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Glossário Sânscrito da Bhagavadgītā

Glossário da Gītā A Acārya – mestre, preceptor. Acyuta – firme, forte, imutável, eterno, imortal. Um dos títulos de Viṣṇu e de Kṛṣṇa. Adharma – injustiça, impiedade. Ver dharma. Adhibhūta – Ser supremo. Adhidaiva – Divindade suprema. Adhiyajña – sacrifício supremo. Ādhyātman – Espírito supremo. Āditya – o Sol. Ādityas – filhos de Āditi, mãe dos deuses. As […]

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Glossário Sânscrito da Bhagavadgītā 1

Glossário da Gītā

A

Acārya – mestre, preceptor.

Acyuta – firme, forte, imutável, eterno, imortal. Um dos títulos de Viṣṇu e de Kṛṣṇa.

Adharma – injustiça, impiedade. Ver dharma.

Adhibhūta – Ser supremo.

Adhidaiva – Divindade suprema.

Adhiyajña – sacrifício supremo.

Ādhyātman – Espírito supremo.

Āditya – o Sol.

Ādityas – filhos de Āditi, mãe dos deuses. As doze personificações do Sol em cada signo do Zodíaco, que presidem os doze meses do ano. Seu chefe é Viṣṇu, que preside o mês em que começa a primavera.

Agni – fogo ou deus do fogo.

Ahaṅkāra – egotismo, ou consciência do ser pessoal. O princípio graças ao qual adquirimos o sentimento da própria personalidade, e a ilusória noção de que o não-Eu (corpo) é o Eu (Espírito), a atribuição de todas as ações do Eu que é inativo e imutável.

Airāvata – rei dos elefantes, cavalgadura do deus Indra.

Ākaśa – espaço, éter.

Amṛta – néctar dos deuses, ambrósia ou alimento da imortalidade.

Ananta – rei dos nāgas. Serpente de mil cabeças, sobre cujo corpo descansa Viṣṇu. Ao fim de cada kalpa, vomita um fogo devorador que destrói toda a criação. É símbolo da eternidade.

Antaḥkaraṇa – as faculdades internas: buddhiahaṅkāra e manas, que, consideradas em conjunto, constituem o “orgão interno”, ou alma, cuja atividade se estende ao passado, presente e futuro.

Antarātman – ser.

Aparaprakṛti – a natureza inferior da divindade.

Glossário

Arjuna – terceiro dos príncipes Pāṇḍavas. Filho de Pāṇḍu e Priṭhā, ou Kuntī. Na verdade, Arjuna foi misticamente engendrado pelo deus Indra.

Ārya – nobre.

Āryaman – chefe dos pitṛs.

Asat – não-ser. A natureza objetiva considerada ilusória.

Asita – um dos ṛṣis.

Asuras – demônios, inimigos dos suras (deuses).

Ātman – o Eu Supremo, Espírito. Significa também: natureza, essência, caráter, vida, coração, mente, inteligência, pensamento, etc.

Avatāra – equivale a encarnação, especialmente de um deus que desce à Terra assumindo uma forma visível.

Avyakta – imanifesto, invisível.

Avyaya – imutável, imperecível.

Aśvattha – figueira sagrada.

Aśvatthāma – filho de Drona, um dos comandantes do exército Kaurava.

Aśvins – gêmeos filhos do Sol, chamados Nāsatya e Dasra.

B

Bhagavadgītā – Canto do Senhor.

Bhakti – adoração, devoção, amor divino.

Bhakti Yoga – caminho da devoção.

Bhārata – suposto primeiro rei da Índia.

Bharatīya – descendente de Bhārata.

Bhima – segundo dos príncipes Pāṇḍavas, engendrado misticamente por Váyu, deus do ar. Comandante do exército Pándava.

Bhīsma – cunhado de Vicitravīrya, chefe do exército Kaurava.

Bhṛgu – chefe dos grandes rishis.

Bhūtas – espíritos elementares. Segundo a fantasia popular, são larvas, vampiros, duendes, fantasmas ou espíritos maléficos que freqüentam cemitérios, animam os corpos dos mortos e devoram seres humanos.

Brahman – o Ser Supremo, o Absoluto, o Espírito Universal e Eterno; o Impessoal, Supremo e inconcebível princípio do Universo.

Brahmā – divindade material e perecível, personificação do poder criador de Brahman.

Brahmacarya – voto de castidade.

Brahmasītra – aforismos relativos ao Ilimitado, Brahman.

Brāhmaṇa ou Brâmane – indivíduo da casta sacerdotal, a primeira das quatro castas da Índia. Comentários ou interpretações de certas partes dos Vedas.

Bṛhaspati – sacerdote de Indra, preceptor dos deuses. O planeta Júpiter.

Bṛhat Saman – o grande hino. Faz parte do Sama Veda.

Buddhi – intelecto, razão, juízo, entendimento, conhecimento. O poder pensante em si mesmo, independente das impressões recebidas pelos sentidos; a faculdade de julgar, discernir e decidir.

Buddhi Yoga – caminho do conhecimento.

C

Caitanya – mente, entendimento, inteligência, consciência.

Cakra – disco, arma de arremesso.

Cara – móvel, animado.

Cekitāna – rei dos Pándavas.

Cela – discípulo, neófito.

Ceta – mente, pensamento, ânimo, coração, alma.

Citraraṭha – chefe dos Gandharvas, ou músicos celestes.

Citta – mente, inteligência, pensamento. Ver Antaḥkaraṇa.

D

Daityas – gigantes descendentes de Diti. Lutaram com os deuses pela soberania dos céus; vencidos, refugiaram-se no inferno.

Dānavas – gigantes ou demônios descendentes de Dánu.

Deva – ser celestial, divindade inferior.

Devala – um dos filhos de Vishwamitra. Por sua grande sabedoria, chegou a ser um dos sete Rishis.

DevaṛṣisRishis divinos. Semideuses que habitam o céu de Indra.

Dhanañjaya – que acumula riquezas.

Dharma – lei, religião, justiça, dever, piedade, virtude, prática. Deus da justiça.

Dhriṣṭadyumna – filho de Drupada, um dos chefes do exército Pándava.

Dhṛṣṭaketu – rei de Cedi, aliado dos Pāṇḍavas.

Dhritarāṣṭra – rei de Hastināpura. Cego de nascença, teve que renunciar ao trono em favor de Pāṇḍu, seu irmão menor. Teve cem filhos com Gāndharī. O mais velho era Duryodhana.

Draupadī – nome de família da filha do rei Drupada, esposa comum dos cinco príncipes Pāṇḍavas.

Drona – sábio brāhmaṇa, preceptor militar dos príncipes Kauravas e Pāṇḍavas, um dos chefes do exército Kaurava.

Drupāda – rei dos Pancālas, um dos chefes do exército Pāṇḍava.

Duryodhana – primogênito dos príncipes Kaurava, filho de Dhritarāṣṭra. Dominado pela inveja e pela ambição, foi causa da guerra entre Kauravas e Pāṇḍavas.

Dvandva – pares contrários. É a suscetibilidade ao prazer e à dor, a luta das paixões, a ilusão nascida das simpatias e antipatias.

Dvīja – duas vezes nascidos. Título dado em geral aos brāhmaṇas.

G

Gandhārvas – seres celestiais, músicos ou cantores dos deuses. Habitam o paraíso de Indra.

Gāndīva – que fere no rosto. Nome do arco de Arjuna, presente de seu pai, o deus Indra.

Gītā – canto, poema, hino.

Govinda – vaqueiro. Kṛṣṇa recebeu esse qualificativo por ter sido criado na família de um vaqueiro chamado Nanda.

Guḍākeśa – senhor do sono, ou “de cabeleira redonda”, sobrenome de Arjuna.

Guṇas – os três modos, qualidades ou atributos que constituem a matéria: sattva, rajas e tamas.

Guru – qualquer pessoa venerável ou digna de respeito. Mestre espiritual.

H

Hari – um dos nomes de Viṣṇu. O que dissipa a ignorância.

Hṛṣikeśa – senhor dos sentidos, “o de cabeleira frisada”. Sobrenome de Krishna.

I

Ikṣvāku – filho do legislador Manu; primeiro rei da Dinastia Solar e um dos ṛṣis reais.

Indra ou Vāsava deus do firmamento, rei das divindades siderais.

Indrīyas – Os cinco órgãos de sensação ou percepção e os cinco órgãos de ação.

Īśvara – Deus, Senhor, Soberano.

J

Jāhnavī – filha de Jahnu, o rio Ganges.

Janaka – rei de Mithila, um dos grandes ṛṣis, célebre por sua sabedoria e santidade.

Janārdhana – sobrenome de Vishnu e de Kṛṣṇa. Significa “perseguidor de inimigos”, “o adorado pela humanidade”, etc.

Japayajña – sacrificlo que consiste na recitação em voz baixa, fórmulas, orações ou textos sagrados.

Jiva – vida, ser vivente, o Eu ou espírito individual.

Jivātman – espírito individual encarnado em um ser.

Jñāna – conhecimento, saber, inteligência. Conhecimento adquirido através dos livros, ou de ensinarnentos orais dos mestres.

Jñāna YogaYoga da sabedoria ou conhecimento.

Jayadratha – rei dos Sivis, ou Sindhavas, um dos chefes do exército Kuru.

K

Kāla – tempo, morte.

Kalpa – um ciclo, ou seja, um Dia de Brahman.

Kāma – Deus do amor e senhor das ninfas celestes. É representado como um belo rapaz, armado de arco e cinco flechas enfeitadas com flores, com que fere os sentidos. Significa também: desejo, amor, prazer, inclinação, etc.

Kāmadhenu – vaca da abundância, da qual se podia extrair o que se quisesse.

Kandarpa – outro nome de Kāma.

Kapila – célebre asceta (muni), fundador do sistema Sāṅkhya.

Karma – ação, obra, função, ofício, cargo, dever, etc. Também significa o destino que surge da natureza de cada indivíduo, moldado por suas palavras, ações, pensamentos e desejos (da existência atual ou das anteriores).

Karma Yoga – devoção através das obras. Caminho da ação.

Karmendrīyas – Os cinco órgãos ou poderes de ação.

Karṇa – rei de Anga e um dos chefes dos Kurus.

Kavi – poeta, sábio.

Kṣatrīya – guerreiro. Indivíduo pertencente a segunda casta da Índia.

Kṣetra – matéria, ou seja, o campo, meio, veículo ou corpo em que reside o espírito.

Kṣetrājña – conhecedor de kṣetra, o espírito.

Keśava – outro dos nomes de Kṛṣṇa. Significa “o de abundante cabeleira”.

Kṛṣṇa – oitava encarnação de Viṣṇu; o Salvador; o deus mais popular da Índia. Filho de Vasudeva e Devakī, era primo de Arjuna. Para escapar da perseguição de seu tio Kaṇsa, foi entregue aos cuidados de uma família de pastores, que vivia do outro lado do rio Yamuṇā. Percorreu a Índia com seus discípulos, predicando.

Kṛpa – rei dos Pancalas, um dos chefes do exército kaurava.

Kroḍha – ira, cólera, furor, ódio, paixão.

Kumāras – Sanaka, Sanandana, Sanātana e Sanatkumāra. Nasceram da mente de Brahmā.

Kuṇṭī ou Pṛthā – uma das esposas de Pāṇḍu, mãe de Yudiṣṭīra, Bhīma e Arjuna, engendrados misticamente pelos deuses Dharma, Vāyu e Indra.

Kuru – antigo rei, antecessor comum dos Kurus e dos Pandavas.

Kurukṣetra – campo de Kuru. Lugar santificado pelos atos piedosos de Kuru.

Kuvera – deus das riquezas. Habita as regiões das trevas como rei dos Yakṣas e Rākṣasas, que são os guardiães de seus tesouros.

Kuśa – erva sagrada da Índia.

L

Liṅgaṁ – corpo sutil constituído pelo buddhiahaṅkāra, manas e pelos dez indriyas, unidos pelos cinco elementos sutis (tanmātras).

Loka – mundo, região, lugar, geração, humanidade.

M

Mādhava – sobrenome de Krishna.

Madhu – gigante morto por Krishna.

Mahābāhu – “o de braço poderoso”, título dos príncipes ários.

Mahabhārata – a grande guerra dos Bhāratas. Epopéia indiana. A Bhagavadgītā é um dos seus episódios.

Mahabhītas – Os cinco elementos compostos: espaço, ar, fogo, água e terra.

Mahaṛṣis – grandes ṛṣis.

Mahātma – grande alma.

Mahākalpa – período de tempo que compreende cem anos de Brahmā.

Mahāyuga – grande idade. Consta de quatro yugas (idades).

Makra – monstro marinho, montado por Varuṇa, o deus do oceano.

Manas ou Manaḥ – o sentido interno, que comanda a ação dos sentidos e analisa, sintetiza e elabora as impressões transmitidas por estes.

Mantra – oração, hino ou canto religioso.

Manu – personificações do pensamento divino, presidem os diversos ciclos da existência.

Manvantāra – Dia de Brahmā.

Mārici – chefe dos Maruts, personificações dos ventos. Um dos antecessores solares da Humanidade, um dos sete ṛṣis originais.

Maruts – deuses ou personificações dos ventos.

Māyā – ilusão. O poder mágico do pensamento, capaz de criar formas ilusórias, criador do mundo dos fenômenos.

Medhā – inteligência, conhecimento, sabedoria.

Mokṣa – Libertação, salvação. Libertação de todo nexo com a matéria. União do espírito individual com o espírito universal.

Mīlaprakṛti – matéria primordial, informe e indiferenciada, da qual surgem todas as formas materiais do Universo.

Muni – santo inspirado, asceta que observa o voto do silêncio e vive isolado, entregue à contemplação.

N

Nāgas – serpentes com rosto humano, dotadas de grande sabedoria e linguagem.

Nakula – quarto dos príncipes Pāṇḍavas, filho de Madrī, engendrado por Nāsatya.

Nara – homem.

Narada – um dos dez progenitores da Humanidade, nascidos de Brahmā.

Nāraka – inferno, lugar onde os mortais expiam suas culpas, sofrendo o castigo que merecem.

Nirvāṇa – completa absorção do Eu, ou espírito individual no espírito universal, de que é uma parte. O homem deixa de existir como homem para existir como Deus em um estado de repouso consciente na onisciência, em eterna bem-aventurança.

O

Oṁ – Apontador para o Ilimitado.

P

Pāṇḍava – nome derivado de Pāṇḍu, designa seus descendentes.

Pāṇḍita – professor, sábio.

Pāṇḍu – segundo filho de Vyāsa, irmão do rei cego Dhritarāṣṭra, pai adotivo dos cinco príncipes Pāṇḍavas.

Parabrahman – supremo Brahman.

Paramātman – espírito supremo.

Parameṣvara – Senhor suprerno. Um dos nomes de Viṣṇu.

Parantapa – perseguidor de inimigos.

Paraprakṛti – a natureza superior da divindade.

Pārṭha – nome de família de Arjuna, filho de Prithā.

Pāvaka – fogo, ou deus do fogo.

Piṣācasasuras inferiores, gênios maus, ou vampiros.

Pitṛs – deuses manes, deuses lunares, antecessores da Humanidade. Manes dos antepassados.

Prahlāda – rei dos Daityas.

Prajapáti – progenitor, criador.

Prakṛti – natureza material em oposição a Puruṣa, ou Espírito. Eterna e incriada como o Espírito, diferencia-se deste por ser inconsciente, ativa e sempre sujeita a transformações.

Pralaya – dissolução, destruição, fim, morte. A noite de Brahmā, ou período de dissolução do Universo.

Prāṇa – princípio de vida, alento vital.

Prāṇāyāma – um dos exercícios preparatórios do Yoga.

Pranava – lisonja, ou expressão laudatória.

Pretas – seres humanos desencarnados que habitam as regiões das sombras.

Puruṣa – homem, ser masculino, princípio criador, espírito divino. Espírito em contraposição à matéria (Prakṛti), princípio espiritual, eterno consciente, incriado, inativo e imutável.

Puruṣottama – princípio supremo, espírito ou ser. Título da divindade suprema.

Purujit – aliado dos Pāṇḍavas.

R

Rājaṛṣis – ṛṣis reais.

Rajas – segunda qualidade da matéria. Paixão, agitação, mobilidade, atividade, ambição, dor, etc.

Rakṣasas – espíritos malignos inimigos dos deuses e dotados de grande poder.

Rāma – sétima encarnação de Viṣṇu.

Ṛṣis – sábios que, mesmo depois de completar sua evolução como homens, permanecem em contato com a Humanidade, ajudando-a a progredir.

Ṛgveda – o mais antigo dos Vedas.

Rudras – seres celestiais, semideuses, senhores dos três mundos celestiais. São onze e personificam os onze atributos de Śiva. Seu chefe é Hara, ou Śaṅkara, que é o próprio Śiva, terceira pessoa da trindade hindu.

S

Sādhyas – santos, perfeitos. Divindades inferiores ou deuses cósmicos que habitam a região intermediária entre o Céu e a Terra.

Sahadeva – quinto dos príncipes Pāṇḍavas. Filho de Madrī, engendrado por Daśra.

Samādhi – absorção meditativa.

Saṁsāra – ciclo de nascimentos e mortes, a vida transmigratória, existência terrena.

Sāṅkhya – um dos seis Darśanas, ou sistemas filosóficos da Índia, fundado por Kapila.

Saṁnyāsa – renúncia, abandono. Renúncia à ação relacionada com os desejos.

Saṁnyāsin – renunciante. Asceta que vive isolado, dedicando-se exclusivamente a contemplação e ao conhecimento do Espírito.

Sañjaya – śutā (condutor da carruagem do) do rei Dhṛtarāṣṭra. Dotado por Vyāsa da percepção celeste, para poder informar o rei cego dos detalhes da batalha, inclusive do diálogo entre Kṛṣṇa e Arjuna.

Sarga – emanação, criação.

Sat – Aquele que é, o Ser, a Realidade Única.

Sattva – a primeira das três qualidades da matéria: bondade, pureza, verdade, luz, placidez, estabilidade, energia, etc.

Siddhas – seres humanos que por seu saber e santidade chegam a uma condição semidivina.

Śābdabrahman – literalmente “Palavra-Brahman”, os Vedas, ou seja, a palavra divina.

Shankara – “o que causa a felicidade”; um dos nomes do deus Śiva.

Śāstra – escritura, livro sagrado, ensinamento, lei, preceito.

Śiva – terceira pessoa da trindade hindu, o deus destruidor, que destrói para regenerar.

Śraddhā – confiança.

Śruti – revelação.

Śūdra – indivíduo da casta inferior, a dos servos.

Śvapāka – pária, homem degradado. Literalmente, “o que come carne de cachorro”.

Skanda – segundo filho de Śiva, o deus destruidor. Deus da guerra, o planeta Marte.

Sloka – estância, versículo.

Soma – a Lua, a seiva, bebida sagrada.

Subhadrā – irmã de Kṛṣṇa, esposa de Arjuna.

Suras – deuses inferiores em luta contínua com os asuras (demônios). São chefiados pelo deus Indra.

Śuṭā – condutor de carro.

Svārga – céu, paraíso de Indra, situado no monte Meru.

T

Tamas – terceira das qualidades da matéria. Escuridão, trevas, torpeza, ignorância, apatia, negligência, inércia, insensatez, etc.

Tanmātras – Os cinco elementos sutis, correspondentes aos cinco sentidos.

Tat – Aquele, o Universo.

Tattva – essência, realidade, verdade. A realidade absoluta.

Trimurti – trindade composta pelas três divindades: Brahmā (criador), Viṣṇu (conservador) e Śiva (destruidor ou regenerador).

Tyāga – renúncia ao fruto das ações.

U

Uccaiśravas – cavalo branco de Indra.

Ucmapas – uma classe de pṛtis.

Upādhi – condição, limitação, base, veículo, corpo.

Upaniṣad – doutrina secreta. Exposição do sentido místico dos Vedas.

Uragas – serpentes divinas, dotadas de grande sabedoria.

Uśana – sábio preceptor dos asuras.

V

Vāda – a principal forma de argumentação. Palavra.

Vainateya – ave sagrada de Viṣṇu.

Vaiṣya – indivíduo pertencente à terceira casta, a dos comerciantes e agricultores.

Vārṣṇeya – descendente de Vṛṣṇī. Nome de família de Kṛṣṇa.

Varuṇā – deus do oceano.

Vāsanās – impressões deixadas pelas experiências vividas no buddhi. Constituem a memória, o instinto, as aptidões e as tendências de cada indivíduo.

Vasanta – primavera.

Vásava – um dos nomes de Indra.

Vasus – seres semidivinos, personificações dos fenômenos cósmicos.

Vásudeva – nome herdado por Krishna de seu pai.

Vāsuki – rei das serpentes do inferno.

Vāyu – deus do ar; o ar.

Vedānta – o sistema de interpretação dos Vedas. Uma das seis escolas filosóficas da Índia.

Vedas – Escrituras sagradas. Antiquíssirnos, supostamente revelados pelo próprio Brahmā. Inicialmente transmitidos por tradição oral, foram rnais tarde compilados por Vyāsa.

Vibhāga – separação, distinção, diferença, divisão, distribuição, participação.

Viṣṇu – segunda pessoa da trindade indiana, o deus conservador. É manifestação da energia solar e, por isso, chefe dos Ādityas.

Vijñāna – conhecimento superior, intuitivo, percepção imediata e clara da verdade.

Vikarna – terceiro filho de Dhṛtarāṣṭra.

Vivasvāt – o que tudo ilumina. O deus-Sol.

Viśvas – deuses inferiores relacionados com as cerimônias fúnebres.

Vṛṣṇi – filho de Yadu e um dos antecessores de Kṛṣṇa, que por isso leva o nome de Varṣṇeya (descendente de Vriṣṇī).

Vyākta – manifesto, visível, diferenciado.

Vyāsa – compilador. O mais conhecido é Kṛṣṇa Dvaipāyaṇa, que compilou o Mahabhārata e o Vedānta.

Y

Yajña – adoração, devoção, culto, sacrifício.

Yakṣas – demônios ou espíritos malígnos.

Yama – juiz dos mortos.

Yoga – união, conexão, meio, caminho, obra, prática, exercício, esforço, poder, aplicação, atenção, aquisição, harmonia, equilíbrio, recolhimento, concentração mental, meditação, contemplação, devoção, regra, doutrina, ensinamento, livro, tratado, discurso, etc. Designa também o sistema filosófico de Patañjali. Na acepção de “caminho”, ou meio de conhecimento, comporta três divisões: 1) Karma Yoga, caminho da ação, ou devoção através das obras; 2) Jñāna Yoga, caminho do conhecimento, que consiste no domínio dos sentidos e da mente, fazendo com que esta se concentre na contemplação do espírito, para receber dele a iluminação; 3) Bhakti Yoga, caminho da devoção amorosa ao Ser Supremo. No sistema de Patañjali, Yoga designa a união do eu humano com o Eu divino, através da prática assídua da meditação. Graças a essa união mística, o homem adquire um domínio completo sobre o corpo, que lhe permite gozar da percepção das verdades eternas do mundo visível e invisível e desenvolver faculdades maravilhosas, latentes no gênero humano.

Yogamāyā – o poder criador de ilusão.

Yogayukta – consagrado ao Yoga, imerso em meditação.

Yogeśvara – Senhor do Yoga.

Yogi – devoto, asceta, místico.

Yudiṣṭīra – o maior dos príncipes Pāṇḍavas, filho de Kuntī, engendrado por Dharma, o deus da justiça.

Yuga – idade ou vasto período de tempo. Os yugas anteriores ao atual foram: Kṛta Yuga, ou Idade de Ouro; Treta Yuga, ou Idade de Prata; e Dvāpara Yuga, ou Idade de Bronze. Atualmente nos encontramos no Kali Yuga, Idade Negra, ou Idade de Ferro, iniciada há uns cinco mil anos.


॥ हरिः ॐ ॥

Saiba mais aqui:
1. O Yoga da Bhagavadgītā
2. A História da Bhagavadgītā
3. Introdução ao estudo da Bhagavadgītā

Traduzido do castelhano para o português por Eloísa Ferreira.
Publicado originalmente pela Editora Três, de São Paulo, em 1973, na Biblioteca Planeta, Volume 7.

Digitado por Cristiano Bezerra.

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