou mesmo aqueles que soltam um pó fino ao entrar em contato com a pele. Se você é professor de Yoga provavelmente deve ter em sua sala de aula ventiladores, pois é experimente um dia desses fazer a faxina da sua escola ou centro pessoalmente, assim poderá perceber nas hélices do seu aparelho um pó fino escuro. Pois bem, isso é o que está entrando em seus pulmões.

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Nubiasaraiva@hotmail.com

Postado em: 05 de Maio de 2016 às 10h45

Gostei muito da sua coleção!!

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Fylipe

Postado em: 27 de Janeiro de 2010 às 19h16

Nao acredito que a fumaça do incenso possa fazer mal, até mesmo que nesse site eles afirmam que aquelas marcas de incenso nao tem sequer o nome do distribuidor brasileiro, quando que na marca "Agni Zen" há sim o nome do distribuidor.

Sem contar que os incensos na umbanda servem para nos ajudar, purificar ambientes e afastar coisas ruins, entao nao acredito que iriam mandar acender incensos para nos ajudar, sendo que o incenso pode causar danos á saude.

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Sonya

Postado em: 12 de Agosto de 2013 às 23h25

Não duvide do teste que fizeram com o incenso, pois eles estão ali para nos ajudar e nos alertar... e voce diz que o incenso ajudam a purificar o ambiente e afastar coisas ruim mas na verdade é a sua FÉ que pensa assim pois o incenso na verdade é algo material e esta ali parado apenas queimando e as "coisas ruins" não é material e sim almas perdidas e não se misturam com matéria.

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Julio

Postado em: 29 de Setembro de 2013 às 14h24

E essa é a sua opinião. Não desmereça a opinião do próximo. Eu particularmente vejo que "coisas ruins" interferem sim na matéria, muitas vezes não diretamente, mas podem se manifestar através de diversas formas até chegar na matéria de fato, e essa é a minha opinião. Assim como respeito a sua, seria legal se isso viesse de sua parte também.

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