Quando pensamos em certos tipo de prática de Haṭha Yoga que estão em voga hoje em dia, vêm à nossa mente a coisas como esforço excessivo, copiosa transpiração, respiração pesada ou difícil e, em alguns casos extremos, tensão e lesões. Vemos, com alguma frequência, pessoas se esforçando muito além da conta, praticando como se não houvesse amanhã, com atitudes de fanatismo e irresponsabilidade. Quem pratica fazendo um esforço exagerado, que pode se traduzir em lesões ou perda da integridade física, não está pensando no futuro, nem construindo uma relação de longo prazo com o próprio sādhana.

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[Ângela Sundari em
bharadvajāsana. Foto de Aline Gama]


Essa é uma atitude arriscada e até mesmo irresponsável, pois a pessoa reduz seriamente a chance de ser bem sucedida no Yoga. Assim, se quisermos levar a nossa prática pessoal a bom porto, precisamos ponderar sobre o que é sábio esperar dela e o que possam ser apenas expectativas infundadas. Para que praticamos āsanas, prāṇāyāmas e meditação? Como praticar sem colocar em risco a nossa integridade física? Tentaremos responder estas questões ao longo do texto.

 

Porque praticar?

A resposta a esta questão parece fácil: se o objetivo do Yoga é mokṣa, a liberdade, então o propósito da prática deve ser esse mesmo. A conta é aparentemente fácil: praticando conscienciosamente, com cuidado, disciplina e assiduidade, um dia, por arte de mágica, a iluminação irá acontecer. Certo? Infelizmente, essa leitura da maneira em que o Yoga opera está equivocada. Ninguém, nunca, se iluminou apenas por ficar fazendo posturas, por “avançadas” que possam parecer, assim como ninguém nunca se iluminou por fazer prāṇayāmas ou mantras. Mesmo se forem repetidos durante décadas, estes exercícios são apenas ações, e ações não iluminam ninguém.

Se assim fosse, seria muito fácil: qualquer pessoa suficientemente flexível, forte o concentrada poderia, num prazo razoável, alcançar o estado de liberdade. Práticas de concentração e meditação, se devidamente aperfeiçoadas, são capazes de levar o yogi ou a yoginī a um estado transitório conhecido como samādhi, que abrange vários tipos de experiência extática. Ora, esses estados de êxtase ou ênstase, ao dizer de Mircea Eliade, não são o objetivo final do Yoga mas ferramentas auxiliares que ajudam o praticante a lembrar da sua própria natureza. 

O processo do Yoga, conforme é explicado na Bṛhadāraṇyaka Upaniṣad, consta de tres etapas: śravaṇam, mananam e nididhyāsanam. Śravaṇam é ouvir o ensinamento. Mananam, questioná-lo e esclarecer as dúvidas. Nididhyāsanam e meditar sobre o que se sabe sobre si mesmo. O objetivo imediato das práticas menos sutis do Haṭha Yoga, como purificações, āsanas e prāṇayāmas é o de manter a saúde do corpo, a longevidade e o bem-estar. Num plano mais sutil, os āsanas, bem sabemos, nos ajudam a eliminar couraças de tensão e mobilizam de maneira intensa o fluxo da energia vital. No melhor dos casos, a prática de āsana, prāṇayāma ou mantra poderia se considerar um exercício de nididhyāsanam, desde que feita com a atitude adequada. Porém, o amigo leitor há de reconhecer, nenhum desses objetivos é mokṣa.

Praticamos, não para nos iluminar, senão para termos saúde, longevidade e condições adequadas e conduzentes para que a iluminação tenha lugar. Mokṣa não depende de flexibilidade, força, condicionamento físico. Tampouco depende da capacidade de reter o ar por longos períodos ou de controlar o processo respiratório. A rigor, nem sequer depende da saúde do corpo físico embora, como ensina o sábio Patañjali no Yoga Sūtra, a doença seja um obstáculo para o Yoga.

Mokṣa não é uma experiência, nem o resultado de alguma ação. Mokṣa é o reconhecimento de si mesmo como alguém que já é intrinsecamente livre de limitações. Para ter mokṣa, preciso conhecer a mim mesmo. Para isso, preciso receber instrução de um professor qualificado, eliminar minhas dúvidas e refletir constantemente sobre minha natureza real. Nada mais. A esse respeito, diz a Muṇḍaka Upaniṣad, (I:2.12): 

parīkṣya lokān karmachitān brahmaṇonirvedam āyānnāstyakṛtaḥ kṛtena | tadvijñānārthaṁ sa gurumevābhigacchetsamitpāṇiḥ śrotriyaṁ brahmaniṣṭham ||

 

“Examinando as experiências obtidas pelas ações, que a pessoa de discernimento possa encontrar o desapego. Mokṣa, que não é criado, não pode ser obtido através de ações. Portanto, para ter o conhecimento de Brahman, ele deve ir, com os gravetos sacrificais nas mãos, até um professor bem versado nas escrituras, que tenha um claro conhecimento sobre Brahman”.

 

Como praticar sem colocar em risco a integridade física?

Havendo ficado claro que o objetivo do Yoga não se encontra nos aspectos físicos, vitais ou energéticos da prática, resta-nos, pensar numa maneira eficiente e saudável de praticar os diversos exercícios do Haṭha. Estabelecidos num patamar de calma em relação ao que podemos esperar e ao que não devemos buscar nas experiências corpóreas, sejam estas densas ou sutis, verificamos que, numa relação de longa data com o Yoga, existe a possibilidade de praticarmos pelo resto das nossas vidas, seja lá o que isso significa.

No meu caso pessoal, estou praticando Yoga consistentemente há 29 anos. Não imagino que possa parar um dia. Mas, ao longo destas quase três décadas, tive que fazer muitos ajustes, tanto na intensidade como na duração das práticas cotidianas. Se, antigamente, tinha tempo e disposição para praticar até oito horas diárias de āsana, hoje em dia não tenho essa disponibilidade de tempo e energia.

Assim, junto com a idade, vieram algumas limitações naturais, advindas dos vários acidentes de percurso que tive en escaladas, pedaladas, sessões de surf e até mesmo incidentes dentro da sala de Yoga. A cada momento, preciso avaliar como o está o corpo para ajustar o que for preciso ajustar. Posso fazer práticas intensas, mas sempre tomando o cuidado que as minhas articulações merecem e pedem.

Por outro lado, percebo que consegui também reduzir o tempo de prática enquanto aumentei a eficiência daquilo que pratico. O corpo se movimenta com prazer, buscando aquilo que lhe faz bem, que energiza, expande, relaxa e tonifica. O ego, naturalmente, pode se entusiasmar. Buddhi, a inteligência, está presente, atenta, para evitar que o excesso de entusiasmo do ego, baseado no bem-estar que a prática proporciona, leve o corpo para situações nas quais ele não deveria estar.

Tenho o objetivo de seguir o exemplo de muitos praticantes cujo entusiasmo e amor pela prática nunca esmoreceu. Alguns deles, como BKS Iyengar ou o professor Hermógenes, continuam inspirando gerações de praticantes até hoje. Tenciono continuar esse processo baseado na aplicação de três princípios que têm se revelado essenciais para levar a prática adiante: ahiṁsā, tapas e asteya. A combinação desses três valores resultou, no meu caso, absolutamente essencial para levar a prática pelo bom caminho. Agora, estudaremos eles, um a um.

 

Ahiṁsā.

Evidentemente, ahiṁsā, a não-violência deve ser parte integrante das atitudes com as quais pratico. Ahiṁsā é ser pacífico e tranquilo, evitanto toda e qualquer forma de agressão. Onde nasce a não-violência? Como ela opera? Swāmi Dayānanda esclareceu esses importantes pontos num retiro que fizemos este ano na cidade sagrada de Rishikesh, na Índia:  

“O dharma básico é a constatação de que, se eu não quero ser ferido, não devo ferir os demais. Para evitar nos colocar em situações indesejáveis, devemos os ater aos valores universais, como o da não-violência, ahiṁsā, já que naturalmente, nenhum ser vivo quer ser ferido. O mesmo que queremos para nós, devemos querer para outrem.

 

“Se eu tenho claro que não quero ser ferido ou morto, devo estender esse mesmo sentimento a todos os demais, sejam humanos ou não. Estar em concordância com esses valores universais é se colocar em harmonia com Īśvara. Todos os yamas e niyamas partem da mesma base. Qualquer um desses valores têm a mesma intenção: me ajudar a usar o meu livre arbítrio da melhor maneira”.

Estendendo o princípio da não-violência ao meu próprio corpo, preciso elaborar uma estratégia durante a prática para evitar qualquer tipo de violência em relação a ele, bem como evitar qualquer tipo de lesão ou agressão. Para isso, devo ir com cuidado e atenção, observando uma atitude tranquila e compassiva em relação ao corpomente.

Muitas vezes acontecem lesões por esforço repetitivo, que também precisam ser evitadas. São aquelas lesões que surgem quando fazemos muitas vezes o mesmo movimento ou repetimos muitas vezes o mesmo āsana. Se isso não for feito com o devido cuidado, pode haver uma “fadiga de material”, o que pode dar lugar a lesões de tendões, ligamentos ou discos intervertebrais.

 

Tapas.

Tapas ou tapaḥ pode ser traduzido como “esforço sobre si próprio”. Deriva da raíz tap, que quer dizer “tornar-se ardente”, e está vinculado à fricção ou ao calor interno que é gerado através de um esforço constante. As práticas de tapas estão presentes na literatura do Yoga, já desde os tempos do Ṛg Veda, pois essa atitude ocupa um lugar central no processo do autoconhecimento.

Consiste em fazer um esforço contínuo para se manter no estado de atentividade, essencial para a boa continuidade do processo do autoconhecimento. A mesma Muṇḍaka Upaniṣad que citamos anteriormente nos esclarece sobre a importancia de tapas (III:2.4):

nāyamātma balahīnena labhyaḥna cha pramādāt tapaso vāpyaliṅgāt | etairupāyairyatate yastu vidvāntasyaiṣa ātmā viśate brahmadhāma ||

 

“[O conhecimento sobre] Ātma não é obtido por aquele que não tiver força. Tampouco por quem for omisso, nem por quem busca o conhecimento sem ter renunciado [aos desejos por anātman]. No entanto aquele que cultivar o discernimento e se esforçar por estes meios, entra na casa de Brahman (Brahmadhāma)”.

Traduzindo este valor para a maneira de praticar, devemos olhar para nosso sādhana como um momento onde existe um esforço constante, não apenas no sentido físico, mas também no sentido de evitar nos machucar, através das observação atenta e da prática da compaixão em relação ao próprio corpo. Noutras palavras, esforçar-nos sem forçar. Esforçar-se continuamente sim, mas nunca ultrapassar os limites naturais do corpo.

Tapas, na prática, se traduz na forma do calor corporal que é gerado naturalmente quando um esforço razoável é feito. Em dias de calor, é natural transpirar. No sul do Brasil, durante o inverno, por vigorosa que a prática seja, ela não deve produzir excessiva transpiração. Em práticas onde sintamos que o corpo está muito bem disposto, é possível explorar os limites da força, a permanência ou o equilíbrio em certas posições.

Na medida do possível, quando o praticante já desenvolveu independência e aprendeu a construir sozinho sua prática pessoal, ele deve incluir āsanas ou prāṇayāmas que estejam de acordo com o corpo que ele tem, as necessidades desse corpo e o momento em que a prática está sendo feita. Esse último item inclui a estação do ano, a altura do dia, a temperatura ambiente e outros fatores similares.

 

Asteya.

Asteya significa literalmente “não-roubo”. Traduz-se como honestidade. Aqui, deve ser interpretado no sentido de evitar o impulso de arrancar do corpo algo que ele não entrega naturalmente. Muitas vezes nos defrontamos, ao fazer āsanas, prāṇayāmas ou meditação, com os limites naturais do físico, da capacidade vital ou da mente.

Nos momentos nos quais este tipo de limitação se revela, pode acontecer de o ego querer forçar as coisas e forçar o corpo para além da sua capacidade, resistência, alongamento, equilíbrio ou concentração. Isso é uma espécie de roleta russa que o praticante desatento joga com seu próprio corpomente. Pode ser que a pessoa não se machuque ou frustre, mas a chance é grande e está sempre presente. Cedo ou tarde, o indesejável pode ter lugar.

Cultivando a observação constante, o praticante permanece atento aos sinais do seu corpo: respiração irregular ou ofegante, excesso de transpiração, mente dispersa, falta de estabilidade na postura e sensações de dor são sinais de que as coisas não estão fluindo da maneira que deveriam. Nesses casos, ao invés de insistir no erro, o yogi consciente deveria parar, avaliar a situação e ajustar o que fosse preciso ajustar.

Uma regra importante é evitar os ângulos nos quais haja dor nas articulações. Qualquer dor dentro de uma articulação, seja o quadril, os ombros ou a coluna lombar, é sinal de falta de alinhamento e/ou falta de espaço para que o movimento aconteça de maneira saudável. Nesse caso, é desejável contornar os pontos onde a dor acontece e/ou diminuir o ângulo no qual a ação de estender o fletir estiver acontecendo.

Assim, podemos considerar que asteya seja o caminho do meio, o ponto de equilíbrio entre ahiṁsā e tapas. Aplicando os três princípios ao mesmo tempo conseguimos o equilíbrio adequado e necessário para que a prática transcorra da melhor maneira possível, na intensidade e duração adequadas, ao mesmo tempo em que lidamos objetivamente com as expectativas que o nosso ego possa elaborar em relação ao que significa praticar Haṭha Yoga, bem como em relação aos resultados que podemos obter dessa prática.

Namaste!

    COMENTÁRIOS

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  1. Patricia

    Obrigada Pedro, sigo suas dicas e sou admiradora do seu trabalho. Ainda não tive a tão esperada oportunidade de te conhecer, fazer um curso contigo, mas estou sempre ligada em suas dicas. Estou iniciando nesta jornada tão abençoada, e quero seguir por um caminho digno e verdadeiro, obrigada por nortear nossos passos! Adorei este texto. Namastê! Patrícia.
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  2. Rita

    Excelente! meu querido Pedro. Precisamos conscientizar novamente as pessoas dos grandes benefícios e propósito do Hatha Yôga. Namastê!
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  3. Malu Moreira

    É verdade, as vezes entro em alguma aula que diz hatha mas me deparo com tudo menos esta Hatha que descreve acima, e acabo me machucando, porque tentava \\\'imitar\\\' a professora que me parece mais de circo e você sai da pratica se sentindo ridícula porque é tudo muito físico, é claro que o aum do começo e do final é muito profundo. Moro na Costa Rica e graças a Deus encontrei uma professora Argentina consciente, depois de muitas aulas frustadas estou conseguindo praticar hatha yoga, com paciência e sabedoria obrigada pelas suas palavras de tanto conhecimento que nos inspira para este caminho .


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  4. Tati Mosca

    Namastê querido Pedro! Obrigada pela exposição do conhecimento e também a transmissão de sua experiência de praticante! Essas ferramentas nos fazem refletir e avaliar constantemente o caminho que trilhamos dentro de nossa pratica pessoal e aquilo o que passamos adiante aos alunos. Gratidão! Om Tat Sat!!
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  5. raghy

    muito legal. tudo bem, namas te, hari bol. olha fiquei muito feliz em conhecer seu site, estou procurando posturas de yoga pois estou sem meus livros, na internet. sei algumas de cor, mas resolvi procurar. conheço e gosto do hare krishna, mas de fato gosto de ver a yoga sobre outras visões, e talvez isto seje muito útil e importante para mim, no momento quem sabe, para não insistir nos mesmos 'dead locks' (frase da informática) (que significa pontos fechados em um banco de dados por exemplo, ou erros, enfim...), ou limitações que todos temos ou inventamos para procrastinar as coisas as vezes, ou de fato, dar o ritmo certo e devido que elas precisam ter. Ano passádo tentei fazer um curso de formação de ioga, mas fui aconselhado a não fazer por ser visto como iniciante, mas de fato expliquei que não me considero iniciante, mas não foi possível. De fato acho que esta professora, evitou o caminho do meio e usou de possível violência ao meu desejo de evoluir, e também impediu minha tapas, mas tudo isso faz parte do caminho, e certamente o que eu quiser ou fizer, não depende só dela. E talvez tenha até havido algum ou alguns mal - entendido (ou no plural se for o caso), no acerto do caminho ou do curso, etc. Enfim, acho bom a gente nunca desistir do caminho e lembrar que esta trilha está aparentemente sempre disponível, seja como atalho no caminho, ou como acessório no caminho ou como o próprio caminho. A senda é de fato eterna. Pretendo visitar mais vezes seu site e me iluminar por aqui, se possível comentar, e interagir, quem sabe. haribol, namas te. Também lembro da célebre frase, não existe caminho para a felicidade, existe felicidade no caminhar. Se eu mudei a frase, um pouco, sua essência, é mais ou menos esta. Por outro lado também é preciso evitar esta obrigação de ser feliz. Nem sempre é possível ser feliz, portanto felicidade também é, não ser preciso ser feliz. Inclusive lembra o assunto aqui da tapas, da não violência, e por fim do não-roubo também. Não roubo, seria algo como não mentir felicidade, por achar isto desejável, coisa parecida. Não que não seje, mas de fato, se iludir com isto, não é necessário e pode até ser prejudicial, enfim, no sânscrito existe a palavra moha, que é ilusão, um dos defeitos das almas condicionadas. Tentando não me estender muito, agradeço muito a leitura, e o conhecimento deste site. grato, até... logo ou, a próxima (próximo encontro, contato, etc...). haribol,namas te.
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  6. Carlos Almeida

    No meio está a virtude! Abraço grande
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  7. Paulo

    Brilhante explicação e brilhante esposa. O Hermógenes comentou, certa vez, que não sabe como você arranja tempo para exercer tantas atividades. Seus insights no facebook tem sido muito edificantes. Vôa Condor, que a gente vâ atrás.
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  8. Fabio

    Equilíbrio difícil! Porque, juntamente com a prática adequada, podem surgir algumas dores decorrentes do despertar do corpo, não? E aí, como identificar a "dor boa", de um corpo do qual se começa a ter consciência, depois de apenas "tolerá-lo"? Eu estou sendo claro? Existe esse desconforto saudável?

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    Sim, Fábio, escrevemos um texto que aborda esse tema: http://www.yoga.pro.br/artigos/441/2/algumas-dicas-sobre-asana

    A dor física que pode surgir na prática tem dois diferentes aspectos: um aspecto está vinculado ao corpo; o outro, às emoções. É preciso saber distinguir essas duas fonts de dor.

    Dentro da dor física, é preciso separar a construtiva da destrutiva. A dor construtiva é a que você sente quando trabalha e fortalece a estrutura ósseo muscular. A dor destrutiva é a que se sente dentro das articulações, ou quando nervos são comprimidos.


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