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O sadhu e os poderes paranormais

O sadhu, retirado na montanha, meditava numa pequena e escura caverna. Nachiketas, recém retornado do seu encontro com o Senhor da Morte, Yamah, chegou silenciosamente à entrada da caverna para ter com o sábio

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O sadhu, retirado na montanha, meditava numa pequena e escura caverna. Nachiketas, recém retornado do seu encontro com o Senhor da Morte, Yamah, chegou silenciosamente à entrada da caverna para ter com o sábio. Trazia consigo uma pergunta que há anos o atormentava.

– Caro sábio, desculpe-me interromper a sua meditação, mas tenho uma dúvida que carrego comigo. Preciso esclarecê-la, ou não conseguirei concentrar-me no caminho espiritual.

O sadhu estendeu a mão em abhaya mudrá e, sem pronunciar qualquer palavra, autorizou o jovem menino a direcionar-lhe o questionamento.

– Tenho 13 anos e ainda não consegui uma resposta quando faço essa pergunta a outras pessoas.

Novamente o sábio gesticulou lenta e silenciosamente, incentivando o menino a lançar o questionamento.

– Com esses cabelos tão longos e tão embaraçados, em com a vida simples que levam, como, vocês sadhus, conseguem suportar os piolhos e ainda sentar em meditação por horas, como se fossem o próprio senhor Shiva?

O sadhu, desta vez sem se mover respondeu em tom baixo e sereno, porém firme e seguro:

Siddhi.

Surpreso, Nachiketas retrucou:

-Como assim, existe um siddhi, um poder paranormal específico para dirimir piolhos? Já estudei todos os Yogashastras e nunca ouvi falar nisso. Qual é este siddhi?

Ainda calmo e firme, o sadhu respondeu:

– Neo-siddhi.

Tales edita os Cadernos de Yoga, www.cadernosdeyoga.com.br e é professor de Yoga em Florianópolis.

5 respostas para “O sadhu e os poderes paranormais”

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Ótimo Tales! Quando der aquela viajada, fatalmente me lembrarei disto, hehehehhe. Pratyahárá, tenho me dedicado bastante. Valeu! É sempre bom ler seus textos.

  3. É irmão Talito, pelo que vejo, Nachiketas continua incomodando todo o mundo! Ô garoto chato! Grande abraço!

  4. Ah, esse Tales!!! Eu fui lendo, toda séria, pensando se tratar de algo igualmente muito sério e puff! uma bela piadinha yogi para alegrar meu domingo!!! Valeu, Tales, por trazer colorido ao já tão colorido dia de outono carioca! Me diverti muito! É o alto-astral e o bom-humor que nos ajudam nas durezas do dia-a-dia!!! Beijocas!

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