Āsana, Pratique

A Prática de Āsana no Haṭha Yoga

Afirma Vachaspati Misra: 'Aquele que pratica o asana deverá treinar-se persistentemente no sentido de suprimir os esforços naturais do corpo"

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prática de āsana

Āsana: Conceito

A prática de āsana é a técnica mais conhecida e visível do Yoga e corresponde às suas posições psico-físicas.

Foi definida por Patañjali como sendo a posição física firme e agradável – sthirasukham āsanam – Yoga Sutra II:46.

No Aṣṭāṅgayoga de Patañjali, o āsana aparece como o terceiro anga (parte).

Surge logo após os yamas e niyamas, mas antes do pranayama. Sendo o Yogasūtra, a fonte do Yoga enquanto darśana, importa percebermos o que se entendia por āsana quando o Yogasūtra foi escrito.

Vyāsa, comentando o Y.S. II, 47, dizia:

“A posição se torna perfeita quando desaparece o esforço para a realizar, de forma a que não haja mais movimentos do corpo”.

E Vācaspati Miśra complementa:

“Aquele que pratica o āsana deverá treinar-se persistentemente no sentido de suprimir os esforços naturais do corpo. De outro modo a posição ascética de que aqui se fala não poderá ser realizada”.

Tradicionalmente, entende-se que o conceito de āsana de Patañjali se preenche com os dhyānāsanas ou āsanas de meditação, por oposição aos restantes āsanas.

Hoje, contudo, o conceito de āsana é bastante mais abrangente e alguns dos āsana que conhecemos dificilmente se enquadrariam naquela definição.

No entanto, B.K.S. Iyengar, no seu comentário ao Yogasūtra, II, 46, escreve:

“Alguns acreditaram que este queria dizer que qualquer posição cómoda serviria. Se assim fosse, tratar-se-íam de āsanas de prazer (bhogāsanas) e não de yogāsanas.

“Mas āsana não faz só referência às posições sentadas utilizadas para meditação. Alguns dividem os āsanas entre os que cultivam o corpo e os que se utilizam na meditação.

“Mas em qualquer āsana o corpo deve ser tonificado e a mente sintonizada de maneira que possa permanecer mais tempo com um corpo firme e uma mente serena”. [1]

prática de āsana

A prática de āsana no Haṭhayoga

Independentemente do conceito de āsana usado por Patañjali, a verdade é que com o surgimento do Haṭhayoga e o seu desenvolvimento, o seu número e importância dos āsanas aumentaram consideravelmente.

O Haṭhayoga é um método de Yoga tântrico que nasceu no período medieval (sec. IX-XII).

Sendo um Yoga com fundamento no Tantra (bem como no Vedānta), a concepção do corpo e consequentemente do āsana transformou-se em relação aos conceitos pré-existentes.

Como bem expôs Georg Feuerstein:

“As disciplinas do Haṭha foram criadas para facultar a manifestação da realidade suprema no corpo e na mente humanos e finitos.

“Neste ponto, o Haṭhayoga expressa o ideal do Tantra, que é o de viver no mundo a plenitude da realização do Si Mesmo, e não o de fugir da vida para chegar à iluminação.

“O praticante do Hatha Yoga quer construir um ‘corpo divino’ (divyaśarīra) ou ‘corpo adamantino’ (vajradeha) para si mesmo.

“Não se interessa em obter a iluminação mediante o prolongado descuido do corpo físico.

“Quer tudo: a realização do Si Mesmo e um corpo transmutado no qual possa gozar do universo manifesto nas suas diversas dimensões”. [2]

Os yamas e niyamas na prática de āsana

Muitos consideram os yamas e niyamas como um código de ética que o yogin deve seguir, mas vêem-no sem qualquer ligação com a prática “formal”. Ora, Patañjali não colocou os yamas e niyamas como primeiro e segundo aṅgas por acaso.

Eles deveriam, e devem, ser conhecidos e compreendidos antes da prática do āsana. Eis os yamas: ahiṁsā, a não violência, satya, a verdade, asteya, não roubar/honestidade, brahmacarya, a não-dissipação da energia sexual, aparigrāha, a não possessividade.

E, ainda, os niyamas: śaucan, a limpeza, santoṣa, o contentamento, tapas, auto-superação, svādhyāya, o auto-estudo Īśvaraprānidhāna, a entrega a Īśvara, ao Absoluto.

Ahiṁsā assume, assim, uma relevância fundamental na prática do āsana.

Quando executamos um āsana, mesmo um que consideramos já ter dominado e, nesse dia, sentimos desconforto ou dor, e ainda assim prosseguimos, é porque falhamos no primeiro degrau da escada: ahiṁsā.

No āsana a não agressão é de nós para connosco – não respeitarmos os limites do nosso corpo.

E aqui entra satya, a verdade, sobretudo quando não respeitamos esses limites de forma consciente.

Ser verdadeiro consigo mesmo implica saber e conhecer os próprios limites e ao conhecê-los, assumir as suas limitações, independentemente da sua natureza.

Esta verdade remete para asteya, não ir para além do que, sem prejuízo próprio, sabemos poder ir.

O praticante precisa de se libertar da ânsia alcançar esta ou aquela posição, neste ou naquele grau de adiantamento – brahmacarya e aparigrāha.

Para isso é necessário lembrar sempre porque se pratica āsana ? com que objectivo estou a praticar āsana neste momento?

É o ego que me comanda ou é o Ser que observa? Diga-se ainda que o Yoga não visa desperdiçar energia, bem ao invés.

Por isso o āsana deve ser feito com brahmacarya, sem qualquer gasto energético inútil e sem a vontade cega de se conseguir alcançar o “avançado”.

Depois vêm os niyamas. Como escreve B.K.S. Iyengar:

“O primeiro princípio de niyama é śaucan, que significa higiene. Suponhamos que, numa postura, você se dobra bastante sobre o lado direito do corpo.

“Isso quer dizer que você irrigou e limpou esse lado. Mas se você não se você não se curvou do lado esquerdo em harmonia com o direito como pode haver śaucan?

“Quando os dois lados se curvam em sintonia, são limpos adequadamente e irrigados pelo sangue, que transporta a energia biológica conhecida como prāṇa”. [3].

Para perceber estes e outros processos que ocorrem durante o āsana ele deve ser executado com svādhyāya, com observação e estudo de si mesmo para procurar ir mais além (tapas).

Ir mais além na percepção, na compreensão, no autoconhecimento. E fazê-lo em santoṣa, em contentamento, com desapego (vairāgyaṁ), sem estar preso a qualquer expectativa, e por isso com ĪśvaraprānidhānaNamaḥ!

Observações na prática de āsana

Como já ficou dito, āsana não é só o exercício físico. À posição física tem de estar associada uma respiração coordenada e uma correcta atitude interior.

Os exercícios não devem ser vistos como fins em si mesmos, mas como meios para exercitar a atenção mental.

Nas palavras de Pedro Kupfer:

“O propósito é descobrir a inteligência que está escondida no corpo, a consciência que está escondida no corpo; este é o ponto de partida para poder achar a verdadeira identidade”. [4]

Assim, a posição física dever ser estável e confortável, e a respiração deve ser consciente, profunda, completa, pausada e ritmada. No entanto, estas indicações devem ser adaptadas a cada praticante.

É conhecida a relação entre o Yoga e o Ayurveda desde tempos antigos. Os textos do Haṭhayoga, nomeadamente, fazem frequentes referências aos efeitos das diferentes técnicas sobre os dośas [5].

Assim, “os mesmos āsanas podem ser ajustados consoante os tipos de dośa. Āsanas feitos de forma lenta, estável e suave geralmente reduzem vata. Quando feitos sem aquecimento do corpo, difusão de energia e relaxamento reduzem pitta. Os executados com rapidez, calor e esforço vão reduzir kapha”. [6]

Da mesma forma, também o pranayama influência de forma diferente os praticantes. Por exemplo, ujjayī prāṇāyāma durante a prática de āsana pode ser óptimo para vāta e kapha, mas se for forte poderá já não ser tão bom para pitta.

Em qualquer caso, o uso de ujjayī não deve comprometer a respiração ampla. Indicação que se dá por ser comum alguns praticantes iniciantes verem a respiração encurtar quando utilizam o ujjayī.

Por fim, a atitude interior atrás referida deve ser no sentido de manter a atenção nos diferentes kośas [os cinco veículos em que o Ser (Ātma, Puruṣa) se manifesta] – annamayakośa, prāṇamayakośa, manomayakośa, vijñānamayakośa e ānandamayakośa.

A prática de āsana é uma oportunidade para exercitar a consciência de Sakṣi (consciência testemunha).

Sakṣi assume a posição daquele que contempla, observa sem se identificar, sem se deixar levar.

Observa a acção, a execução dos āsanas, sem deixar que o fluxo do pensamento e das emoções sejam levados inconscientemente pelo decorrer da prática.

Mantém-se lúcido, omnisciente e omnipresente do seu corpo, da sua energia, das suas emoções e pensamentos. Atento, sem julgar e sem criticar.

Atento para conhecer, para ampliar a consciência de si mesmo. E é nesse ampliar diário de consciência que se conquista o samadhi.

Esta é, de facto, a chave de sucesso do āsana – a oportunidade de observação consciente. O āsana centrado no Puruṣa, no Ser, e não no ego (ahaṅkāra).

Durante a prática de āsana procure observar as seguintes indicações quanto a:

1) Respiração

a) De um modo geral aos movimentos para cima associa-se a inspiração e aos movimentos para baixo a expiração.

b) As flexões do corpo para a frente e para os lados são feitas com expiração, já as extensões (flexões do corpo para trás) com expiração.

c) As torções são feitas com expiração.

T.K.V. Desikachar expõe o seguinte princípio geral:

“Quando contraímos o corpo expiramos e quando expandimos o corpo inspiramos”.

E acrescenta:

“Não inspiramos e expiramos sem atenção, em vez disso asseguramos que a respiração inicia o movimento”. [7]

2) Compensação

Qualquer āsana em que o corpo esteja numa posição assimétrica deve ser compensado. Os āsanas de flexão devem ser compensados com posturas de extensão; as flexões para o lado esquerdo ou direito devem ser compensadas para o outro lado, e da mesma forma com as torções.

É conveniente que o tempo de permanência nas flexões seja igual ou superior ao das extensões.

Também é conveniente que, quando o tempo de permanência num āsana seja relativamente grande, se faça em seguida uma posição neutra.

A compensação imediata pode ser incómoda, pelo que a posição neutra é ideal para reajustar o corpo. Por exemplo, após um paścimottānāsana executar um matsyendrāsana ou um pūrvottanāsana / katikāsana.

3) Segurança

Se algum āsana provocar dor ou desconforto, é conveniente evitar fazê-lo nas práticas seguintes. Não ultrapasse a sua resistência e adapte a prática à sua condição física.

O ideal é parar antes mesmo de sentir dor. Se esta observação é importante no que se refere à dor muscular, ela deve ser obrigatória no que toca à dor articular.

A prática deve iniciar-se com āsanas mais simples e ir progredindo no grau de dificuldade.

4) Ekagratā

De acordo com Mircéa Eliade,

“A nível do corpo o āsana é um ekagratā, uma concentração num único ponto: o corpo está concentrado numa única posição”. [8]

Da mesma forma que o corpo se concentra numa única posição, dentro da posição a atenção deve estar no cerne do āsana, na região mais solicitada.

Onde está a atenção, a mente, está o prāṇa. E onde está o prāṇa está o potencial acrescido para se aprofundar a vivência do āsana.

Sequências da prática de āsana

Para definir uma prática de āsana equilibrada haverá que atender, em primeiro lugar, ao efeito dos āsana sobre a movimentação da coluna e sobre a kuṇḍalinī. Deste ponto de vista, são essenciais a uma prática, āsana de:

1. Flexão
2. Hiperextensão
3. Torção
4. Inversão.

A estes é também é aconselhável acrescentar āsanas de:
5. Equilíbrio
6. Flexão lateral
7. Tracção.

E as estes os não menos conhecidos:
8. Musculares e de estabilidade.

A sequência de prática mais comum começa com āsanas de pé, depois, sentados, deitados e, finalmente, invertidos.

Esta sequência tradicional está bem visível na primeira série do Aṣṭāṅga Vinyāsa Yoga.

Das restantes que se expõem é a que me parece mais propícia a uma prática de āsana muscularmente mais forte, como também a mais adequada para desenvolver os āsanas de pé, que constituem a estrutura base de todos os āsana e que por isso dão o suporte a outros mais exigentes.

É, pois, a sugerida para desenvolver trikoṇāsanas, parśvakoṇāsanas, vīrabhadrāsanas, parśvottanāsana e padottanāsana, e quanto a mim, ideal para ser combinada com ujjayī prāṇāyāma (sobretudo quando feito de forma mais intensa), uḍḍīyanabandha  e mūlabandha.

Uma vez que começa de pé, pode ser sempre iniciada com o tradicional sūrya namaskāram que pode ser feito com os respectivos mantras ou bīja mantras, mas sobretudo relembrando a reverência que primitivamente o fez surgir – namaskāraṁ.

Outra sequência conhecida é a oposta àquela, ou seja, começando por āsanas de inversão, depois deitados, sentados e em pé.

Uma prática de āsana que começa com uma invertida implica um maior à vontade do praticante no āsana, e também um maior grau de concentração.

Por outro lado, uma invertida inicial potencia um maior aquietamento e introspecção que podem ser utilizados para aprofundar a vivência do āsana, sobretudo a consciência de sakṣi.

Este esquema costuma ser mais exigente do ponto de vista articular, uma vez que começa a desenvolver-se no chão e só depois sobe. Por este motivo, costuma ser evitado para alunos com pouco tempo de prática.

B.K.S Iyengar dá também exemplos de práticas que começam com invertidas e seguem depois o esquema de pé, sentado, deitado e invertido.

Dentro destes, parecem-me particularmente interessantes as sequências em que, após a invertida (seja sobre a cabeça ou sobre os ombros), o tronco e a cabeça não se levantam.

Por exemplo, após um śīrṣāsana (e respectiva posição de descanso) executar um pādahastāsana / uttānāsana.

No entanto, fazê-lo sem elevar o tronco, subindo para o pādahastāsana já em semi-flexão.

A observação diz-nos que quando estamos em pé, com o tronco erecto, estamos mais alerta para o mundo exterior.

Quando estamos no chão, sentados ou deitados, naturalmente estamos mais introspectivos, mais voltados para dentro.

O objectivo é então evitar qualquer dispersão e aproveitar o potencial criado pela anterior permanência num śīrṣāsana.

Esta sequência, tal como a mencionada anteriormente, é ideal para explorar o prāṇāyāma ritmado no āsana.

Para que o prāṇāyāma possa fluir de forma livre, sem esforço, devem ser evitadas quaisquer tensões.

Assim, nas primeiras práticas devem ser evitados āsana de grande esforço ou as variações mais avançadas.

Da mesma forma, os bandhasdṛṣṭis devem ser acrescentados se não forem um factor de tensão.

prāṇāyāma no āsana deve ser um auxiliar a uma vivência mais profunda, uma forma de ligar ao presente, à vivência de nós mesmos.

prāṇāyāma ritmado deve ser visto não como uma forma de tapas (auto-superação), mas como forma de permitir uma melhor observação.

Ao dirigir a atenção à respiração, e ao manter a respiração num padrão sistemático, é possível ir para além da respiração.

Conseguimos observar o efeito de cada inspiração e expiração. A cada ciclo aumenta a introspecção, diminui a atenção que se dirige para fora.

Ora, se nos observamos conscientemente, é porque vamos no bom caminho, no caminho do auto-conhecimento.

Por outro lado, observa-se que a prática de āsana com prāṇāyāma ritmado permite um maior tempo de permanência e um maior progresso em cada posição.

Progresso resultante não de um esforço activo, mas da simples influência da respiração sobre o corpo.

Também interessante é a utilização de manasikajapa (a repetição mental de um mantra) como forma de contagem do tempo no ritmo. Dentre outros, pode ser utilizado o pranāva: Oṁ.

As considerações deixadas são pessoais e fruto da própria experiência. Algumas poderão ser mais relevantes para práticas em grupo.

Pessoalmente, prefiro uma prática com uma orientação determinada onde não se passe de cima para baixo e de baixo para cima.

Julgo que estes movimentos produzem dispersão da atenção e de energia, sobretudo em praticantes menos experientes.

No entanto, caberá a cada um observar-se e perceber o que é válido para si.

A mesma intenção de evitar a dispersão de atenção e energia aconselha a que se mantenha um encadeamento entre os āsanas, para que estes não se sucedam de forma estanque, mas se desenvolvam naturalmente de uns para os outros.

Disto são exemplificativas as sequências de āsanas apresentadas por Sharon Gannon e David Life no seu Jivamukti Yoga, Practices For Liberating Body and Soul.

Ali demonstram-se sequências em que os āsanas se desenvolvem uns a partir dos outros num continuum.

Esse continuum do movimento físico ajuda a manter o mesmo continuum em níveis mais subtis.

Citando Sharon e David:

“Quando āsana individuais são correctamente interligados, o resultado é um mantra fisiológico.

“A mudança acontece permanentemente, mas normalmente a sequência das mudanças aparecem ligadas pelo inconsciente; em outras palavras a mente consciente falha em percebê-las”. [9]

O encadeamento ou vinyasakrama visa, então, unir os āsanas de forma consciente. E para esse fim, a respiração e o encaixe sucessivo das posições andam de mãos dadas.

॥ हरिः ॐ ॥

[1] B.K.S. Iyengar, Luz sobre el Yoga Sutra de Patañjali, 1Âa Edição, Editorial Kairós, 2003, Barcelona, pag. 232.

[2] Georg Feuerstein, A Tradição do Yoga, 2Âa Edição, Editora Pensamento, 2001, S. Paulo, pags. 66-67.

[3] B.K.S. Iyengar, A Árvore do Ioga, A eterna sabedoria do ioga aplicada à vida diária, 1Âa Edição, Editora Globo, 2003, São Paulo, pag. 90.

[4] Pedro Kupfer, Yoga Prático, 3Âa Edição, Instituto Dharma, Florianópolis, pag. 68.

[5] Veja-se, por exemplo, o comentário da Haṭhayoga Pradīpikā, I, 31 (tradução de Pedro Kupfer), a propósito do māyūrāsana:

“Este āsana cura diversas doenças como o inchaço do abdómen, moléstias digestivas (gulma e udāra) e outras enfermidades abdominais; elimina as disfunções provocadas pelo desiquilíbrio de vata, pitta e kapha”.

[6] David Frawley, Yoga & Ayurveda, Self-Healing and Self-Realization,1a Edição, Lotus Press, 1999, Winsconsin, pag. 215. Veja-se também do mesmo autor Yoga for tour Type, An Ayurvedic Approach to Your Āsana Practice.

[7] T.K.V. Desikachar, The Heart of Yoga, developing a personal practice, Inner Traditions International, 1999, Vermiont, pag. 21.

[8] Mircéa Eliade, Patañjali e o Yoga, 1a Edição, Relógio D’Água Editores, 2000, Lisboa, pag. 72.

[9] Sharon Gannon e David Life, Jivamukti Yoga, Practices For Liberating Body and Soul, 1a Edição, Ballantine Books, 2002, Nova Iorque.

॥ हरिः ॐ ॥

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6 respostas para “A Prática de Āsana no Haṭha Yoga”

  1. Jaya Miguel! Muito legal o texto, acho que uma das habilidades mais desafiadoras e especiais no caminho dos Yogas que colocam o corpo na processo é desenvolver uma sequencia sensata de asana para si ou para instrução. Bons elementos aqui! Gde abraço! Namaste!

  2. Olá Danny,

    Desde que fechou o Nirvana venho procurando um local p/ continuar praticando; você está dando aula em algum lugar na Barra? Será q podería entrar em contato comigo? O meu e-mail é [email protected].
    Muito obrigada e um beijão,
    Anna Letícia.

  3. Olá pessoal, eu comecei praticar Yoga há pouco tempo e confesso que está ótimo, o unico problema é que não tenho instrutor, então procuro o conhecimento sobre o assunto através da internet. Um abraço a todos.

  4. Namastê!

    Achei muito legal esse seu artigo, Miguel!

    Uma seleção de conteúdo muito legal, que repassa com clareza esses pontos importantes da prática de ásanas.

    Freqüentemente me questiono a respeito de como anda minha prática pessoal, e acho, realmente, que esse artigo tem um grande valor como leitura de apoio àqueles que buscam aprimorar-se no caminho do Hatha Yoga.

    Parabéns!

    Abraço, amigo!

    OM!

  5. Adorei esse seu artigo sobre os ásanas. Gostaria somente de fazer algumas observações.

    Com relação à respiração no ásana, penso que a respiração livre, como diz o próprio Iyengar, é melhor para se permanecer num ásana, pois facilita a consciência corporal e o ajuste do corpo de forma a alcançar a plena integração do corpo-energia-mente e chegar ao que o Iyengar chama de samadhi da postura.

    Sobre a seqüência de ásanas, na minha prática pessoal prefiro usar as invertidas no final, seguida de shavásana, para manter a irrigação cerebral e passar para o yoganidra.

    Concordo com o que foi colocado sobre a firmeza na postura. Tem-se uma idéia de que para se permaneter num ásana deve-se relaxar, e às vezes se esquece de colocar a firmeza necessária. Não se consegue executar com perfeição, por exemplo, um virabadrásana e um parsvotanásana sem firmeza. O tadásana nos ensina realmente o caminho das posturas, o equilíbrio entre o firme e o descontraído (base firme, costas e ombros descontraídos), a medida onde se alcança a força serena no corpo, na mente e se estende para vida. O fundamento do equilíbrio necessário para se seguir o caminho do meio.

    Um abraço!!!

    Shanti!!!

  6. Oi, Miguel! Realmente, nada é por acaso! Essa semana elaborei um texto para meus alunos falando justamente da atitude em relação à prática de ásanas associada com os Yamas e Nyamas. Adorei seu texto. Mesmo longe fisicamente, a energia e a consciência do Yoga estão muito perto!

    Obrigada!

    Namastê!

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