Repensando o Yoga Sutra

Pedro Kupfer - 11 de Julho de 2009 - 7 Comentários

Este texto tem como propósito trazer uma reflexão sobre a maneira em que os yogis olhamos para o nosso texto seminal, o Yoga Sutra. Levando em conta que nosso ponto de partida é reconsiderar a definição de Yoga neste importante texto, devemos, desde já, adiantar que o assunto pode suscitar uma polêmica, já que questiona alguns 'dogmas' tidos como sacrossantos pela imensa maioria da nação yogika

Todos já ouvimos dizer no mundo do Yoga que a compreensão do Yoga Sutra de Patañjali é essencial para o progresso na prática. Este texto, sobre cuja origem e autor tudo se ignora, parece datar da era entre Buda e Cristo. Alguns autores afirmam que ele tenha sido escrito nos séculos IV ou III a.C., enquanto que outros o datam no século II. d.C. 

Existem muitas traduções e interpretações diferentes para línguas ocidentais, feitas por estudiosos, especialistas, indólogos e sanscritistas, a partir do século XIX. Até hoje continuam sendo lançadas novas edições deste importante texto. O problema é que a maioria delas é feita por pessoas que, apesar do estudo teórico e do conhecimento da língua, não têm idéia da maneira em que o Yoga funciona, nem da forma única em que conhecimento e prática dialogam na experiência do praticante. Esse é um dos motivos pelos quais o Yoga Sutra é mais famoso do que compreendido. 

Talvez um dos problemas enfrentados pelos tradutores/comentadores seja justamente dar aos Sutras o tratamento de uma 'teoria', uma série de acontecimentos plausíveis quando, de fato, o texto é tão teórico quanto você mesmo. Admitir o Yoga Sutra como um texto teórico é admitir a si mesmo como uma teoria. Os temas centrais do texto são o conhecimento de si mesmo e a praxis desse conhecimento. Uma parte dele fala sobre auto-conhecimento e a outra, sobre as práticas para se manter em consciência de si. A proporção de teoria no texto chega a 0%. 

A importância desta pequena e lacônica obra de apenas 196 frases breves, reside no fato de que, a partir dela, o Yoga foi reconhecido com um Darshana, uma Escola de Filosofia, dentro do hinduísmo ortodoxo. Para fazer perfeito sentido dentro do Dharma Hindu, e para ser reconhecido como instrumento para a libertação humana (objetivo de todo Darshana), exige-se que um texto cumpra estes três requisitos:

1)      que não contradiga a autoridade do Veda;

2)      que não contradiga o bom-senso; e

3)      que não contradiga a experiência humana.

 

Você engole todo o que mastiga?

Porém, olhando atentamente para a maioria das traduções e comentários publicados, vemos que, no melhor dos casos, a única condição contemplada é a primeira. Mesmo assim, muitas vezes de forma cega, obnubilada pelo pensamento fundamentalista, dogmático ou míope. Várias das traduções que vemos hoje em dia nas livrarias, contradizem não apenas o bom-senso e a experiência humana, como também a voz da ciência, que parece não ser muito considerada em alguns círculos de Yoga.

O problema é que muitas vezes, tomamos essas interpretações confusas ou questionáveis, como palava revelada e, se há falta de bom-senso ou de profundidade na tradução, nosso escasso espírito crítico não detecta essa falha. Conseqüentemente, repetimos esse erro e aceitamos o conhecimento equivocado como se fosse verdadeiro.

Neste texto, por uma questão de espaço, iremos nos limitar a expor apenas um exemplo de interpretação questionável dos Sutras: o da a tradução do segundo aforismo, onde se define o Yoga. Outros assuntos igualmente importantes, como os graus de iluminação, o papel do ego e a definição de Deus no Yoga Sutra, serão abordados num texto futuro.

O segundo sutra, em sânscrito, diz Yogaschittavrttinirodhah. Traduzindo palavra por palavra do dicionário, temos o seguinte:

Yoga = jungir, união

Chitta = consciência; complexo ego-mente-intelecto

Vrtti = modificação, ondulação, modo de conduta, flutuação

Nirodhah = cessação, supressão, contenção, restrição

 

Quem consegue 'parar de pensar'?

Muitos tradutores repetem o significad que a leitura literal desta frase parece sugerir: 'Yoga é a supressão da vida psico-mental'. Ou, 'Yoga é o controle das funções mentais'. Ou anda, 'Yoga é a obliteração das ondulações do pensamento'. No entanto, há um abismo enorme entre estas afirmações, que surgem da tradução direta daquelas quatro palavras, e o que realmente acontece com o psiquismo no estado de Yoga. Se o amigo leitor tiver em sua biblioteca alguma edição do Yoga Sutra, convidamos para dar uma olhada nesta frase antes de continuar a leitura, só para checar.

 A bem da verdade, ninguém 'pára de pensar' durante a prática de meditação. Testes conduzidos pelo Dr. Francisco Varela, neurobiólogo e diretor de pesquisa no Centro Nacional de Pesquisa Científica da França, na década de 1990, apontam para o fato de que o pensamento não há interrupção ou parada do pensamento quando a pessoa medita.

O Dr. Varela conduziu testes em experientes lamas tibetanos, com décadas de intensas práticas de meditação. Pelo que sabemos, não há gente melhor preparada que estes veneráveis lamas, que dedicam seus esforços desde bem cedo ao estudo e a vida de contemplação.

Para a surpresa dos pesquisadores, a atividade cerebral dos lamas durante o estado de profunda meditação não era a ausência de conteúdos, mas apenas uma melhor organização desses conteúdos. No estado de profunda introspecção não acontece, em nível neuronal, nada de novo ou diferente do estado habitual de vigília. O Dr. Varela disse que 'a capacidade que o homem tem de olhar para si próprio não é um desdobramento, senão uma maneira de tornar um processo comum, algo mais forte e poderoso. Você aprofunda algo que já tinha.'[1]

Qualquer praticante sincero deverá admitir a realidade dos fatos: nos não paramos de pensar, por mais prolongada que seja nossa prática de meditação, e por mais que torçamos para que isso aconteça. Sempre, no silêncio da prática, escutamos a voz da mente fazendo questionamentos, a voz do ego movendo-se ao sabor dos seus próprios caprichos, a voz da inteligência fazendo suas asserções. Essas três vozes, mente, ego e inteligência (respectivamente manas, ahamkara e buddhi), são aquela seqüência contínua de pensamentos que chamamos de consciência (chitta).

Mesmo buscando a mente silenciosa na prática, o barulho interno permanece aí, sempre presente. Conheço pessoas que simplesmente não admitem esse fato, e acabam vivendo um enorme conflito interior, divididas entre o que estão vivenciando e o que querem nos fazer acreditar.

Apesar da presença desse ruído incessante na paisagem interna, o que podemos fazer é parar de nos identificar com os pensamentos. Isso significa que a função mente-ego-razão não será mais vista como aquele monstro tricéfalo que devemos derrotar qual Davi enfrentando Golias, com um terço indiano na mão, no lugar da funda. Ao invés do temível inimigo, o complexo mente-ego-razão revela-se um aliado para o crescimento interior quando paramos de olhar para ele como um problema. Percebendo que a mente é perfeita como ela é, o conflito desaparece. Por isso, este autor propõe a tradução da palavra nirodhah como 'desidentificação', e não como 'controle' ou 'ausência'. Veremos isso mais adiante.

 

O Capitão Nascimento do Yoga

Traduzir a palavra nirodhah como 'controle' pressupõe a existência de um agente controlador, além da mente, do ego e da inteligência. Uma espécie de furioso Capitão Nascimento, esgrimindo um saco plástico, prestes a asfixiar a consciência, para que a iluminação aconteça. O detalhe é que esse agente controlador, simplesmente, não existe. Pelo mapa do ser humano que Patañjali nos apresenta, permeando chitta (o complexo mente-ego-inteligência) somente existe o Ser, que ele chama de Purusha.

O detalhe é que este Ser, por definição, não 'faz' nada. Ele apenas é. O sábio Patañjali define o Ser como simples testemunha (sakshi), ou ainda como 'aquele que vê' (dhrashtr). Ora, se o Ser é somente a testemunha silenciosa, ele não poderia controlar, muito menos apagar, a mente, o ego ou a razão.

Vachaspati Misra, comentarista do Yoga Sutra do século IX, explica a aparente atividade do Ser e sua identificação com a inteligência através da seguinte metáfora: 'Assim como a lua cheia, imóvel e circular no céu parece estar em movimento ao refletir-se na água corrente, da mesma maneira o Ser, sem nenhuma atividade ou apego de sua parte, parece realizar atividades ou apegar-se [aos objetos] em função do seu reflexo no intelecto (buddhi)'. Tattva Vaisharadi, IV:22.

Nesta analogia, Misra compara o Ser à lua cheia e buddhi, o intelecto, princípio individual mais refinado, ao reflexo da lua na água em movimento. Embora o Ser aparente ter movimento próprio, ele permanece, de fato, imóvel. A aparente identidade entre estes dois princípios, Ser e intelecto, fica estabelecida em função do poder da ignorância existencial. Essa falsa identidade produz pensamentos como ou 'eu faço tal coisa', 'eu sou tal coisa' e emoções como 'eu me sinto feliz'.

Se existisse de fato este Capitão Nascimento, ele seria o ego. E o ego, justamente, é aquele que deve ser posto em seu devido lugar, através da desidentificação em relação a seus desejos, opiniões e vontades. O ego é apenas uma interface entre o indivíduo e o mundo, que tem como objetivo auto-referenciar pensamentos e ações. Poderia o Capitão Nascimento colocar o saco em si mesmo? Nem com a ajuda do 02!

Então, dizermos que o objetivo do Yoga é 'parar de pensar', não somente contradiz a experiência humana e o bom-senso, mas é também uma afirmação que vai contra os resultados das pesquisas da neurociência. Se os lamas tibetanos não conseguem parar de pensar, o que sobra para nós, simples mortais vivendo nesta sociedade maluca?

 

Ampliando a perspectiva da visão

Interpretar o Yoga como o estado de ausência de pensamentos é o produto de uma tradução linear e reducionista, que não contempla o contexto maior da obra. Acontece que, numa leitura atenta, Patañjali aponta no quarto sutra para o fato de que, quando a pessoa não está no estado de Yoga (chamado no terceiro aforismo de 'estado natural'), ela está identificada com seus próprios pensamentos (sarupyam).

Ora, se o estado de não-Yoga é o de identificação com os próprios pensamentos, então, o estado de Yoga só pode ser o estado de não-identificação. Nesse sentido, nirodhah, a desidentificação, é oposta a sarupyam, a identificação.

não-yoga =  identificação

yoga =  não-identificação

Outra evidência que aponta para o fato de que essa tradução pode estar equivocada, é que, no aforismo 17, Patañjali lista quatro estados de iluminação (samadhi) sob a classificação de 'reflexivos' (samprajñata). Como poderia haver alguma reflexão, sem a presença do pensamento? Qual seria a função utilizada para refletir, se a inteligência estivesse ausente?

 

 Definir o Yoga é definir a vida do praticante

Sabemos que, na hipótese de um indivíduo perder a mente, o ego e/ou a razão, ele fica impossibilitado de conviver em sociedade, incapaz de realizar as tarefas mais simples, desorientado, desestruturado e constantemente aflito. É isso o que queremos para nós mesmos?

Este autor acha insatisfatório aceitar-se uma tradução contra o bom-senso, por uma questão muito pontual: a definição de Yoga não é algo pequeno ou sem importância. Se formos considerar que o Yoga é ausência de pensamento, e já que isso de fato não acontece, qual seria então o propósito da prática? Você dedicaria sua vida a um propósito descabelado ou pouco claro?

Não temos dúvidas sobre as boas intenções dos tradutores que deram essa interpretação sobre o objetivo do Yoga. No entanto, considerando que não é desejável repetir definições sem pensar, faz-se necessário repensar essas definições, mesmo que isso signifique questionar os dogmas e atrair a ira daqueles que os sustentam.

 

Desidentificação é a chave

Pessoalmente, gusto de traduzir este aforismo assim: 'Yoga é a cessação da [identificação com] as modificações da consciência'. Trocando em miúdos, isso significa que é necessário construir uma relação diferente com a mente, o ego e a inteligência, já que a identificação com aquilo que pensamos nos tira do estado natural de harmonia.

Para manter-se no estado de Yoga, não é preciso eliminar a consciência, mas pacificá-la. É preciso ter uma mente objetiva e clara, ao invés de pretender destruí-la. É preciso saber que não há nada de errado em relação ao ego, e que ele não é o inimigo a ser derrotado, mas uma função essencial ao convívio, que precisa ser devidamente compreendida. É preciso compreender que a aparente identidade entre inteligência e Ser é mais um produto da ignorância existencial.

Sabemos que existem certos aspectos da personalidade, como o temperamento e o caráter, que são quase imutáveis. Porém, mesmo diante da impossibilidade de mudá-los, podemos de fato modificar a maneira em que nos relacionamos com eles. Para isso, é importante aprendermos a viver consciente e desidentificadamente, em estado de Yoga.

Estar em estado de Yoga é estar livre de distrações. Entrar nesse estado não é difícil. O problema é permanecermos nele. Uma mente livre de distrações nos ajuda a ficar em estado de Yoga, e a nos livrar do medo, da raiva e das emoções destrutivas. Ser yogi significa, então, ser mais forte do que as próprias debilidades, significa dizer 'não' às crenças e condicionamentos.

Namastê!

[1] Entrevista ao jornal El País, Montevidéu, Uruguai, fevereiro de 1998.

Texto publicado originalmente na revista Prana Yoga Journal. Visite o website da revista clicando aqui: www.eyoga.com.br.

Respostas:

Daniel Lopes Siqueira

Postado em: 05 de Maio de 2012 às 17h59

Gratidão de coração, à sábias palavras de boa intenção!

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Nigini Abilio Oliveira

Postado em: 30 de Dezembro de 2009 às 00h17

É com gratidão que venho comentar seu artigo. Parabéns pela clareza, pelo profundo conhecimento, e pela sabedoria de compartilhar tão valiosas questões.

Posso dizer que minha falta de continuidade na prática, em grande parte, vem de conflitos filosóficos... Buscarei inserir o conceito da "desidentificação" a partir de agora e acredito que ajudará muito.

Abraços.

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Luiz Carlos Souza Gomes

Postado em: 31 de Julho de 2009 às 14h30

Muito boa a colocação do aspecto do Yoga de Patanjali. Não podemos esquecer que o Yoga de Patanjali é alicerçado no Samkhya, portanto dual. Não fala em nadis e chakras, só na consciência. Tampouco em kundalini. Não menciona prana. Portanto é um texto específico para um tipo de Yoga. Para nós, tântricos, o Yoga é apenas um sistema para obtermos determinado fim, e o samadhi apenas uma experiência. Dizer que é um "texto seminal" do Yoga, aí foi um pequeno exagero, mas sem dúvida é um Yoga que se deve conhecer, até porque Patanjali parece ter sido um grande sábio da época, médico que junto com Panini sistematizou o sânscrito . ========================== Caro Luiz Carlos, Obrigado pelo seu comentário. Humildemente, após ler seus comentários, ainda continuo pensando que o Yoga Sutra seja, sim. um texto seminal para qualquer praticante de qualquer forma de Yoga. Permita-me lhe demonstrar isso, respondendo apenas às questões que você pontualizou sobre o tantrismo. O Yoga Sutra menciona explicitamente chakras, nadis e prana. No entanto, não dá aos chakras o nome de chakras, nem os lista segundo a nomenclatura do tantrismo. Considerando que Patañjali viveu muito antes dos primeiros textos de Yoga tântrico serem escritos, acreditar que isso pudesse acontecer seria um uma atitude inocente da nossa parte. Como você já deve saber, o Yoga Sutra não é um texto para iniciantes. Assim sendo, o estilo em que ele está escrito evita a descrição detalhada do processo do despertar de kundalini, bem como deixa de mencionar listas de coisas como os cinco pranas, os sete chakras, etc. No entanto, as meditações e diferentes maneiras de usar chakras, nadis e pranas, estão listadas no terceiro capítulo. O manipura é chamado nabhi chakra ("chakra do umbigo", III;29), o anáhata é chamado hrdaye ("do coração" III:34), o vishuddha é chamado kantha kupe ("poço" da garganta, III;30), o ajña é chamado murdha jyoti ("luz [que brilha] na cabeça", III, 32). Patañjali propõe, no sutra III:31, uma meditação na kurma nadi, que é mencionada igualmente nos textos de Yoga tântrico. O udana vayu, um dos cinco pranas, bem conhecidos pelos praticantes de Yoga tântrico, está mencionado exatamente com esse nome em III:39. O prana é mencionado em I:34. Há uma série de quatro sutras, começando em II:49, que menciona explicitamente o processo de manipulação do prana através do pranayama, que curiosamente culmina numa interessante descrição da visão da ?luz interior? (prakasha). Até onde sabemos, kundalini, dentre outras formas, se manifesta como luz brilhante. Devemos considerar que a descrição deste fenômeno nos Sutras seja apenas uma ?coincidência?, em relação ao processo de despertar de kundalini que o Yoga tântrico ensina? Depois de haver estudado este texto, concluo que o sábio Patañjali sim, menciona no Yoga Sutra chakras, nadis e prana. Portanto, como praticante de Yoga tântrico (Hatha Yoga), eu não desconsideraria o que Patañjali tem a dizer sobre aquilo que eu afirmo praticar. Vou deixar a discussão sobre dualismo e não-dualismo para outro momento. Uma observação final: muito embora estudiosos como Iyengar sejam da opinião que Patañjali, o yogi é a mesma pessoa que Patañjali, o gramático, e Patañjali, o médico, estes três são autores diferentes, que viveram em épocas diferentes. Namaste!

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Cristiane

Postado em: 18 de Julho de 2009 às 12h03

Querido amigo Pedro, obrigada por seus esclarecimentos sempre importantes ao universo do yoga. Com certeza, é grande a responsabilidade de um escritor e principalmente um tradutor de conhecimentos tão profundos e fundamentais à própria vida daquele que lê e segue aquela filosofia. Dizer que o Yoga é a cessação das ondas mentais ou qualquer coisa nesse sentido, definitivamente não é pouca coisa. Ao invés de esclarecer, traz um novo e grande conflito para nossa prática. Mais inquietação e distrações à medida que o esforço está sendo direcionado para um equívoco. Achei uma verdadeira revelação quando escutei você dizer pela primeira vez o termo desidentificação. E desde então, ele está presente no meu vocabulário e tento realízá-lo no meu dia a dia. Obrigada!

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ricardo

Postado em: 06 de Julho de 2009 às 11h02

Caro amigo, tudo bem? por gentileza não publique este comentario. Estava falando em uma aula semana passada para os alunos da impossibilidade de parar de pensar e citei justamente essa pesquisa que colocou no artigo porque lembro de ter dito em uma das aulas que participei com você. O que aconteceu foi que um aluno pegou seu livro "guia de meditação" e veio me mostrar no prefacio onde você afirma que meditação é parar de pensar. Esse aluno me questionou, dizendo que estava te contradizendo e que confiava mais em você e que eu sou seu aluno como poderia estar dizendo o contrario. Enviei esse artigo para ele hj e isto esclareceu os fatos. Percebi que esse aluno estava tentando parar de pensar e se sentindo meio frustado por não conseguir. Grato por escrever este artigo e esclarecer o fato, mas acho que precisa dar uma atenção especial aos livros. Grande abraço e grato por tudo. Carinhosamente, Ricardo.

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Simão

Postado em: 06 de Julho de 2009 às 09h21

Namaste Pedro. Muito obrigado por este texto tão claro e objectivo. Reforçou aquilo que já me tinhas ensinado anteriormente. Gosto muito da tua visão sobre os sútras de patañjali... quem sabe um dia não lanças tu mesmo uma tradução... Tudo de bom!

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Bruno Barbieri

Postado em: 02 de Julho de 2009 às 10h47

Pedro, perfeito, entendi, muito obrigado!!! Na minha pratica de vida, me parece mais dificil atingir o estado de yoga quando estou influenciuado por rajas ou tamas, seja devido a situaçoes, dietas, etc....quando nos encontrarmos novamente gostaria de entender melhor como os 3 gunas influenciam nossa capaciadade de perceber a realidade do nosso dia-a-dia, e como podemos equilibra-los de forma que em satwa possamos manter por mais tempo o estado de yoga. Abraços, boas ondas!

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