Para todos nós, praticantes e professores de Yoga, a questão do título é importante. Precisamos saber como lidar com emoções e experiências indesejáveis da melhor maneira possível, pois cedo ou tarde irão surgir, tanto dentro da nossa própria experiência como praticantes, quanto no papel que desempenhamos como instrutores/facilitadores de Yoga. Para começar: práticas como Yoga, […]
No Yoga, o conceito de inteligência vai além da noção de capacidade cognitiva ou agilidade mental. Nesse contexto, a ideia de inteligência está ligada à própria estrutura da realidade. Expressões como Sarvajñāna (“todo conhecimento”) e Sarvam Brahman ayam (“tudo isto é Brahman”) apontam para uma compreensão radical: a inteligência não é algo que possuímos como uma qualidade ou faculdade. Inteligência é a própria essência da realidade.
O Yoga vai muito além de uma forma de exercício físico: é uma visão libertadora que se aplica através de um modo de vida saudável.
Quando pensamos em certos tipo de prática de Haṭha Yoga que estão em voga, vêm à mente a coisas como esforço excessivo, copiosa transpiração, respiração pesada e, em alguns casos, tensão e lesões. Vemos, com alguma frequência, pessoas se esforçando muito além da conta, praticando como se não houvesse amanhã, com atitudes de fanatismo e irresponsabilidade.
Certo grau de organização e maturidade mental e emocional é essencial para compreendermos como somos e funcionamos. A palavra sânscrita abhyāsa, traduzida geralmente como prática constante, significa literalmente “repetição”. Há duas formas de se interpretar este termo: uma positiva e uma negativa.
Na Índia de Patañjali, Yoga e meditação são sinônimos, ou quase. Na prática que alguns professores ensinam aqui em Ocidente, a meditação ocupa um lugar muito pequeno. Há outros que simplesmente nem sequer falam no assunto. Alguns falam sobre meditação em movimento, durante os āsanas, mas a verdade é que o Yoga está pagando um preço muito alto pela sua popularização. Esse preço é o da distorção, da banalização, da perda do conteúdo mais essencial.
Mūlabandha, a ativação da musculatura do solo pélvico, é fundamental para manter a qualidade de vida e a saúde geral, por uma ampla série de razões. O nome significa “fecho da raiz”. Trata-se de uma técnica sutil e poderosa do Yoga que consiste na ativação e elevação dos músculos do assoalho pélvico. Sua prática traz […]
Este é o terceiro mantra da Gaṇapati Athārvaśīrṣopaniṣat, uma das principais 108 Upaniṣads. Ela é uma prece que pede proteção a Śrī Gaṇeśa, o deus com cabeça de elefante e senhor do karma, aquele que coloca e remove os obstáculos.
Não sou pai nem mãe, nem parente, nem doador, nem filho nem filha, nem quem recebe nem quem sustenta. Nem a esposa, nem o conhecimento das coisas do mundo, nem tampouco [posso buscar segurança na] minha profissão. Você é o meu refúgio. Só você é o meu refúgio, Mãe Bhavanī. || 1 ||
Com fazer nossas escolhas, quando defrontados com dilemas aparentemente insolúveis desde o ponto de vista ético? Como conduzir nossas ações para nos manter alinhados com o princípio da não-violência? Como devemos ou podemos viver, de fato, a vida de Yoga?
Bhramārī é um dos exercícios mais eficientes de retração dos sentidos. A retração dos sentidos é o passo prévio e essencial para realizar os estados profundos da meditação
A prática do Yoga pode ser uma aliada poderosa no processo da recuperação da histerectomia e dos efeitos secundários da quimioterapia, pois traz benefícios tanto em nível físico quanto em nível emocional e mental.
O universo inteiro é a manifestação de uma Realidade chamada Brahman, que é sutil e imperceptível. Essa afirmação não é tão descabida quanto possa parecer, e é apoiada na experiência do sonho que vivemos todas as noites. Quando você sonha, as coisas parecem reais. Mas elas são, em verdade, manifestações do pensamento do sonhador.
Aśviṇī mudrā, o gesto da égua, é uma das técnicas fundamentais do Haṭhayoga. Ela aparece na Gheraṇḍa Saṁhitā (III:82), um dos textos fundamentais da tradição do Yoga tántrico que deu origem ao Yoga que você pratica hoje em dia. O nome deriva do fato de que, ao fazermos esta mudrā, contraímos o assoalho pélvico de maneira ritmada, como fazem as éguas depois de urinar.
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