Mudrā, Pratique

O añjali mudrá

Añjali mudrá é o gesto de saudação. Añjali significa saudar, elevar, invocar, trazer, cultivar. Transmite sentimentos positivos, cordialidade e boas intenções. Na Índia, este gesto equivale ao nosso aperto de mãos. Nas práticas de Yoga é usado para fazer a saudação inicial e a final.

· 1 mins de leitura >

Añjali mudrá é o gesto de saudação. Se faz unindo as palmas das mãos frente ao peito, com os dedos para cima e os antebraços horizontais.

Añjali significa saudar, elevar, invocar, trazer, cultivar. Transmite sentimentos positivos, cordialidade e boas intenções. Na Índia, este gesto equivale ao nosso aperto de mãos. Nas práticas de Yoga é usado para fazer a saudação inicial e a final. Unindo as palmas das mãos, se colocam em contato seus respectivos chakras, potencializando a energia que será transmitida.

Este gesto pode dirigir-se à deidade (devatá) com as mãos unidas sobre a cabeça; ao mestre, com as mãos frente à testa; à guisa de saudação (namaskára) entre as pessoas, com as palmas frente ao peito, ou ainda com uma mão só.

É a saudação inicial e final nas danças indianas. Quando feita aos lados do corpo no Bhárata Nátyam (dança clássica hindu), representa reverência aos deuses guardiões dos pontos cardeais. Ao fazê-lo em equilíbrio sobre um pé só, com os braços estendidos para cima, representa a ascese yogi (tapas). Quando as palmas ficam separadas, mas as pontas dos dedos ainda se tocam, possui, todavia o mesmo sentido de homenagem.

“Este diagrama aéreo é tão rico em respeito contido, em distinção espontânea, em recolhimento, gratidão e deferência, enobrece tão naturalmente àquele que o desenha sobre o horizonte da amizade, que surge nele a vontade de fazer do añjali sua única função, de praticá-lo como uma arte ou uma forma de Yoga. Este simples gesto, mesmo quando feito mecanicamente, outorga paz e equilíbrio, introverte e sacraliza. O añjali é o mais belo gesto que o homem criou ao empreender a mais maravilhosa das aventuras, a da comunicação; ou, melhor, um gesto que ele herdou dos deuses, pois esta foi a saudação que eles intercambiaram no início dos mais antigos poemas.”

Jean Biès, L’Inde ici et maintenant, p.64.


Extraído do livro Mudrá, gestos de poder.

Pedro nasceu no Uruguai, 54 anos atrás. Conheceu o Yoga na adolescência e pratica desde então. Aprecia o o Yoga mais como uma visão do mundo que inclui um estilo de vida, do que uma simples prática. Escreveu e traduziu 10 livros sobre Yoga, além de editar as revistas Yoga Journal e Cadernos de Yoga e o website www.yoga.pro.br. Para continuar seu aprendizado, visita à Índia regularmente há mais de três décadas.
Biografia completa | Artigos