Mudrā, Pratique

O añjali mudrá

Añjali mudrá é o gesto de saudação. Añjali significa saudar, elevar, invocar, trazer, cultivar. Transmite sentimentos positivos, cordialidade e boas intenções. Na Índia, este gesto equivale ao nosso aperto de mãos. Nas práticas de Yoga é usado para fazer a saudação inicial e a final.

Escrito por Pedro Kupfer · 1 mins de leitura >

Añjali mudrá é o gesto de saudação. Se faz unindo as palmas das mãos frente ao peito, com os dedos para cima e os antebraços horizontais.

Añjali significa saudar, elevar, invocar, trazer, cultivar. Transmite sentimentos positivos, cordialidade e boas intenções. Na Índia, este gesto equivale ao nosso aperto de mãos. Nas práticas de Yoga é usado para fazer a saudação inicial e a final. Unindo as palmas das mãos, se colocam em contato seus respectivos chakras, potencializando a energia que será transmitida.

Este gesto pode dirigir-se à deidade (devatá) com as mãos unidas sobre a cabeça; ao mestre, com as mãos frente à testa; à guisa de saudação (namaskára) entre as pessoas, com as palmas frente ao peito, ou ainda com uma mão só.

É a saudação inicial e final nas danças indianas. Quando feita aos lados do corpo no Bhárata Nátyam (dança clássica hindu), representa reverência aos deuses guardiões dos pontos cardeais. Ao fazê-lo em equilíbrio sobre um pé só, com os braços estendidos para cima, representa a ascese yogi (tapas). Quando as palmas ficam separadas, mas as pontas dos dedos ainda se tocam, possui, todavia o mesmo sentido de homenagem.

“Este diagrama aéreo é tão rico em respeito contido, em distinção espontânea, em recolhimento, gratidão e deferência, enobrece tão naturalmente àquele que o desenha sobre o horizonte da amizade, que surge nele a vontade de fazer do añjali sua única função, de praticá-lo como uma arte ou uma forma de Yoga. Este simples gesto, mesmo quando feito mecanicamente, outorga paz e equilíbrio, introverte e sacraliza. O añjali é o mais belo gesto que o homem criou ao empreender a mais maravilhosa das aventuras, a da comunicação; ou, melhor, um gesto que ele herdou dos deuses, pois esta foi a saudação que eles intercambiaram no início dos mais antigos poemas.”

Jean Biès, L’Inde ici et maintenant, p.64.


Extraído do livro Mudrá, gestos de poder.

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