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Bhandara: homenagem aos sadhus

A cada ano, quando se celebra o aniversário do falecimento de Swami Tarananda, mestre de Swami Dayananda, o Ashram celebra seu mahasamadhi com um bhiksha bhandara, um banquete oferecido aos sadhus de Rishikesh no fim do mês de fevereiro que à vezes se estende por cinco ou sete dias.

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A cada ano, quando se celebra o aniversário do falecimento de Swami Tarananda, mestre de Swami Dayananda, o Ashram de Rishikesh celebra seu mahasamadhi com um bhiksha bhandara, um banquete oferecido aos sadhus de Rishikesh no fim do mês de fevereiro que à vezes se estende por cinco ou sete dias.

Esta breve explanação sobre o que essa bhandara significa foi dada por Swamiji durante um satsang em 28 de fevereiro de 2010. As fotografias foram feitas por Renata Mendes, nessa ocasião.

Pujya Swamiji saudando os convidados.

Palavras de Swamiji:

“Hoje é a celebração do aniversário do mahasamadhi, o falecimento de um dos meus mestres, Swami Tarananandaji. Essa celebração chama-se bhandara. Bhandara não é apenas alimentar os sadhus. É uma festa, na qual honramos eles e o que eles representam na nossa tradição. Isso se chama bhiksha bhandara.


Saudando os sadhus.

“Você não questiona o tipo de prática que eles fazem. Sadhus são sadhus, e nós respeitamos todos eles, sem lgamentos de nenhum tipo. Isso é bom, e é uma bênção para todos. A atitude durante a bhandara é uma atitude de reverência pela instituição dos sadhus.

“Não fazemos nenhuma pergunta. Apenas mantemos a porta aberta. Damos a todos o benefício da dúvida, sem nenhum tipo de julgamento. Isso é uma bênção. Assim cada um recebe o respeito dos demais. Eu respeito eles. Eles me respeitam. Eu conheço alguns deles bem, outros de vista, e outros não conheço.

Harih Om!

“Swami Tarananandaji viveu quase que a sua vida inteira no Kailash Ashram. Ele foi um grande erudito e um grande santo também. Mantinha igualmente um ashram em Uttarkashi, onde se concentravam aqueles que queriam aprender.

“Afora ele, tinha no Kailash Ashram um Swami chamado Chidananda, outro chamado Swatrantryananda e outro chamado Hariharananda Tirtha. Eles nos instruíam o dia inteiro. Esse período e ensinamentos foi muito importante para mim”.

Sadhus sendo servidos pelos estudantes de Swamiji.

Bênçãos e bom apetite!

Uma panorâmica do Ashram, com o sagrado Ganges ao fundo.

Bom proveito!

Atrás das montanhas, do outro lado do rio, está o templo de Nilakantha.

A tenda parece a vela do barco no qual, segundo as escrituras,
atravessamos o oceando do sofrimento, o samsara.

Os sadhus comem no chão, em pratos feitos de folhas secas.
Mais “ecológico”, impossível.

Atrás dos convidados, o templo de Gangadhareshvara,
o Shiva que sustenta o sagrado rio Ganges.

Swamiji homenageia a imagem do seu mestre,
Swami Taranandaji.

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Este é o blog da Renata: http://actveda.blogspot.com/

Swāmi Dayānanda Saraswatī (1930-2015) ensinou a sabedoria tradicional do Vedanta por cinco décadas, na Índia e em todo o mundo. Seu sucesso como professor é evidente no sucesso dos seus alunos: mais de 100 deles são agora Swāmis, altamente respeitados como estudiosos e professores.

Dentro da comunidade hindu, ele trabalhou para criar harmonia, fundando o Hindu Dharma Acharya Sabha, onde chefes de diferentes seitas podem se reunir para aprender uns com os outros.

Na comunidade religiosa maior, ele também fez grandes progressos em direção à cooperação, convocando o primeiro Congresso Mundial para a Preservação da Diversidade Religiosa.

No entanto, o trabalho de Swāmi Dayānanda não se limitou à comunidade religiosa. Ele é o fundador e um membro executivo ativo do All India Movement (AIM) for Seva.

Desde 2000, a AIM vem trazendo assistência médica, educação, alimentação e infraestrutura para as pessoas que vivem nas áreas mais remotas da Índia.

Havendo crescido em uma pequena vila rural, ele próprio entendeu os desafios particulares de acessar a ajuda enfrentada por pessoas de fora das cidades. Hoje, o AIM for Seva estima ter ajudado mais de dois milhões de pessoas necessitadas em todo o território indiano.

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