A onda e o oceano

Swami Dayananda Saraswati - 25 de Março de 2010 - 8 Comentários

Este exemplo é usado para explicar a peculiar situação do sofrimento do homem, dando uma mente humana a uma onda do mar. Se falarmos para a onda que ela é o oceano, ela precisa compreender primeiramente que a verdade da onda é o oceano. Ela tem que transcender a sua ondidade, a sua identificação com a forma de onda. Então, onda é palavra e significado. Isso é o que chamamos namarupa. Oceano também é palavra e significado.

A onda atlântica está deprimida, pois percebe que vai morrer na beira do mar, da qual se aproxima inexoravelmente. Ela se sente insignificante, desolada. Aí, aparece uma onda do Oceano Índico do lado dela: “Namaste! Tudo bem?” A onda índica diz para a outra: “você parece triste. O que lhe preocupa?”

A atlântica responde: “eu era uma vaga enorme no meio do mar, mas fui trazida pelos ventos para esta plataforma continental e fui perdendo tamanho gradualmente, até me tornar deste tamanho. Agora estou vendo que vou me despedaçar naquela praia e não consigo evitar esse final.”

A onda índica lhe responde: “eu também sou uma onda, também já fui uma vaga bem grande e, como você, irei igualmente me desintegrar naquelas rochas da praia. Mas, estou tranquila.” A outra lhe pergunta: “mas como você pode estar assim tão tranquila, sendo que nós vamos parar de existir daqui a pouco?”

A onda índica diz: “olha, você é o oceano. Este Ser que você é, é o oceano, não a onda. Olhe para os lados, você existe no oceano, você nasceu no oceano, sua natureza é o oceano. A verdade da onda que você é, é o oceano. Todas nós, vagas, ondas e marolas, somos apenas oceano”.

Esta é uma onda iluminada que, enquanto vive, é livre e celebra. Celebra o fato de ter um corpo de onda enquanto esse corpo dura sabendo que ela, intrinsecamente, é pura água e que, no fim do seu período associada ao corpo da onda, irá continuar sendo o que sempre foi: puro oceano.

Este exemplo é muito claro: cria-se um conflito, uma aparente contradição, que nos leva a resolver a equação jiva = Ishvara; você = completude. A diferença é óbvia. A dualidade é óbvia. A não-dualidade não é óbvia. Senão, não precisaria ser explicada.

 

Respostas:

Ana Lucia Vieira

Postado em: 10 de Janeiro de 2011 às 00h12

Num indo e vindo infinito... Obrigada!

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Marcela

Postado em: 31 de Março de 2010 às 21h28

Como uma onda no mar...
Asato ma sadgamaya

OM SAGARAYA NAMAH!

__/__

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Marco Aurélio

Postado em: 31 de Março de 2010 às 12h29

Gostei desta maneira de vermos a Vida. Simples e profundamente verdadeira. Vou compartilhar no meu Blog. Vale muito a reflexão! Obrigado; Marco Aurélio http://gruponossacasa.wordpress.com

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Claudia Rodrigues

Postado em: 30 de Março de 2010 às 10h59

Passar pela vida sem se apegar a ela é muito difícil.

É preciso estar consciente a todo momento... é preciso estar sempre acima de nossa mente, em nós mesmos, mas existem forças influenciadoras por todos os lados, disposições mentais negativas... além dos nossos arquétipos que muitas vezes nos aprisionam... é uma luta, quem disse que é fácil?

Namastê! Om Sai Ram! JaY Guru Dev! Amém!

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La-Salete Calixto

Postado em: 28 de Março de 2010 às 18h17

Amei!

Lindo mesmo!

Namastê.

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Adriane Kassis

Postado em: 26 de Março de 2010 às 21h31

Harih OM! Quando ouvi esta história no curso me serviu tanto que procuro, sempre que posso, conta-la. Tenho uma galerinha pequena que varia dos 4 aos 11 anos e eles lembram até hoje das ondinhas surfistas que se divertiam pois elas voltariam outras vezes até a areia mas o interessante é ver na face dos adultos o impacto desta história....... e melhor ainda é perceber que muitos depois de ouvi-la iniciam um processo de transformação interior, bagunça plena e início de entendimento. bah! bom de vivenciar. Sou grata por um dia ter ouvido esta. Namastê! Adriane

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Gabriela Moukaddem

Postado em: 26 de Março de 2010 às 17h10

Lindo e verdadeiro. E o mais interessante é que boa parte das pessoas tem conhecimento desse onda = oceano mas o dificil é transcender todos os medos e o sentimento de inferioridade que empurra muitos a uma vida sem sentido.

Hoje posso dizer que estou me descobrindo e sentindo todas as trasnformações que a Yoga está me proporcionando. É um sentimento tão indescritivel, sublime. Agardeço a Deus todos os dias por ter me iluminado e guiado a este caminho e peço todos os dias a Ele que me de a fé, a coragem, a disciplina e a sabedoria necessária para continuar nele e voltar pra casa.

Agradeço a vocês, mestres, professores, estudantes e admiradores pois fazem parte disso também. Por não terem desistido, por se dedicarem e por compartilharem esse conhecimento e permitirem que outros iluminem-se. "Ando tão a flor da pele" Mas tá muito, muito bom.

Namastê!

Tudo de Om!

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Pedro Ferreira

Postado em: 25 de Março de 2010 às 19h00

Excelente.

Beijos e Abraços!

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Li e concordo com os termos de uso

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