Conheça, Vedānta

Īśopaniṣad, a Upaniṣad do Ser Ilimitado

O que é a Īśopaniṣad? A Īśopaniṣad é um textos mais reveladores e sagrados do Yoga. Foi transmitida oralmente antes da invenção dos alfabetos sânscritos usados para transcrevê-lo. Estima-se sua idade em 2500 anos. Ela faz parte do Śuklayajurveda, o “Yajurveda Branco”, que é uma das duas versões desse Veda. O nome desta Upaniṣad deriva […]

· 6 mins de leitura >
Īśopaniṣad

O que é a Īśopaniṣad?

A Īśopaniṣad é um textos mais reveladores e sagrados do Yoga. Foi transmitida oralmente antes da invenção dos alfabetos sânscritos usados para transcrevê-lo.

Estima-se sua idade em 2500 anos. Ela faz parte do Śuklayajurveda, o “Yajurveda Branco”, que é uma das duas versões desse Veda.

O nome desta Upaniṣad deriva da primeira palavra que aparece nela, Īśā ou Īśvāvāsya, que designa o Absoluto ou Ser Infinito. Īśā significa em sânscrito “Controlador”, mas se traduz com mais frequência como “Senhor”.

O principal propósito desta Upaniṣad é mostrar-nos a presença invariável de Īśvara, o Absoluto e a unidade essencial existente no universo.

Preocupa-se, não em tentar “descrever” ou “definir” o Absoluto em si mesmo (tarefa impossível, por definição), senão em relação ao mundo. Nos ensina igualmente que espiritualidade e vida cotidiana não são incompatíveis.

Īśopaniṣad

A Īśopaniṣad consta ao todo de dezoito mantras ou estrofes. Os três primeiros mantras versam sobre os três diferentes caminhos ou opções de vida.

Os mantras quatro a oito abordam a Visão da Verdade. Os mantras nove a quatorze expõem o upāsana, ou a adoração como meio para o antaḥkāraṇaśuddhi, a purificação psíquica.

Os mantras quinze a dezessete revelam as palavras dos ṛṣis, sábios antigos, para despertarmos para a nossa natureza real, que é imortal.

O último verso é uma prece para Īśvara em que se pede a bênção para que os buscadores da liberdade possam viver inspirados por, e de acordo com, o ensinamento da Upaniṣad.

Mahātma Gandhi prestou um belo tributo a este texto quando disse: “Se as Upaniṣads e todas as outras escrituras fossem repentinamente reduzidas a cinzas, e se somente o primeiro verso da Īśopaniṣad permanecesse na memória dos hindus, o hinduísmo viveria para sempre”.

Esse primeiro mantra [compreenda ele aqui] ao qual Gandhi refere-se, é a invocação inicial, Śāntipāṭhaḥ, e diz assim:

“Oṁ. Isto [o efeito] é plenitude. Aquilo [a causa] é plenitude.
Da plenitude [que é a causa], a plenitude [que é o efeito] surge.
Tirando-se a plenitude [efeito] da plenitude [causa],
somente plenitude permanece. Oṁ. Paz, paz, paz”.

Essa lacônica invocação, que mais parece uma absurda fórmula matemática (1-1=1), coloca em xeque o principal dogma da civilização materialista e tecnocrática em que vivemos atualmente.

Apoiando-se num padrão de escassez muito torpe, esse dogma, tolamente consensual, afirma que nunca haverá suficiente terra, alimento, riqueza ou conforto para todos. 

Consequentemente aprendemos, desde crianças, que estamos condenados a lutar com unhas e dentes para conseguir esses bens, e que morreremos se não os soubermos conservar. Este parece um triste corolário sociológico da lei da seleção natural. 

O ensinamento deste Śāntipāṭha é radicalmente oposto a essa atitude materialista e é absolutamente revolucionário, apesar da sua respeitável idade.

Essa visão inovadora (se podemos falar em “inovação”, em se tratando de um texto de 3500 anos) começa na constatação de que a natureza é infinitamente generosa: “tirando-se a plenitude da plenitude, somente a plenitude resta”. 

O ponto de partida é diametralmente oposto ao do materialismo: existe uma fonte infinita e inesgotável de amor e plenitude, e essa fonte é Brahman, o Ilimitado. Sintonizando-nos com ele, teremos um vida plena e feliz, na qual as benesses do mundo material serão apenas uma consequência natural, e não a principal força que comanda nossas vidas. É desta forma que a invocação induz o início da Īśopaniṣad, que nos faz o primeiro convite no seguinte verso: 

“Oṁ. Tudo o que existe neste Universo em
constante transformação, é manifestação de Īśvara.
Regozijemo-nos nessa descoberta através da renúncia.
Não cobices nada, pois tudo ao Ser pertence”.

Se todos aceitássemos essa proposta, certamente não haveria mais guerras, nem fome, nem violência. Citemos novamente Mahatma Gandhi: “Há o suficiente no mundo para suprir as necessidades de todos. Porém, não há o suficiente para suprir as ambições de todos”.

Dioníso o Areopagita, filósofo neoplatônico do século V d.C., escreveu que, conforme envelhecia e ficava mais sábio, seus textos ficavam mais e mais curtos.

Se formos usar essa regra para medir a idade (e a sabedoria) do compositor deste texto, poderemos concluir que ele seria imortal, pois esta é a mais breve e profunda das Upaniṣads.

Qual é a causa de tudo? O que faz a mente pensar? O que significa morrer? É com perguntas como estas que as Upaniṣads nos convidam a um questionamento sobre a realidade.

Essas escrituras não tratam sobre especulação metafísica, mas oferecem um guia prático e preciso para realizar o propósito supremo da existência: a liberdade, mokṣa, chamada igualmente amṛtatvam, ou imortalidade.

Ao longo destas obras percebe-se a visão dos ṛṣis, sábios-poetas da Índia antiga. Essa visão, advinda da experiência pessoal, nos ensina que existe uma essência divinal dentro de cada ser e que descobrir essa essência dentro de si próprio é o mais elevado propósito de vida.

Como estes textos pertencem a um período histórico e a uma cultura muito diferentes da nossa, precisaremos fazer um esforço para compreender a linguagem e o simbolismo, que podem parecer escuros na primeira leitura.

Não obstante, nossos esforços serão bem recompensados pela beleza e profundidade das reflexões que eles postulam. Boas reflexões. Boas descobertas.

॥ ईशोपनिषत् ॥

॥ अथ ईशोपनिषत् ॥

|| atha īśopaniṣat ||

Agora, a Īśopaniṣad

ॐ पूर्णमदः पूर्णमिदं पूर्णात् पूर्णमुदच्यते ।
पूर्णस्य पूर्णमादाय पूर्णमेवावशिष्यते ॥
ॐ शांतिः शांतिः शांतिः ॥ हरः ॐ ॥

oṁ pūrṇamadaḥ pūrṇamidaṁ pūrṇātpūrṇamudacyate |
pūrṇasya pūrṇamādāya pūrṇamevāvaśiṣyate ||
oṁ śāntiḥ śāntiḥ śāntiḥ || hariḥ oṁ ||

Invocação da Paz.
Oṁ. Isto, [a causa], é Plenitude.
Aquilo, [o efeito], é Plenitude.
Da Plenitude, Plenitude surge.  
Tirando-se a Plenitude da
Plenitude, somente há Plenitude.
Oṁ. Paz, paz, paz. Hariḥ Oṁ.

ॐ ईशा वास्यमिद सर्वं यत्किञ्च जगत्यां जगत् ।
तेन त्यक्तेन भुञ्जीथा मा गृधः कस्यस्विद्धनम् ॥ १ ॥

Oṁ īśā vāsyamidam sarvaṁ yatkiñca jagatyāṁ jagat |
tena tyaktena bhuñjīthā mā gṛdhaḥ kasyasviddhanam || 1 ||

A Unidade presente na Criação.

Oṁ. Tudo o que existe neste Universo em
constante transformação, é manifestação de Īśvara.
Regozijemo-nos nessa descoberta pela renúncia.
Não cobices nada, pois tudo ao Ser pertence. 1.

कुर्वन्नेवेह कर्माणि जिजीविषेच्छत समाः ।
एवं त्वयि नान्यथेतोऽस्ति न कर्म लिप्यते नरे ॥ २ ॥

kurvanneveha karmāṇi jijīviṣecchatam samāḥ |
evaṁ tvayi nānyatheto’sti na karma lipyate nare || 2 ||

Karma e Liberdade.
Se quiser viver cem anos nesta terra, faça karmas rituais.
Vivendo como humano, não há outro caminho além daquele
pelo qual os karmas [indesejáveis] não irão condicionar você. 2.

असुर्या नाम ते लोका अन्धेन तमसाऽऽवृताः ।
तास्ते प्रेत्याभिगच्छन्ति ये के चात्महनो जनाः ॥ ३ ॥

asuryā nāma te lokā andhena tamasā’’vṛtāḥ |
tāmste pretyābhigacchanti ye ke cātmahano janāḥ || 3 ||

Aqueles que negam o Ser renascem novamente.
Cegos para o Ser, envolvidos nas trevas,
são totalmente privados de amor por ele. 3.

अनेजदेकं मनसो जवीयो नैनद्देवा आप्नुवन्पूर्वमर्षत् ।
तद्धावतोऽन्यानत्येति तिष्ठत्तस्मिन्नपो मातरिश्वा दधाति ॥ ४ ॥

anejadekaṁ manaso javīyo nainaddevā āpnuvanpūrvamarṣat |
taddhāvato’nyānatyeti tiṣṭhattasminnapo mātariśvā dadhāti || 4 ||

O Ilimitado é transcendente e imanente.
Sempre imóvel, [o Ser] é uno.
É mais veloz que a mente e
mais veloz que os sentidos.
Imóvel, é mais rápido que tudo.
Sem [ele] a vida não existiria. 4.

तदेजति तन्नैजति तद्दूरे तद्वन्तिके ।
तदन्तरस्य सर्वस्य तदु सर्वस्यास्य बाह्यतः ॥ ५ ॥

tadejati tannaijati taddūre tadvantike |
tadantarasya sarvasya tadu sarvasyāsya bāhyataḥ || 5 ||

O Ser parece mover-se, mas está sempre quieto.
Parece estar longe, mas está sempre perto.
Está em tudo, e a tudo transcende. 5.

यस्तु सर्वाणि भूतान्यात्मन्येवानुपश्यति ।
सर्वभूतेषु चात्मानं ततो न विजुगुप्सते ॥ ६ ॥

yastu sarvāṇi bhūtānyātmanyevānupaśyati |
sarvabhūteṣu cātmānaṁ tato na vijugupsate || 6 ||

Aqueles capazes de perceber todos os seres em si mesmos,
e a si mesmos em todos os seres, não conhecem o medo.
Aqueles capazes de perceber todos os seres em si mesmos,
e a si mesmos em todos os seres, não conhecem o sofrimento. 6.

यस्मिन्सर्वाणि भूतान्यात्मैवाभूद्विजानतः ।
तत्र को मोहः कः शोक एकत्वमनुपश्यतः ॥ ७ ॥

yasminsarvāṇi bhūtānyātmaivābhūdvijānataḥ |
tatra ko mohaḥ kaḥ śoka ekatvamanupaśyataḥ || 7 ||

Quando, para o conhecedor, o Ser “torna-se”
todos os elementos, nem sofrimento nem
aflições o alcançam, pois ele percebe a Unidade 7.

स पर्यगाच्छुक्रमकायमव्रणमस्नाविर शुद्धमपापविद्धम् ।
कविर्मनीषी परिभूः स्वयम्भू र्याथातथ्यतोऽर्थान् व्यदधाच्छाश्वतीभ्यः समाभ्यः ॥ ८ ॥

sa paryagācchukramakāyamavraṇa-masnāviram śuddhamapāpaviddham |
kavirmanīṣī paribhūḥ svayambhū-ryāthātathyato’rthān
vyadadhācchāśvatībhyaḥ samābhyaḥ || 8 ||

[O Ser] está em toda parte. É resplandecente,
incorpóreo, sem imperfeições, sem músculos,
puro, intocado pelos pāpas. O sábio-poeta, o
que tudo imbui (paribhūḥ), o autoexistente, de
fato, mantém desde sempre a coesão do mundo. 8.

अन्धं तमः प्रविशन्ति येऽविद्यामुपासते ।
ततो भूय इव ते तमो य उ विद्याया रताः ॥ ९ ॥

andhaṁ tamaḥ praviśanti ye’vidyāmupāsate |
tato bhūya iva te tamo ya u vidyāyām ratāḥ || 9 ||

Ignorância e Sabedoria. 

Em trevas que cegam vivem aqueles
que veneram a ignorância, avidyā.
Em trevas ainda mais escuras vivem
aqueles que adoram o conhecimento. 9.

अन्यदेवाहुर्विद्ययाऽन्यदाहुरविद्यया ।
इति शुश्रुम धीराणां ये नस्तद्विचचक्षिरे ॥ १० ॥

anyadevāhurvidyayā’nyadāhuravidyayā |
iti śuśruma dhīrāṇāṁ ye nastadvicacakṣire || 10 ||

A primeira [atitude], conduz a uma vida de ação.
A segunda [atitude], a uma vida de contemplação. 10.

विद्यां चाविद्यां च यस्तद्वेदोभय सह ।
अविद्यया मृत्युं तीर्त्वा विद्ययाऽमृतमश्नुते ॥ ११ ॥

vidyāṁ cāvidyāṁ ca yastadvedobhayam saha |
avidyayā mṛtyuṁ tīrtvā vidyayā’mṛtamaśnute || 11 ||

Porém, quem for capaz de perceber Aquele (tat) na ação
e na contemplação, atravessando o mar da morte pela
ação, alcança a imortalidade através da contemplação. 11.

अन्धं तमः प्रविशन्ति येऽसम्भूतिमुपासते ।
ततो भूय इव ते तमो य उ सम्भूत्या रताः ॥ १२ ॥

andhaṁ tamaḥ praviśanti ye’sambhūtimupāsate |
tato bhūya iva te tamo ya u sambhūtyām ratāḥ || 12 ||

Manifestado e Imanifestado.
Em trevas que cegam vivem aqueles
que adoram a não-manifestação.
Em trevas ainda mais escuras vivem
aqueles que se apegam à manifestação. 12.

अन्यदेवाहुः सम्भवादन्यदाहुरसम्भवात् ।
इति शुश्रुम धीराणां ये नस्तद्विचचक्षिरे ॥ १३ ॥

anyadevāhuḥ sambhavādanyadāhurasambhavāt |
iti śuśruma dhīrāṇāṁ ye nastadvicacakṣire || 13 ||

Um é o resultado [da adoração] da manifestação.
Outro é o fruto [da veneração] da não-manifestação. 13.

सम्भूतिं च विनाशं च यस्तद्वेदोभय सह ।
विनाशेन मृत्युं तीर्त्वा सम्भूत्याऽमृतमश्नुते ॥ १४ ॥

sambhūtiṁ ca vināśaṁ ca yastadvedobhayam saha |
vināśena mṛtyuṁ tīrtvā sambhūtyā’mṛtamaśnute || 14 ||

Não-manifestação e manifestação: quem perceber
Aquele (tat) presente em ambas, atravessando
a morte pela não-manifestação (Puruṣa),
alcança a imortalidade pela manifestação (Prakṛti). 14.

हिरण्मयेन पात्रेण सत्यस्यापिहितं मुखम् ।
तत्त्वं पूषन्नपावृणु सत्यधर्माय दृष्टये ॥ १५ ॥

hiraṇmayena pātreṇa satyasyāpihitaṁ mukham |
tattvaṁ pūṣannapāvṛṇu satyadharmāya dṛṣṭaye || 15 ||

Prece para a Visão do Real.
A face da verdade está oculta pelo disco dourado.
Remove teu disco, ó Pūṣa, Sol que nutres o mundo,
para que eu possa perceber minha natureza real! 15.

पूषन्नेकर्षे यम सूर्य प्राजापत्य व्यूह रश्मीन् समूह तेजः ।
यत्ते रूपं कल्याणतमं तत्ते पश्यामि योऽसावसौ पुरुषः सोऽहमस्मि ॥ १६ ॥

pūṣannekarṣe yama sūrya prājāpatya vyūha raśmīn samūha tejaḥ |
yatte rūpaṁ kalyāṇatamaṁ tatte paśyāmi yo’sāvasau puruṣaḥ so’hamasmi || 16 ||

Ó Sol, nosso pai, viajante solitário, controlador da potência
da criação, fonte da vida de todos os seres, dispersa os
teus raios e domina o teu deslumbrante resplendor para
que eu possa ver o Ser benéfico. Eu sou esse Ser! 16.

वायुरनिलममृतमथेदं भस्मांत शरीरम् ।
ॐ क्रतो स्मर कृतम् स्मर क्रतो स्मर कृतम् स्मर ॥ १७ ॥

vāyuranilamamṛtamathedaṁ bhasmāṁtam śarīram |
oṁ krato smara kṛtam smara krato smara kṛtam smara || 17 ||

Que meu alento vital possa dissolver-se
no Ilimitado quando meu corpo for cinzas.
Oṁ. Ó Kratu, Inteligência, recorda. Recorda os teus feitos.
Ó Kratu, Inteligência, recorda. Recorda os teus feitos! 17.

अग्ने नय सुपथा राये अस्मान् विश्वानि देव वयुनानि विद्वान् ।
युयोध्यस्मज्जुहुराणमेनो भूयिष्ठां ते नमौक्तिं विधेम ॥ १८ ॥

agne naya supathā rāye asmān viśvāni deva vayunāni vidvān |
yuyodhyasmajjuhurāṇameno bhūyiṣṭhāṁ te namauktiṁ vidhema || 18 ||

Agni, conduze-nos pelo bom caminho para a felicidade.
Ó Deva, conheces os nossos feitos. Livra do erro àqueles
que te adoram! Respeitosa homenagem te oferecemos. 18.

॥ इति ईशोपनिषत् ॥

|| iti īśopaniṣat ||

Aqui conclui-se a Īśopaniṣad

ॐ पूर्णमदः पूर्णमिदं पूर्णात्पूर्णमुदच्यते ।
पूर्णस्य पूर्णमादाय पूर्णमेवावशिष्यते ॥
ॐ शांतिः शांतिः शांतिः  ॥ हरः ॐ ॥

oṁ pūrṇamadaḥ pūrṇamidaṁ pūrṇātpūrṇamudacyate |
pūrṇasya pūrṇamādāya pūrṇamevāvaśiṣyate ||
oṁ śāntiḥ śāntiḥ śāntiḥ || hariḥ oṁ ||

Invocação da Paz.
Oṁ. Isto, [a causa], é Plenitude.
Aquilo, [o efeito], é Plenitude.
Da Plenitude, Plenitude surge.  
Tirando-se a Plenitude da
Plenitude, somente há Plenitude.
Oṁ. Paz, paz, paz. Hariḥ Oṁ.

Guru Pūrṇima, a Lua do Mestre

Pedro Kupfer em Conheça, Dharma Hindu
  ·   2 mins de leitura

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *