Swāmi Dayānanda Saraswatī

Swāmi Dayānanda Saraswatī (1930-2015) ensinou a sabedoria tradicional do Vedanta por cinco décadas, na Índia e em todo o mundo. Seu sucesso como professor é evidente no sucesso dos seus alunos: mais de 100 deles são agora Swāmis, altamente respeitados como estudiosos e professores.

Dentro da comunidade hindu, ele trabalhou para criar harmonia, fundando o Hindu Dharma Acharya Sabha, onde chefes de diferentes seitas podem se reunir para aprender uns com os outros.

Na comunidade religiosa maior, ele também fez grandes progressos em direção à cooperação, convocando o primeiro Congresso Mundial para a Preservação da Diversidade Religiosa.

No entanto, o trabalho de Swāmi Dayānanda não se limitou à comunidade religiosa. Ele é o fundador e um membro executivo ativo do All India Movement (AIM) for Seva.

Desde 2000, a AIM vem trazendo assistência médica, educação, alimentação e infraestrutura para as pessoas que vivem nas áreas mais remotas da Índia.

Havendo crescido em uma pequena vila rural, ele próprio entendeu os desafios particulares de acessar a ajuda enfrentada por pessoas de fora das cidades. Hoje, o AIM for Seva estima ter ajudado mais de dois milhões de pessoas necessitadas em todo o território indiano.

 

Nascido em Montevidéu, Uruguai, em 13 de maio de 1966. Hoje com 54 anos de idade, descobriu o Yoga aos 16 e pratica desde então. Considera o Yoga mais uma forma de vida do que uma atividade que simplesmente se faz dentro de uma sala.
Desde cedo, Pedro não se sentiu confortável no meio acadêmico, abandonando o curso de Antropologia na Faculdade de Humanidades e Ciências da Universidade da República Oriental del Uruguay, por perceber que a proposta eurocentrista vigente à epoca naquele meio acadêmico não saciava sua sede de conhecimento.
Estabelece o primeiro contato com o Yoga através de um workshop intensivo em 1983 com a professora indiana Swāmi Yogashakti, discípula de Swāmi Satyānanda. Continua praticando com os professores do Satyānanda Niketan, em Montevidéu, até se mudar para o Brasil em 1986. Participa do curso de extensão universitária para formação de instrutores de Yoga na PUC de Porto Alegre no mesmo ano.
No final de 1986 e até março de 1987 viaja para a Índia, residindo em Rishikesh, no Ram Ashram e praticando no Sivānanda Ashram com o professor Rudra Dev, discípulo de BKS Iyengar. Na mesma viagem visita diversos ashrams e institutos de Yoga no país.
Reside na França em 1987, ensinando técnicas de Yoga ao grupo de dança e teatro Couti D’Arbac, de Marseille. Volta para o Brasil em 1988 e começa a ministrar cursos intensivos pelo país. Faz três viagens para ministrar cursos e participar de congressos de Yoga em Portugal e na França entre 1990 e 1996. Viaja também em diversas ocasiões para a Argentina e o Uruguai para ministrar cursos no mesmo período.
Organiza, entre 1990 e 1996, o Festival de Yoga, em Saquarema, com professores e participantes convidados de Portugal, Argentina, Uruguai e Brasil. Desde 1998 lidera regularmente grupos de estudo em viagens pela a Índia, com a finalidade de visitar escolas de Yoga e lugares sagrados.
Desde 1996, Pedro conduz grupos de Yoga para a Índia, onde apresenta aos viajantes os seus professores e os lugares onde praticou e pesquisou Yoga, Vedānta e a espiritualidade indiana.
Estuda e faz práticas intensivas na Bihar Yoga Bharati, Universidade de Yoga da Índia, em Munger, Bihar, em 1996. Reside até julho do mesmo ano no Omanand Yogashram, em Indore, onde recebe iniciação no ritual do fogo na tradição do Ārya Samāj, fundado por Swāmi Dayānanda Saraswatī.
Em 1999 cria o website www.yoga.pro.br, que rapidamente se transforma em referência para pesquisas, no campo do Yoga. Este site é hoje o maior em língua portuguesa sobre o assunto, contando com mais de 1000 artigos e textos escritos por mais de 200 colaboradores que contribuem regularmente para o seu acervo.
Entre eles, encontramos grandes mestres e estudiosos de renome internacional como Georg Feuerstein, David Frawley, Swāmi Jñaneswarananada, Swāmi Dayānanda, José Hermógenes, Subhash Kak, Daniel Odier e outros, além de reunir uma quantidade expressiva de textos sagrados sobre Yoga e hinduísmo em tradução portuguesa.
Desde o ano 2001 ministra anualmente o Curso de Formação de Professores de Yoga. Primeiramente em Florianópolis - SC, logo em Bombinhas - SC, e posteriormente em Ubatuba - SP e a Vila da Ericeira, em Portugal.
Volta para a Índia em 2001, onde pratica com K. Pattabhi Jois, discípulo de T. Krishnamacharya, em Mysore, fundador e diretor do Ashtanga Yoga Nilayam, Centro de Pesquisa de Ashtanga Yoga. Retorna todo ano para a terra do Yoga para continuar suas pesquisas e estudos, orientado desde 2000 por seu mestre, Swāmi Dayānanda, com quem estuda em Rishikesh.
Em 2004 lança, junto com a equipe do Instituto Dharma – Yogashala, os Cadernos de Yoga, publicação técnica especializada em Yoga, de edição trimestral, que já está no seu sétimo ano de existência: www.cadernosdeyoga.com.br.
Foi colunista regular e integrou, desde a sua fundação em 2007, o Conselho Editorial do Yoga Journal, www.yogajournal.com.br, versão brasileira do Yoga Journal estadunidense, uma das mais conhecidas publicações mensais sobre Yoga.
Pedro escreveu, ou traduziu e comentou, nove livros sobre Yoga:
1. Yoga prático teoria e prática da filosofia yogika
2. Dicionário de Yoga compilação de termos técnicos do Yoga
3. Respire! Yoga e energia exercícios respiratórios e de purificação
4. História do Yoga pesquisa sobre as raízes do Yoga
5. Mudrā, gestos de poder linguagem gestual do Yoga, a dança e o ritual hindu
6. Guia de meditação manual de concentração e meditação
7. Visões do Yoga antologia dos śāstras do Yoga, prefaciado pelo prof. Hermógenes
8. Rāmagītā tradução comentada, baseada nos ensinamentos de Swāmi Dayānanda
9. Haṭhayoga Pradīpikā tradução do manual medieval de práticas avançadas
Trabalha presentemente sobre uma tradução do Yogasūtra, que levará o nome de O Yoga de Patañjali.
Atualmente mora na Vila da Ericeira, no litoral oeste de Portugal. Para saber mais sobre o trabalho de Pedro, visite por favor o website www.yoga.pro.br.

975 artigos por Swāmi Dayānanda Saraswatī

Lidando eficazmente com a raiva

A raiva nada mais é do que uma expressão da dor e da expectativa. Nós esperamos que certas coisas aconteçam, mas há um obstáculo entre o que acontece e nós mesmos. Noutras palavras, entre aquele que deseja e aquilo que é desejado, há um obstáculo bloqueando o cumprimento do que é desejável. Devido a este obstáculo, o desejo é desviado.

28/08/2019 · 2 mins de leitura >

Como Usar a Japamālā

O sânscrito tem 54 letras. Ascendendo e descendendo temos 108. A é a primeira letra, o primeiro som. Ha é a última. Cada um deles é um nome de Īśvara. Assim, você escolhe um nome e o repete 108 vezes, simbolizando que você repetiu todos os nomes de Īśvara, do primeiro ao último.

28/05/2019 · 2 mins de leitura >

Invocação da Paz da Kenopaniṣad

Que todos os valores e atitudes expostos nas Upaniṣads estejam comigo. Estou comprometido na busca do conhecimento de Brahman. Que os valores e atitudes vivam em mim.

09/04/2018 · 4 mins de leitura >

A Meditação no Oṁ da Māṇḍūkyopaniṣad

Esta Upaniṣad começa com uma afirmação: tudo o que aqui está, tudo o que aqui esteve, tudo o que aqui estará, é Oṁ. É assim que a discussão inicia. Idaṁsarvaṁ, inclui tudo o que está aqui: o que conheço e o que desconheço, o que existiu, o que existe agora, o que irá existir no futuro. Oṁ ityetadakṣaramidaṁ sarvaṁ: “a sílaba Oṁ e tudo isto que está aqui”.

07/04/2018 · 3 mins de leitura >

O que é Vedānta?

Vedānta é a solução para o problema que surge quando me vejo como um mortal imperfeito, sujeito a várias limitações. Essa é a conclusão à qual cada indivíduo chega ao julgar precipitadamente. Vedānta é o ensinamento que resolve este problema. Na visão do Vedānta, você é a solução para o problema que você sofre. "Eu sou Brahman, a totalidade " é Vedānta. Portanto, Vedānta é a solução.

31/01/2018 · 2 mins de leitura >

O que é Mokṣa?

O mestre e o discípulo estavam morando recolhidos num lugar tranquilo e isolado. Tinham algumas vacas para lhes fornecer leite, que eram cuidadas pelo estudante. De manhã, depois das aulas, ele as levava até o pasto e no fim do dia as conduzia novamente até o estábulo. Um dia, de noitinha, depois do pôr-do-sol, quando as vacas já estavam no estábulo, ele reparou que as cordas com as quais elas eram amarradas tinham sido perdidas no pasto.

08/01/2018 · 1 mins de leitura >

Assimilando o Vedānta

Primeiro cuide-se e então você entenderá a si mesmo. O autocuidado é igual ao amor próprio. Amor próprio é tão bom quanto o amor que você tem pelos outros. Fugir do mundo não vai adiantar. Quanto mais você foge do mundo, mais você foge de si mesmo. Swami Chinmayanandaji uma vez disse: "Quanto mais você quer fugir, mais você precisa ficar aqui."

29/06/2017 · 5 mins de leitura >

Kṣānti, a Aceitação Pacífica

A palavra sânscrita kṣānti freqüentemente é traduzida como "tolerância" ou "capacidade de suportar". Mas essas duas expressões portuguesas trazem um sabor negativo de "sofrimento resignado", quando, ao contrário, kṣānti é uma atitude positiva - não uma resignação dolorosa. Uma tradução melhor seria "acomodação".

04/04/2017 · 5 mins de leitura >

Causa Material, Causa Instrumental

Para qualquer criação, deve haver um artífice capacitado com o conhecimento e a habilidade para executar essa criação. No caso da natureza, Īśvara é esse artífice.

28/08/2015 · 4 mins de leitura >