Começando, Pratique

Yoga Sem Rótulos

Aqueles que, em algum momento da historia, foram contra algumas verdades tidas como absolutas, em seus tempos, acabaram queimando na fogueira

Escrito por Bruno Jones · 9 mins de leitura >

Aqueles que, em algum momento da história, foram contra algumas verdades tidas como absolutas, em seus tempos, acabaram queimados na fogueira. Começo este texto pelo final, pois hoje, ouvi esta frase em uma das aulas do Swamiji, e ela me relembrou algo que já estava com vontade de escrever.

Desde que comecei a estudar Vedanta, aqui na Índia, tenho observado o quanto ainda estamos distantes de compreendermos os objetivos que buscamos. Seja em uma pratica de yoga, seja em nossas vidas. O yoga, por exemplo, tornou-se moda, e além disso, também, tornou-se uma das maneiras que as pessoas estão utilizando para administrar suas carências emocionais. Não há nada de errado nisso. Mas é exatamente neste ponto, que nos tornamos vitimas fáceis daqueles que querem somente se aproveitar de nossa fragilidade.

Ao caminhar pelas ruas aqui, é fácil ouvir algum ‘convite’, alguma frase sugestiva de mendigos que se fingem de sadhus. Uma pessoa desavisada, um viajante desacompanhado, que esteja buscando desesperadamente respostas para suas perguntas, pode se deixar levar por estes falsos gurus.

Este e um problema mínimo, se levarmos em conta que as vítimas, somos nós, viajantes, e ainda em menor número porque estamos sempre desconfiados e acabamos nos afastando naturalmente destes perigos. Mas o ponto em que desejo chegar é mostrar que essa tendência se estendeu até os professores, dos mais aos menos famosos.

Não digo, também, que este problema foi gerado somente por eles, mas em boa parte por seus alunos e seguidores. Pessoas que começam a enaltecer tanto os seus professores, que de uma hora para outra, estes já aparecem com o titulo de ídolo, guruji, santo e até mesmo a personificação de Deus.

Aqui na Índia é fácil encontrar pessoas que arrastam multidões em suas aparições. Gurus popstars que enganam as pessoas com truques mágicos, ilusionismo, poções para rejuvenescimento e etc. Alguns poucos são verdadeiros, mas e preciso garimpar com bastante cuidado. Na maioria das vezes, acharemos os professores mais sinceros e verdadeiros, cercados apenas de poucos discípulos e em lugares sem ostentação.

Uma boa ferramenta para encontrá-los é, em primeiro lugar, um diálogo franco com os professores que já temos ou conhecemos. Não ter vergonha de perguntar sobre nenhum assunto e o mais importante, observar como estes professores se posicionam.

Nenhum professor é o dono da verdade. Mas como em qualquer profissão, é alguém especializado no assunto que certamente já traz uma bagagem de experiências. Em minha opinião, também sendo professor, acho muito bom indicarmos um caminho interessante para os alunos, mas ainda mais importante, é deixá-los livres para experimentar aquilo que eles mais se identifiquem na etapa da vida em que estão vivendo.

Se um praticante não se identifica com a maneira que conduzo minhas práticas, pode ser perfeitamente feliz com outros professores. Outra boa ferramenta para descobrir onde você está no mundo do yoga é usar a internet: professores, escolas, instituições, linhagens, tudo está na web. Este é um outro importante ponto a ser discutido: as linhagens.

O Yoga como negócio.

Estas linhagens do yoga, no ocidente, acabaram se tornando rótulos. A indústria do yoga criou suas próprias “linhagens”, que nada mais são do que marcas registradas. Como se o yoga fosse um produto que você pudesse escolher na prateleira de um supermercado. Estas linhagens, no melhor dos casos, remontam há 60 anos.

Então, novamente volto às raízes do yoga aqui na Índia. Pego de uma vez, três linhas: Karma, Bhakti e Jñana. O primeiro pensamento que nos vem é o de identificar o que cada uma destas palavras significa. Karma, que significa ação, o yoga da ação. Bhakti, que significa devoção. O yoga devocional. Jnana, que significa conhecimento. O yoga da disciplina do estudo dos textos sagrados, antigos, os Sastras. Em um instante já separamos aquilo que deveria ser inseparável. O yoga, a união, a junção.

Seria, então, possível praticar ásanas (ação) sem conhecimento? Sem devoção? Seria possível ser um devoto sem ação, ou sem conhecimento sobre aquilo que ele se dedica? Poderia haver conhecimento sem ação? É claro que a resposta é negativa. Não podemos separar os diferentes aspectos de uma prática de yoga.

E é este o grande problema dos dias de hoje. A onipresença de rótulos e marcas registradas que compartimentam o mundo do yoga. Principalmente o Hatha Yoga. Em países onde o número de praticantes de yoga se multiplicou, ele se tornou um grande negócio. Algumas escolas que mantinham o verdadeiro espírito do yoga foram perdendo espaço para associações poderosas, promovendo idéias de certos professores ou “mestres”.

Nestes locais a meta não é mais o samadhi, mas o lucro líquido, o sorriso no rosto do cliente. Estes são os templos dos ‘novos’ gurus. O yoga foi perdendo a sua essência e se adaptando aos horários e gostos dos “clientes”. Principalmente nestes lugares, se torna difícil manter um aluno sentado para simplesmente respirar ou meditar. Ele já foi ali com intuito de suar ou pelo menos de ficar de cabeça para baixo.

A questão dos rótulos

Hoje em dia, a ansiedade no mundo do yoga por usar rótulos chegou ao extremo. Novos aspirantes a ‘guru’ precisam ganhar uma fatia do mercado e se debruçam sobre o dicionário de sânscrito em busca de um novo nome, uma nova etiqueta essencial para uma nova fórmula de sucesso. Depois, saem correndo para o Departamento de Registro de Marcas e Patentes para se apoderar desse nome antes que mais alguém o faça.

Assim testemunhamos o nascimento de ‘formas, métodos e tradições de yoga’ que nada mais são que simples marcas registradas. Segundo Swami Satyananda do Bihar School of Yoga, da Índia, ‘o yoga é a ciência para uma vida correta, e para isso deve ser incorporada ao cotidiano. Funciona em todos os aspectos pessoais: físico, vital, mental, emocional, psíquico e espiritual.

A palavra yoga significa unidade ou união e é derivada da palavra sânscrita yuj, que significa juntar. Na última metade do século passado, o Hatha Yoga se tornou o sistema mais conhecido e praticado. No entanto, hoje em dia, a prática tem se resumido somente às posturas, pranayama, mudras e bandhas.’

David Frawley, outro grande autor sobre estudos de yoga, diz o seguinte: ‘Hatha yoga é muito mais do que ásana. É um sistema completo e integral de desenvolvimento espiritual para o corpo, mente e alma. Não é apenas um sistema físico sofisticado, mas contém, em profundidade, conhecimento sobre o corpo sutil, seus nadis e chakras. Não se resume somente aos detalhes dos ásanas, mas também, pranayama, mantra e meditação.

O objetivo na prática de ásana no Hatha Yoga tradicional, também se difere daquele das práticas modernas. A prática não serve meramente para nos fazer sentir melhor no plano físico. Ela contém intensas práticas ascéticas para a purificação física e psíquica. É uma via para a iluminação ou auto-realização, e não somente um sistema preliminar baseado no corpo.

Se olharmos o Hatha Yoga hoje, perceberemos que poucos estão realmente praticando e que poucos compreendem do que se trata.’ E isto é realmente um problema se o relacionamos com a questão dos rótulos. Hoje em dia, professores induzem alunos a uma certa prática de yoga, como se ela fosse a cura para todos os males.

Cada corpo se adapta melhor a uma forma de praticar. Não existe um método único que sirva para todos os humanos. Talvez o yoga tipo A não seja aconselhável para o corpo X. Isto até poderia ser um ponto positivo para o rótulo do yoga, mas não é por inteiro. O yoga bom é aquele que lhe faz sentir-se bem. Aquele que integra tudo aquilo que você está buscando, sem apelações.

A boa prática deixa você bem disposto, e não cheio de dores nas articulações. A prática completa integra ação, devoção e conhecimento. Não é somente a demonstração seca de um corpo e seus constituintes. Use o seu bom-senso e procure professores com a mente aberta. Que lhe deixem livre para ter suas próprias experiências e fazer suas investigações. Professores que vejam o yoga como uma ferramenta para a liberdade. E não estejam ligados a associações que promovem apenas seus próprios interesses corporativos. Se continuarmos assim, daqui a mais alguns anos todas as palavras em sânscrito terão um proprietário.

Citando novamente Swami Satyananda do Bihar School of Yoga: ‘Os princípios do yoga proporcionam uma verdadeira ferramenta para combater o mal-estar social. Em um tempo em que o mundo parece perdido, rejeitando antigos valores sem poder estabelecer novos. O yoga proporciona meios para as pessoas acharem suas próprias vias para se conectarem com suas essências. Através desta conexão é possível manifestar harmonia e compaixão onde não havia.

Neste ponto, o yoga está bem distante de ser simplesmente exercício físico, ou melhor, é uma maneira para estabelecer uma nova maneira de viver que engloba realidades internas e externas. No entanto, esta maneira de viver é uma experiência que não pode ser compreendida intelectualmente, e se tornará apenas conhecimento vivo através da prática e da experiência.’

O fim do Yoga ou o Yoga como fim?

Neste contexto de reducionismo do yoga, percebemos que as práticas estão cada vez mais compartimentadas. Existe aquele que só medita, aquele que só faz o ásana, aquele que só estuda os textos. É preciso perceber que o Yoga é uma prática holística e por isso, envolve toda uma disciplina, toda uma vida voltada para o estado de Yoga.

A prática tem estado com uma aparência de fast food. Onde as pessoas separam uma horinha de seu dia para ‘fazer’ yoga, como se fosse uma simples aula de ginástica em uma academia. Impulsionados por um mercado e uma sociedade que tem a aparência como principal objeto de desejo. Pessoas são induzidas a transpirar a enquanto fazem a aula. Saindo delas com uma enganosa máscara zen (palavra da moda), e assim impressionando aqueles que também se sentem inclinados a começar a prática.

Versões cada vez mais diluídas do yoga são lançadas para que se possa absorvar a grande massa de praticantes. Distanciando ainda mais os objetivos originais do Yoga. O Yoga se tornou uma simples ferramenta de condicionamento físico. E isto tem gerado inúmeros problemas administrativos aqui no Brasil.

Existe uma grande vontade de órgãos como Conselhos de Educação Física e Fisioterapia em nos regular. Querem que estejamos sob seus domínios, numa tentativa de arrecadar mais dinheiro e também de vaidade. Seria este o fim do Yoga?

Uma filosofia, uma cultura, uma maneira de viver, reduzida ao controle de algum órgão regido por pessoas que não entendem nada disso. Com certeza acabamos chegando a este ponto por conta própria. O desleixo em reduzir o yoga somente a uma pratica física ou aula de anatomia.

Viver em yoga não significa suar sobre o tapetinho ou sofrer com ajustes vigorosos. Como disse antes, a boa prática não faz com que nos sintamos exaustos ou doloridos. A verdadeira prática é aquela que nos conduz a nós mesmos. Yoga é uma ferramenta de autoconhecimento. Ele não é nem mesmo o fim em si mesmo.

Visualize como funcionam os seus cinco sentidos. Os sentidos físicos, limitados. Que só alcançam uma determinada distância, que só funcionam em determinada freqüência, e mais importante, que só funcionam para o lado de fora.

Agora imagine que praticando, você ganha mais um sentido. Um sentido chamado Yoga. Que serve não somente para o externo, mas também para o interno. Para que você possa pouco a pouco perceber a sua própria essência. Para que você possa realizar aquilo que não pode ser percebido pelo toque, pela visão ou pela audição.

Um sentido que talvez possa medir o imensurável. Um sentido que mostra aquilo que é verdadeiro. Tudo aquilo que não está preso ao tempo e espaço. Aquilo que é imperecível. O conhecimento. O conhecimento de si mesmo. Moksa, a liberdade, em relação à ignorância sobre minha própria natureza.

Às vezes não aceitamos bem palavras como iluminação ou liberação. Mas elas representam o conhecimento, são sinônimas. Conhecer a si mesmo é ser livre.

Existem dois tipos de conhecimento segundo o Vedanta.

O conhecimento adquirido para se realizar alguma coisa. Este conhecimento não é suficiente em si mesmo. É necessário colocá-lo em prática. Por exemplo, a prática de ásanas. É preciso colocar em prática, repetir, até alcançar o domínio sobre a postura. Mas é um conhecimento, como dito, que não se suporta, que não conduz a um fim.

O conhecimento de fatos é o outro tipo. Ele é suficiente. O conhecimento daquilo que eu sou basta em si mesmo. Ele não é ponte para outro conhecimento. O conhecimento é o fim. Ele leva a liberdade. Por isso o Yoga também não é um fim em si. Ele é este sentido, esta ferramenta que podemos usar a nosso favor.

Uma ferramenta para a transformação que ocorre através do conhecimento e não simplesmente da ação. É necessária uma transformação na atitude. A modificação desta atitude, modifica a maneira de encarar a própria vida.

O objetivo se torna amadurecer a mente para o autoconhecimento. Para que neste caminho de Yoga, ao me deparar com a verdade, possa reconhecê-la. Não adianta somente repetir, ou escutar, ou ler. Deve-se haver capacidade de entender.

E uma vez conhecendo a minha própria natureza, a minha busca se encerra. Uma vida de yoga envolve disciplina, um estilo de vida onde eu possa compreender a minha mente. A mente deve tornar-se uma ferramenta que não cause problemas para mim.

A liberdade e capacidade de escolhas que se tornam melhores. Isso não significa negar os papeis sociais, mas ter um compromisso comigo mesmo para o estudo, meditação, prática física e minha relação com o Absoluto. É uma vida que prepara para o caminho de autoconhecimento. Para que a vida faça sentido. Você já se perguntou o verdadeiro sentido de praticar Yoga?

Bruno ensina Yoga no Rio de Janeiro. Seu website é www.satyavrata.com.br

prática completa

Haṭha Yoga: 1 Prática Completa

Bruno Jones em Āsana, Pratique
  ·   1 mins de leitura

16 respostas para “Yoga Sem Rótulos”

  1. Oi Bruno, Muito bem escrito! Já conversamos sobre isso antes e cada vez mais percebo a prática de Yoga como ponto de partida na conquista do autoconhecimento, pois já vem acontecendo comigo. Através da dança vivenciei algo semelhante, porém, com Yoga venho descobrindo ferramentas mais claras para tal mergulho. Difícil, mas necessário, para mim. Por outro lado, entendo que muitas pessoas preferem encarar tudo em suas vidas, de forma superficial para não ter que se deparar com limitações e conflitos internos, indigestos. Sem perceber que o fato de viver dessa forma é apenas protelar o inevitável.
    Prefiro acreditar que a seleção natural do que seja verdadeiro e do que seja uma farsa, acontece, para quem quer enxergar. E para quem segue, enganando, se enganando ou sendo enganado, apenas desejo muita luz, afinal de contas estamos todos aqui nessa vida para nos transformar, e só nós somos capazes de tal realização. Beijo e obrigada pela aula de hoje! Juliana.

  2. PALAVRAS SÃO SUPERFICIAIS POR MAIS PROFUNDAS QUE ELAS SEJAM, O TOQUE ÉPROFUNDO POR MAIS SUPERFICIAL QUE ELE SEJA.

    OM ITI IDAM SARVAM.

    O ABRAÇO E TUDO.

  3. Bruno, um dos melhores textos que já li. Como preocupa o futuro do Yoga no Brasil. Grande abraço.

  4. Bruninho, muito excelente seu texto!!! Fiquei maravilhada e cada vez bebo com mais sede toda essa fonte de conhecimenntos que você e outras pessoas queridas me proporcionam. Sou um bebê no mundo do Yoga e tenho ainda um longo caminho a percorrer.

    Adorei os comentários de todos, principalmenete os esclarecimentos do papito (Pedro, desculpa, mas até eu já me acostumei com seu codinome!).

    Acredito sim que, de uma forma ou de outra, acabamos sempre sendo levados a nos render ao que o mercado pede, seja através de uma propaganda pessoal, de uma divulgação de trabalho, de um site. Afinal, de brisa ninguém vive!

    Mas pode haver e deve haver uma ética dentro disso tudo, procurando chamar a atenção para o Yoga, buscando pessoas que se aproximem prontas e desarmadas, de coração e peito abertos, e que à elas seja mostrado o verdadeiro sentido e objetivo do Yoga como um todo.

    Quanto às fotos, acho que alguns praticantes se sentem vitoriosos quando alcançam um objetivo e querem compartilhá-los com o mundo. Mas, infelizmente, nem todos as conquistas podem ser capturadas por lentes fotográficas. São instantes, momentos, e por vezes esses momentos ficam guardados no seu próprio espaço de tempo, na memória, na alegria, na contemplação. Mas há outras conquistas que podem ser capturadas e eternizadas, e por que não fazê-las? Tudo dentro de um limite, de um propósito, de uma intenção de dividir a conquista com os demais.

    Bruninho, parabéns pelo seu belo artigo. Continuarei sendo sua fã número 1!

  5. Na verdade, nem faço questão de ver esse comentário publicado, não quero chatear ninguém, mas tenho que desbafar! Olhem a frase de Bruno: “as fotos estão ali pra ilustrar como vivo a vida”… Nossa, não posso acreditar que essa frase é do mesmo autor daquele texto tão profundo! Alguém querer “ilustrar como vive a vida” na internet é de um egocentrismo sem precedentes! É extamente sobre esse tipo de vaidade nociva que venho falando, o sujeito achar que a vida dele é tão bacana, tão especial, tão “mágica” (uau!) que ele tem que mostrá-la para todos! Nossa, se ele dissesse que as fotos são uma “demanda do sistema capitalista”, que é preciso “vender uma boa imagem pra conquistar alunos” eu concordaria que isso infelizmente é verdade, compreendo isso! Mas se as fotos estão ali “pra ilustrar a vida dele”, realmente é aquele caso de (embora ele negue) considerar-se parte de uma “elite”, mesmo!
    Bem, só de escrever essas linhas já me senti melhor, o desconforto passou e agora releio o que escrevi e me parece que fui muito “pessoal” em minha crítica! Quero deixar claro que não tenho nada contra Bruno, acredito que ele seja um cara muito legal e bem-intencionado, mas depois de ler as coisas que ele escreveu, acabei por elegê-lo o “símbolo” das contradições e armadilhas que se apresentam na vida daqueles que tentam seguir o caminho do Yoga e conciliá-lo com o modo de vida “egocentrista-capitalista”. Até a presente data, não conheci ninguém que tenha sido bem-sucedido em tal tarefa, mas nem por isso considero-a impossível ou deixo de admirar quem está se empenhando de corpo e alma nela, como acredito ser o caso de Bruno. Deixo aqui registrada minha crítica, e um “conselho” (tenho horror dessa palavra!): cuidado com as armadilhas da Sintaxe, às vezes escrevemos coisas sem ter plena consciência do que estamos fazendo, e caímos em contradições que acabam por “enfraquecer” belas palavras ditas anteriormente! Escrever também pode ser um ato de “meditação”, uma oportunidade de auto-conhecimento e de encontro com a natureza (humana).
    Como sempre, foi um prazer ter a oportunidade de “meditar” lendo e escrevendo neste site! Ah, o que disse no início continua valendo: se acharem minha postura “crítica” demais e não quiserem publicar este comentário, não hesitem em fazê-lo, isso em nada diminuirá minha admiração e respeito pelo trabalho de vocês! Abraços a todos!

  6. Mas engraçado, Bruno, na foto desse teu artigo, você não tem cara de surfista!

    Aloha!

    Maxime.

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