Sente numa posição confortável, com as costas eretas. Inspire profundamente e repita o mantra Om durante sete fôlegos: Om, Om, Om, Om, Om, Om, Om. Espinha ereta. Cabeça na vertical. Mãos em jñána mudrá, nos joelhos. Boca e olhos fechados. Tome consciência do corpo todo. Observe-se na posição em que você está sentado.

Permaneça consciente da posição. Consciência no ásana e no efeito que ele tem no seu corpo: firmeza, quietude e estabilidade. Faça uma rotação da consciência por cada uma das partes do corpo: cabeça, pescoço, ombros, braços, mãos, tronco, costas, tórax, abdômen, pernas e pés. Localize tensões que possa haver em alguma articulação, músculo ou parte do corpo. Ajuste a posição de maneira que você não precise mais se mexer. As costas eretas, mas sem rigidez. Fique totalmente confortável.

Consciência total no corpo. Verifique se o corpo está realmente confortável e livre de tensões. Consciência total no corpo físico denso: músculos, ligamentos, ossos, órgãos, sangue, pele. Visualize o seu corpo. Tome consciência das experiências físicas do seu corpo: solidez, dor ou prazer, calor ou frio, e outras coisas que possam alterar o estado de atentividade ou afetar o corpo. Permaneça absolutamente estável: faça kaya sthairyam. Completa quietude do corpo. Completa estabilidade. O corpo está absolutamente imóvel, como uma rocha (1/2 minuto em silêncio). A meditação no som da respiração começa aqui. Observe a sua respiração. Não controle a respiração. Permita-se ser respirado pelo ar. Permaneça como observador imóvel do processo respiratório. Seja testemunha (1 minuto em silêncio).

Faça kecharí mudrá, elevando a língua e pressionando-a suavemente no palato mole, perto da garganta. Mantenha o kecharí mudrá até o final da prática (1/2 minuto em silêncio). Agora faça ujjayí, a respiração sonora. Respire sem esforço, mantendo a glote elevada, mas descontraída, como se o ar estivesse entrando diretamente pela garganta (1/2 minuto em silêncio). Faça ujjayí o tempo todo (1/2 minuto em silêncio). Tome consciência do awarohan, o canal energético que conecta o chakra do umbigo com o chakra da garganta. Visualize-o como um tubo luminoso entre o umbigo e a garganta, entre o manipura e o vishuddha chakra (1/2 minuto em silêncio). Ao inspirar visualize esse tubo de energia preenchendo-se com luz, com energia. Ao exalar, visualize que a energia volta para o umbigo (3 minutos em silêncio).

Desperte a experiência do canal psíquico: ao inspirar, a consciência e o prána ascendem do umbigo à garganta, passando pelo chakra do coração. Ao exalar, a consciência e a energia voltam para o umbigo. Continue assim (1 minuto em silêncio).

Se aparecer algum pensamento, tome consciência dele, mas continue observando o fluxo da energia. Associe o mantra so com a inspiração, e o mantra ham com a exalação. Não perca nenhuma respiração. A cada inspiração, repita mentalmente so. A cada exalação, repita mentalmente ham. A respiração e o mantra são uma coisa só. So ao inspirar, ham ao exalar. Perfeita sincronia entre o fluxo da energia no canal psíquico e o mantra da respiração (3 minutos em silêncio).

Observe a inspiração dissolvendo-se na exalação. Observe a expiração dissolvendo-se na inspiração. Agora, cesse a repetição do mantra e apenas escute o som que a respiração produz. Ao inspirar, ouça o so. Ao exalar, ouça o ham. Este som sempre existiu, existe agora e existirá enquanto você estiver respirando. So ham, so ham. O mantra ressoa em cada uma das suas células. O mantra ressoa em cada um dos seus pensamentos. Consciência contínua e intensa no mantra da respiração. Consciência total (3 minutos em silêncio).

Sinta o mantra ecoando na consciência. Observe o espaço interior onde o mantra ecoa. Observe o intervalo entre o so e o ham. Observe o intervalo entre o ham e o so. Observe esses espaços onde aparece o vazio. Observe como a sua respiração pode espontaneamente parar por alguns instantes. Nessas pausas, desvincule-se do seu corpo. Desvincule-se do seu pensamento. Não lute contra ele. Apenas a consciência do mantra permanece (3 minutos em silêncio).

Neste momento, externalize a mente. Encerre esta prática e permita que aos poucos o pensamento flua através dos sentidos e das experiências sensoriais. Tome consciência das experiências da mente, do corpo e do ambiente. Externalize a mente. Externalize os sentidos. Ao poucos, mova o corpo. Quando estiver pronto, sem pressa, abra os olhos. A prática de ajapa japa termina aqui. Om shánti, shánti, shánti.

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