Nesta parábola da Mundaka Upaniṣad, a árvore é o mundo, a sociedade, o lugar onde vivemos e nos movemos. Os frutos da figueira são os labirintos dos desejos, os resultados dos karmas, crenças e condicionamentos disponíveis para a pessoa. O primeiro pássaro é o corpomente. O segundo é Ātma, o Ser pleno.



Na Índia de Patañjali, Yoga e meditação são sinônimos, ou quase. Na prática que alguns professores ensinam aqui em Ocidente, a meditação ocupa um lugar muito pequeno. Há outros que simplesmente nem sequer falam no assunto. Alguns falam sobre meditação em movimento, durante os āsanas, mas a verdade é que o Yoga está pagando um preço muito alto pela sua popularização. Esse preço é o da distorção, da banalização, da perda do conteúdo mais essencial.
Mūlabandha, a ativação da musculatura do solo pélvico, é fundamental para manter a qualidade de vida e a saúde geral, por uma ampla série de razões. O nome significa “fecho da raiz”. Trata-se de uma técnica sutil e poderosa do Yoga que consiste na ativação e elevação dos músculos do assoalho pélvico. Sua prática traz […]
Este é o terceiro mantra da Gaṇapati Athārvaśīrṣopaniṣat, uma das principais 108 Upaniṣads. Ela é uma prece que pede proteção a Śrī Gaṇeśa, o deus com cabeça de elefante e senhor do karma, aquele que coloca e remove os obstáculos.
No contexto do Tantra, os termos paśu, vīra e divya representam diferentes níveis de desenvolvimento e qualificação dos praticantes (sādhakas). Esses três tipos descrevem estágios ou disposições internas de cada pessoa em relação à prática, à disciplina e à compreensão do ensinamento não-dual.
Não sou pai nem mãe, nem parente, nem doador, nem filho nem filha, nem quem recebe nem quem sustenta. Nem a esposa, nem o conhecimento das coisas do mundo, nem tampouco [posso buscar segurança na] minha profissão. Você é o meu refúgio. Só você é o meu refúgio, Mãe Bhavanī. || 1 ||
Com fazer nossas escolhas, quando defrontados com dilemas aparentemente insolúveis desde o ponto de vista ético? Como conduzir nossas ações para nos manter alinhados com o princípio da não-violência? Como devemos ou podemos viver, de fato, a vida de Yoga?
O Yoga vê o homem como um reflexo do macrocosmos. A energia criadora que engendra o Universo manifesta-se no homem, que não está separado nem é diferente dela. O nome dessa energia é kuṇḍalinī.
Bhramārī é um dos exercícios mais eficientes de retração dos sentidos. A retração dos sentidos é o passo prévio e essencial para realizar os estados profundos da meditação
A prática do Yoga pode ser uma aliada poderosa no processo da recuperação da histerectomia e dos efeitos secundários da quimioterapia, pois traz benefícios tanto em nível físico quanto em nível emocional e mental.
A ideia de progressão não faz muito sentido em relação a mokṣa (liberdade), o objetivo do Yoga. Mokṣa não é sobre ganhar algo que você não tem, mas é sobre reconhecer o que você já é. A progressão é um processo mecânico. Estritamente falando, essa ideia do progresso para mokṣa é enganosa. Você não pode mensurar esse processo, por exemplo, pensando: “ja fiz metade, ou já cobri 65% das etapas para chegar na meta.”
Segundo a Bhagavadgītā, há somente duas formas de viver, dois estilos de vida: o do karma yogin e o do saṁnyāsin. Mokṣa é conhecimento. Quando a motivação por mokṣa é suficientemente intensa, o estilo de vida pode ser o da renúncia, saṁnyāsa, no qual a pessoa abandona tudo para se dedicar a esse propósito.
O universo inteiro é a manifestação de uma Realidade chamada Brahman, que é sutil e imperceptível. Essa afirmação não é tão descabida quanto possa parecer, e é apoiada na experiência do sonho que vivemos todas as noites. Quando você sonha, as coisas parecem reais. Mas elas são, em verdade, manifestações do pensamento do sonhador.
“Ó filho de Upamanyu, sobre que Ser você medita?” Ele respondeu: “Apenas sobre o Céu, venerável rei”. “O Ser sobre quem você medita”, disse o rei, “é Vaiśvānara, a soma de todos os seres do universo, chamado Sutejas (Boa Luz)".
Aśviṇī mudrā, o gesto da égua, é uma das técnicas fundamentais do Haṭhayoga. Ela aparece na Gheraṇḍa Saṁhitā (III:82), um dos textos fundamentais da tradição do Yoga tántrico que deu origem ao Yoga que você pratica hoje em dia. O nome deriva do fato de que, ao fazermos esta mudrā, contraímos o assoalho pélvico de maneira ritmada, como fazem as éguas depois de urinar.
Receber ajustes sutis de Yoga que aprimoram a postura e expandem nossa compreensão de como construir cada āsana pode oferecer benefícios significativos a qualquer praticante. Esses ajustes têm o potencial de proporcionar uma sensação incrível e facilitar uma compreensão profunda daquilo que uma postura pode nos oferecer, e até onde nosso corpo pode chegar na prática.
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