Pratique, Yoga na Vida

O Yoga e a crise de valores: estamos no caminho certo?

No mundo em que vivemos atualmente, é muito difícil nos livrarmos do apego aos bens materiais. Somos muito influenciados pela sociedade materialista e fútil em que crescemos

Escrito por Mariana da Silva · 1 mins de leitura >

No mundo em que vivemos atualmente, é muito difícil nos livrarmos do apego aos bens materiais. Somos muito influenciados pela sociedade materialista e fútil em que crescemos. Para sermos ‘aceitos’ seguimos suas regras, muitas vezes sem sequer nos questionarmos sobre se levamos nossas vidas do jeito que gostaríamos ou refletir sobre o que estamos efetivamente buscando com nossas atitudes.

Aprendemos, desde muito pequenos, a seguirmos o fluxo de uma vida mecânica e egoísta. Quando entramos na escola logo aprendemos que, para sermos uma pessoa de valor e ‘respeitável’, é necessário termos uma boa ‘posição social’ e o que é ainda pior: para alcançarmos essa posição é necessário que sejamos ‘melhores’ que nossos amigos que podem se tornar uma ameaça para nossa tão desejada vaga de emprego. Assim, vivemos pensando somente em nós mesmos e sempre associamos uma vida feliz com grande quantidade de dinheiro. Valores como o amor e a justiça não têm mais valor.

As pessoas que conseguiram um bom emprego, carro, casa e muito dinheiro para levar uma vida confortável são pessoas de sucesso; os que não conseguiram, mesmo levando uma vida digna, são os fracassados. As pessoas não são avaliadas pelo que são, mas pelo que têm. Estamos constantemente valorizando o que não tem valor e desprezando as verdadeiras riquezas. Felizes daqueles que em algum momento da vida param e se perguntam: O que eu estou fazendo com a minha vida? O que eu valorizo é capaz de me tornar pleno e realizado?

Nos livrarmos desse condicionamento é uma tarefa que exige muito de nós. Quantos de nós, hoje, seríamos capazes de ter a atitude do verdadeiro desapego? Quantos de nós estamos preparados para resistir ao chamado da riqueza e do sucesso?

O apego aos bens materiais e relacionamentos é capaz de tirar o nosso sossego, mas devemos reconhecer que não é capaz de tirar o vazio que sentimos. Quase sempre nos iludimos. A única coisa capaz de tirar o nosso vazio existencial e trazer paz, é a certeza se saber quem realmente somos e o que estamos fazendo nesta vida.

Assim, o primeiro e grande passo no processo do crescimento interior, é descobrirmos se estamos no caminho certo. O segundo passo é encontrarmos força e coragem para seguí-lo. Na minha opinião, o Yoga é uma disciplina que nos permite percorrer em segurança esse caminho. Namastê!

Mariana da Silva é professora de Yoga em Poços de Caldas, MG. Seu email é [email protected]

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5 respostas para “O Yoga e a crise de valores: estamos no caminho certo?”

  1. Olá Mariana. Concordo com o que dizes no texto. Mas o sucesso profissional faz parte também da nossa evolução. De qualquer forma acho que entendo o que queres dizer. A obsessão pelo brio profissional coloca em crise nos valores que mais importantes temos, o amor, a amizade o respeito. E esse é o grande desafio do ser humano . Sinto-me muito bem por um dia ter escolhido praticar Yoga que muito me tem ajudado a compreender a forma como queremos estar na vida.

    Namastê

  2. Tudo isto é uma grande verdade e de extremo valor. Mas infelizmente o mundo está em constante mutação e cabe a nós seguir a evolução, mesmo que isto vá contrário a tantos princípios e verdades que outrora aprendemos e seguimos.

    Se não fosse assim, ainda estaríamos vivendo em cavernas, energia elétrica jamais existiria a não ser pelos raios, e seriamos apenas um animal que vivia em sociedade.

    Muitas de nossas crenças, já nem existem mais outras estão fadadas a sumir em um curto período de tempo, e as razões a baixo por mais insensíveis que sejam, por mais frias e calculistas que pareçam ainda assim serão nossas realidades.

    Já foi previsto por um antigo Papa santificado que este que estamos vivendo hoje será o ultimo período Papal, e acredito que estamos presenciando o final dos tempos religiosos, na verdade é algo que já foi descrito na Bíblia, que teríamos tantas religiões que ninguém mais saberia o que é certo e pior acho que simplesmente serão transformadas em meras filosofias ou contos. (Que imoralidade).

    Com as inúmeras descobertas que estão fazendo sobre episódios e manuscritos escondidos pela igreja durante milhares de anos, o descrédito está se tornando inevitável.

    Ainda durante nossa presença aqui na terra, acho que vamos testemunhar mudanças que a pouco tempo seriam impensáveis.

    Estamos em ritmo extremamente acelerado de alterações complexas e que vão influenciar todo o mundo que conhecemos, concordando ou não seremos engolidos pela ação implacável do tempo.

    É no mínimo muito triste, mas é um fato, está aqui, agora, e não vai nos deixar.

    A modernidade é uma benção e uma terrível maldição…..

  3. Olá, Mariana!

    Seu texto me traz uma inquietação que é reforçada pelos sat sangs que venho acompanhando do bendito Sri Prem Baba, que diz que uma das características da Felicidade é a abundância. Se não estamos felizes realmente, não podemos atrair sua vibração, muito menos sua materialização, que concretiza a transformação no planeta em que estamos. Outra questão que me trouxe é sobre os benefícios da competividade ética, aquele que nos incentiva a darmos o melhor de nós mesmos por respeito ao outro e à todos e não aquela que nos incentiva a acabar com o outro. Será que o jogo de tênis tenta lembrar um pouco isso? Enfim, associações…

    Obrigado por seu compartilhar!

    Harih Om!

  4. Boa noite. Esse texto foi como uma perola para meus olhos e espirito. Sera que estamos realmente preparados para mudar nossa vida e nos tornarmos melhores? Venho me perguntando isso ha muito tempo mas falta um pouco de coragem para ser diferente. Sinto medo da opiniao das outras pessoas e como vao me tratar ja sei la é muito dificil.

  5. Seu texto é muito bom, Mariana. Você está de parabéns!

    Eu me sinto confuso nessa busca de valores, mas aprendemos que, por mais ricos que sejamos, ainda assim o “vazio” não vai passar, não estaremos nunca satisfeitos com o mundo material.

    Muito obrigado por este texto.

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