Prāṇāyāma, Pratique

Viloma Prāṇāyāma: 2 Respiratórios Energizantes

Viloma significa inverso, contrário. O exercício recebe esse nome porque a maneira de respirar nele é oposta à natural.

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viloma

Viloma significa inversocontrário. O exercício recebe esse nome porque a maneira de respirar nele é oposta à natural, inspirando quando sentimos necessidade de expirar ou expirando quando temos necessidade de inspirar. Temos duas variações deste poderoso prāṇāyāma.

Técnica do viloma prāṇāyāma 1

A característica principal desse exercício é a técnica empregada para inspirar: a inalação no viloma prāṇāyāma 1 é feita com sucessivas paradas antes de encher por completo os pulmões com ar.

Com isto você obterá um maior controle do processo respiratório. É importante que ela seja feita com ritmo, mas se você não conseguir fazê-lo logo no início, tente primeiramente dominá-la sem ele.

Sentado com as costas eretas, elimine todo o ar dos pulmões. Inspire enchendo a parte baixa durante dois tempos. Faça uma pausa de dois mātras.

Um mātra é uma unidade de contagem de tempo, próxima de um segundo.

Continue agora a mesma inspiração durante mais dois mātras, completando a respiração baixa e enchendo também a região média.

Faça uma segunda parada, com essa mesma duração. Continue inspirando durante dois tempos e depois pare outra vez pelo mesmo período.

Complete e inspiração, enchendo a parte alta dos pulmões e em seguida um kūṁbhaka por mais dois mātras. Logo mais, expire com suavidade, como no ujjayī.

O número de retenções durante a inalação no viloma é individual: podem ser duas, três ou quatro.

Se você se sentir confortável neste exercício, poderá aumentar o período de retenção com os pulmões cheios, ainda fazer mūlabandha, a contração dos esfíncteres do ânus e da uretra. Faça dez ou quinze ciclos.

Viloma prāṇāyāma 2

Nesta variação do viloma faremos pausas sucessivas durante a exalação. Inspire profundamente, enchendo por completo os pulmões e fazendo a contração da glote.

Retenha o ar por um tempo similar ao da inalação, fazendo mūlabandha. Inicie a exalação contando dois mátras e esvaziando a parte alta da caixa torácica.

Retenha a respiração por dois tempos e depois continue exalando o ar da região média durante outros dois mátras. Pare por mais dois e finalmente conclua esvaziando a parte abdominal no mesmo lapso de tempo.

Isto é um ciclo completo. Faça entre dez e quinze deles. Se quiser, introduza a contagem do ritmo fazendo repetição mental do bíja mantra do viśuddha cakra.

Efeitos

A primeira variante do viloma beneficia pessoas que sofrem de pressão baixa, enquanto a segunda serve para quem tiver pressão alta. Ambas auxiliam muito no domínio total do processo respiratório, pois expandem a estrutura ósseo-muscular da caixa torácica.


Extraído do livro Guia de Meditação.

॥ हरिः ॐ ॥ 

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Pedro Kupfer em Pratique, Yoga na Vida
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