Meditação, Pratique

Amrita dhyána, a meditação no néctar celestial

Amrita é o néctar, um gosto que se percebe com a prática do jíhva bandha, a contração da língua que se faz elevando e pressionando-a contra a parte posterior da úvula, no palato mole.

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Amrita é o néctar, um gosto que se percebe com a prática do jíhva bandha, a contração da língua que se faz elevando e pressionando-a contra a parte posterior da úvula, no palato mole. Esse ponto é chamado sangam ou trivêni, confluência das três principais nádís na altura da garganta. A contração massageia indiretamente a glândula pineal no cérebro e produz diferentes sensações nas papilas gustativas, todas muito reais, que vão desde gostos alcalinos, amargos e lácteos até o gosto do elixir lunar. O jíhva bandha impede que o amrita, que se concentra no soma chakra, entre o ájña e o sahásrara, escoe para os chakras inferiores. O praticante deve deixar a língua contraída desta forma e voltar o olhar para o intercílio, fazendo bhrúmadhya drishti.

No início pode ser um tanto dificultoso manter a contração durante muito tempo, pois acontecem pequenas dores na musculatura da garganta e intensa salivação; não obstante, com a prática o bandha fica mais agradável e fácil de manter por um bom tempo. Algumas pessoas chegam ao extremo de cortar o freio da língua, coisa que desaconselhamos pois seria equivalente a cortar um músculo que estivesse incomodando para fazer algum ásana.


Extraído do livro Guia de Meditação.

Pedro nasceu no Uruguai, 54 anos atrás. Conheceu o Yoga na adolescência e pratica desde então. Aprecia o o Yoga mais como uma visão do mundo que inclui um estilo de vida, do que uma simples prática. Escreveu e traduziu 10 livros sobre Yoga, além de editar as revistas Yoga Journal e Cadernos de Yoga e o website www.yoga.pro.br. Para continuar seu aprendizado, visita à Índia regularmente há mais de três décadas.
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