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Kularnava Tantra (fragmento)

Quando nem sequer há consciência, senão a quietude da água parada, esa meditação despojada se chama samadhi. A Realidade brilha por si própria, não somente pelos pensamentos da mente. Chama-se yogi aquele cujo movimento respiratório cessa, imóvel como uma pedra e que somente conhece o Ser e a Morada supremos. Quando nem sequer há consciência, […]

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Quando nem sequer há consciência,
senão a quietude da água parada,
esa meditação despojada se chama samadhi.
A Realidade brilha por si própria,
não somente pelos pensamentos da mente.

Chama-se yogi aquele cujo
movimento respiratório cessa,
imóvel como uma pedra e que
somente conhece o Ser e a Morada supremos.

Quando nem sequer há consciência,
senão a quietude da água parada,
esa meditação despojada se chama samádhi.

A Realidade brilha por si própria,
não somente pelos pensamentos da mente.
E quando a Realidade brilha desta forma,
nos transformamos intantaneamente Nisso.

Aquele que está como dormido,
tanto no sono como na vigília,
sem respirar e imóvel, é verdadeiramente livre.

Aquele cujos sentidos não se agitam,
cuja mente e respiração se absorvem
no próprio ser, que está como morto,
se chama jívanmukta, o que se liberta em vida.

Não ouve, não cheira, nem toca nem vê;
tampouco conhece o prazer ou a dor, nem exercita a mente.
Como um tronco de madeira,
não conhece nada nem é consciente de nada;
está unicamente absorvido em Shiva, está em samadhi.

Quando jogamos água sobre a água,
leite sobre o leite, ghee sobre o ghee,
não aparece nenhuma diferença.
Da mesma forma, não há diferença
entre jívatma e Páramátma, a alma e o Ser.

O homem pode converter-se em Brahman
pela força do samádhi,
igual que o casulo se converte em abelha
pela força da concentração.

E uma vez que o Ser se separa dos gunas,
não torna a ser o mesmo, como a manteiga que,
uma vez extraída do leite, não volta ao seu estado primitivo,
mesmo que você a jogue de novo sobre o leite.

Kularnava Tantra, VI.

Uma resposta para “Kularnava Tantra (fragmento)”

  1. Bem dificil esse texto Pedrão.
    Lindo, dificil e lindamente traduzido,
    HariOm :0)

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