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A verdade sobre Maxime Vangelier

O artigo O Pensamento Vivo de Maxime Vangelier é uma sátira que fizemos para protestar contra a superficialidade com que o assunto autoconhecimento é tratado atualmente. Maxime Vangelier nunca existiu. Esse texto foi montado para parecer real e interessante numa leitura rápida, mas é um absurdo, do início ao fim.

Escrito por Pedro Kupfer · 1 mins de leitura >

O artigo O Pensamento Vivo de Maxime Vangelier é uma sátira que fizemos para protestar contra a superficialidade com que o autoconhecimento é tratado atualmente.

Maxime Vangelier é uma farsa (notícia farsa)

Maxime Vangelier nunca existiu. Esse texto foi montado para parecer real e interessante numa leitura rápida, mas é cheio de absurdos, que se fazem evidentes nos seguintes trechos:

‘O maior filósofo da terceira metade do século XVII’. (Qual é a terceira metade de um século?)

‘Quando não se sabe aonde se quer ir, todo caminho leva a lugar nenhum’.

‘A História é composta de parênteses’.

‘É na família que se originam as táticas militares evasivas ‘.

Supondo que a verdade seja uma mulher, afirmo que Maxime foi o primeiro filósofo a compreendê-la. Nietzche.

A ausência de Maxime fará uma grande falta…

Vangelier

Essas afirmações são ridículas, se olhadas com um mínimo de cuidado. Por causa do pretenso conteúdo revelador de um suposto encontro Oriente-Ocidente, e dessa linguagem empolada e pseudo-acadêmica, que muitos estudantes nem se preocupam em analisar com um mínimo de espírito crítico, esse texto foi parar nas mãos de catedráticos de filosofia e psicologia em duas universidades brasileiras.

Este é o nosso protesto bem-humorado em relação a essa situação em que vivemos atualmente, com o contínuo bombardeio dos meios de comunicação e a superficialidade nas relações que os humanos estabelecemos entre nós, e com o conhecimento de potencial transformador.

Infelizmente, se faz necessário o presente esclarecimento, uma vez que mais e mais gente continua fazendo as mesmas perguntas sobre onde poderiam ampliar a pesquisa sobre esta personagem imaginária, já que o Oráculo (Google) não diz nada a respeito.

A ideia de criar esta personagem foi de Marcos Saboya (que usou no texto o pseudônimo Marc Savoy), irmão da nossa amiga professora de Yoga Paula Saboya, do Rio de Janeiro.

Ela, Bruno Jones e outros amigos, reunidos na véspera do Yoga Sangam de 2006 na praia de Mariscal, resolvemos dar um corpo mais “espiritual” à personagem, acrescentando detalhes curiosos e ridículos, e colocando esse texto no nosso site. Muita gente compreendeu a piada e riu junto conosco. Alguns, precipitadamente, morderam a isca…

Cabe lembrar, para além das ironias, que a técnica do disparate foi e ainda é usada tradicionalmente, para o professor verificar se o aluno está devidamente atento durante os estudos.

Swāmi Satyānanda, por exemplo, fazia isso com bastante frequência em suas palestras, como uma maneira de acordar e manter a atentividade (e o bom astral!) dos estudantes.

Boas risadas.

॥ हरिः ॐ ॥

Leia o artigo aqui:
O Pensamento Vivo de Maxime Vangelier

॥ हरिः ॐ ॥

5 respostas para “A verdade sobre Maxime Vangelier”

  1. Li e reli Maxime, acompanho ele aqui e no facebook. Para mim Maxime existe de fato. Tanto quanto voce, ou eu, ou Pedro Kupfer, ou Osho, ou Swamiji BabaBubaJay, Gurumay, etc O que é verdade, de verdade? E o vazio? O espaço é maior no vazio? O mundo é real. O mundo virtual é real! Ah sabe eu fico assim chateada de vcs falar que Maxime não existe. Puuuxaaaa. Isso me entristece.

  2. Desculpe, Pedro. Mas esse seu artigo não expressa a verdadeira verdade sobre Maxime Vangelier. Sim. Maxime Vangelier existe. Quem não existe é esse tal de Marcos Saboya. A Paula Saboya nunca teve um irmão.
    E Marc Savoy é o pseudônimo do verdadeiro Maxime Vangelier, mas conhecido pela polícia francesa como Max Van. Aquele artigo foi originalmente publicado na revista “Qu\\\’est-ce qu\\\’il faut faire?” com a intenção de enganar os orgãos de repressão na revolução de 1968.
    A ideia do artigo era criar a imagem de pacifista ao revolucionário Max Van, que mantinha uma prática secreta de pranayamas como bhastriká, na tentativa de superaquecer os corpos, criando assim verdadeiros yogis incendiários pelas noites noturnas na Paris de Charles de Gaulle.
    Para saber mais, leia: “Lutte étudiante” de Alain Touraine, \\\’\\\’Mito e Realidade\\\’\\\’ de Mircea Eliade, \\\’\\\’Interpretação e superinterpretação\\\’\\\’, \\\’\\\’Entre a Mentira e a Ironia\\\’\\\’ de Umberto Eco.

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