Múrcchá significa desvanecimento, vertigem ou ainda expandir, penetrar, ocupar. O nome tem a ver com expansão da consciência e assimilação do prána. Preparando-se para o pránáyáma, feche os olhos, coloque as mãos em jñána mudrá e mantenha a espinha ereta.

Inspire devagar e profundamente. Quando os pulmões estiverem totalmente cheios, pressione o queixo contra a parte alta do peito em jalándhara bandha, degluta saliva e contraia os esfíncteres em múla bandha. Retenha o máximo de tempo que você conseguir, esforçando-se para manter o kúmbhaka um pouco além do limite natural do seu conforto. Observe a sensação de vazio. Exale com controle e suavidade.

Concentre-se em conseguir a mínima projeção de ar. Se for necessário, respire de forma espontânea durante alguns ciclos antes de reiniciar o exercício. Deve-se controlar a sensação de desvanecimento que acontece por causa da diminuição da taxa de oxigênio no sangue que irriga o cérebro e pela diminuição da pressão sangüínea provocada pelo jalándhara bandha.

Múrcchá é indicado apenas àqueles praticantes que já tiverem um excelente grau de purificação e uma boa capacidade pulmonar. Para esses, recomendamos a execução de cinco a dez ciclos. Como cada ciclo pode ultrapassar os três minutos de retenção, esse número é suficiente para fazer uma boa prática.

Efeitos: este pránáyáma limpa a consciência de pensamentos desnecessários e possui um efeito introversor, reduzindo as influências do mundo exterior que nos invadem através dos sentidos. Favorece a concentração mental. Pessoas com problemas cardíacos ou de pressão alta devem abster-se de fazê-lo.

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