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A fumaça de um incenso é pior do que a de um cigarro

Uma avaliação realizada pela Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, aponta que a fumaça de um incenso pode ser mais prejudicial à saúde do que a de um cigarro

· 4 mins de leitura >

Caros navegantes yogis,

Namastê! Não faz parte da política editorial deste website republicar notícias veiculadas na mídia que possam estar relacionadas ao Yoga. Não obstante, neste caso, ficamos alarmados com esta notícia, uma vez que todos sabemos o quanto o uso do incenso é difundido nas escolas de Yoga.

É verdade que quase a totalidade dos incensos baratos que se conseguem no Brasil são tóxicos. Às vezes, nós sentimos fortes dores de cabeça que podem estar vinculadas com o uso destes incensos de qualidade duvidosa. Ao que parece, não se fazem mais incensos como antigamente.

Um pacote do incenso que nós trazemos da Índia para nosso uso pessoal, custa mais caro lá do que os incensos importados aqui. Não é um bom negócio, ao que parece, trazer incenso de boa qualidade, já que o preço ficaria proibitivo e a concorrência é grande.

A receita tradicional do agarbatti, incenso indiano em forma de vareta, que é o mais popular aqui no Brasil, inclui ingredientes como estrume seco, ghee, resinas nobres e ervas medicinais e aromáticas e um longo e lento processo artesanal de elaboração.

No entanto, comerciantes desonestos perceberam que nós aqui não entendemos muito do assunto e assim, fomos invadidos nos últimos tempos por uma enxurrada de incensos industriais que, quase sempre, deixam bastante a desejar. Não é pelo fato do incenso ser fabricado na Índia, que ele é necessariamente de boa qualidade.

Como solução alternativa para purificar ambientes, propomos o uso de aromatizadores elétricos ou com vela, que purificam o ambiente através da vaporização de óleos essenciais naturais. Mesmo assim, tenha cuidado na escolha desses óleos essenciais, pois alguns deles são químicos e podem produzir os mesmos efeitos tóxicos dos incensos de má qualidade.

Seguem abaixo as duas notícias publicadas respectivamente nos websites da Veja e da Folha de São Paulo.

Uma avaliação realizada pela Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, aponta que a fumaça de um incenso pode ser mais prejudicial à saúde do que a de um cigarro. Ao pesquisar os componentes da fumaça de cinco marcas, a associação observou que todos os produtos exalam substâncias altamente tóxicas.

Divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo neste domingo, o teste revelou que, queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno contida em três cigarros ? algo em torno de 180 microgramas por metro cúbico. O benzeno é uma substância cancerígena. Outro vilão encontrado no incenso foi o formol, altamente concentrado ? cerca de 20 microgramas por metro cúbico ?, que irrita as mucosas e provoca reações alérgicas em muita gente.

De acordo com a Pro Teste, o consumidor não sabe como os incensos são feitos e quais substâncias está inalando. Não há no Brasil nenhuma lei que obrigue os fabricantes e importadores do produto a informarem o comprador. Diz a reportagem do jornal que nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem.

Preocupada com os usuários brasileiros que costumam queimar um incenso pensando que estão purificando o ambiente, a Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde. Pede ainda que a agência elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

Publicado originalmente em 9 de março de 2008 no website www.vejaonline.com.br. Para ver a reportagem nesse website, clique aqui.

09/03/2008 – 08h48

Teste mostra que fumaça de incenso é prejudicial à saúde

CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Usado desde a Antigüidade com sentido de purificação e proteção, o incenso acaba de receber sinal vermelho da Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Cinco marcas avaliadas mostram que daquela fumacinha, aparentemente inocente, exalam substâncias altamente tóxicas.

Queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno –substância cancerígena– contida em três cigarros, ou seja, em torno de 180 microgramas por metro cúbico. Há também alta concentração de formol, cerca de 20 microgramas por metro cúbico, que pode irritar as mucosas.

Paulo Fehlauer/Folha Imagem

Renata Sobreira Uliana, 49, professora de yoga, conta usar
incenso todos os dias no altar que tem em sua casa

As substâncias nem de longe lembram as especiarias aromáticas com as quais o incenso era fabricado no passado, como gálbano, estoraque, onicha e olíbano. Se há uma leve semelhança, ela reside na forma obscura da fabricação. No passado, o incenso era preparado secretamente por sacerdotes.

Hoje, o consumidor também não é informado como esses produtos são feitos e quais substâncias está inalando. O motivo é simples: por falta de regulamentação própria, os fabricantes de incenso não são obrigados a fazer isso.

Nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem. Muito menos a descrição de quais substâncias compõem o produto. A Folha tentou localizar as empresas, por meio dos nomes dos incensos, mas, assim como a Pro Teste, não teve sucesso.

A avaliação foi feita a partir da simulação do uso em ambiente parecido com uma sala. Segundo a Pro Teste, foi medida a emissão de poluentes VOCs (compostos orgânicos voláteis) e de substâncias passíveis de causar alergias, como benzeno e formol. As concentrações foram medidas após meia hora do acendimento.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste e colunista da Folha, alerta que os aromatizadores de ambiente, como o incenso, são vendidos sem regulamentação ou fiscalização, o que representa perigo à saúde.

“Os consumidores pensam que se trata de produtos inofensivos, que trazem harmonia e, na verdade, estão inalando substâncias altamente tóxicas e até cancerígenas.”

A Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde e elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

Consumidora

“Estou surpresa. Acendo incensos diariamente há 20 anos no momento em que faço minhas preces no altar budista que tenho na sala. É uma forma de agradecimento às divindades e de limpeza energética. Jamais pensei que eles pudessem fazer mais mal do que bem”, diz Renata Sobreira Uliana, 49.

O resultado dos testes também surpreendeu os médicos. “Nunca li nenhum artigo científico a respeito disso, mas é um dado muito interessante, que vai fazer a gente repensar a forma de liberar esse tipo de produto”, diz José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia.

Clystenes Soares Silva, pneumologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que nem pessoas predispostas a desenvolver quadros alérgicos (como rinite e asma) nem pessoas saudáveis devem se expor aos incensos.

Publicado originalmente em 9 de março de 2008 no website www.folha.com.br. Para ver a reportagem nesse website, clique aqui.

26 respostas para “A fumaça de um incenso é pior do que a de um cigarro”

  1. Olá limpei a casa com agua e anil. Depois as 18 hrs defumei td casa incenso de palo sagrado. Na hr tava bem agradável o cheiro, deixei as janelas abertas mas a noite foi chegando e fui fechando. Quando chegou a hr de dormir não consegui fiquei com dor de cabeça muito forte e parecia q eu tinha o coração disparado. Medi a pressão tava 12 por 8 e 85 de batidas tudo normal. Já tinha tomado banho mas as 2 hrs tive q tomar outro banho e lavar tbm a cabeça. Consegui dormir só as 4 hrs até 8 e 30 min. Não sei se foi o cheiro de dentro da casa que me deu intoxicação ou foi alguma coisa espiritual?! Não sei. Só sei q quase fui parar no hospital. Abraço

  2. Temos uma marca de incensos totalmente natural chamada Secreta Natureza, na qual, como antigamente, usamos as ervas, folhas e madeira como matéria prima. São sazonais harmonizados com o que a natureza nos dá. E não há nenhuma esseência aromática artificial neles (que é de onde vem o cheiro forte que sentimos quando queimamos os incensos tradicionais). O cheiro natural de uma erva queimando é muito mais suave e delicado, mas viciamos nosso olfato com aromas grosseiros e fortes, assim como todos os nossos outros sentidos estão viciados em artificialidades. E juntamente com isso meu noivo que é o produtor desses incensos foi sacerdote hare krsna, védico em templos oficiais no Brasil a vida inteira, que se chama em sanscrito de pujari. Ele desenvolveu essa fórmula totalmente natural e sadia tanto pra quem faz, quanto para quem consume. Assim como era usado de verdade na antiguidade.
    E lembrando pessoal essências aromáticas baratas não são saudáveis também, hoje em dia se vende essências artificiais como sendo naturais, óleos essenciais naturais são caros e variam de planta/flor/erva/madeira em seu preço, justamente por serem extraídos direto da planta, as essências artificiais normalmente tem o mesmo preço (barato) e diversos aromas, isso faz mal e não tem efeitos terapêuticos.

  3. Gostaria de saber fazer incenso…uma coisa tão boa para nós e ambiente precisa ser feita para nos beneficiar não ser um malefício.

    Se alguém souber onde faz no Brasil gostaria de aprender. Uma amiga recebeu incenso da India e percebi uma grande diferença. Acho que seria um serviço de grande valia se soubessemos aonde comprar e/ou como fazer.

    grata,
    Lucia Lopes

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