Pratique, Yoga na Vida

O Yoga e a Vacina: Bom-senso, Dharma e Compaixão

Vacinar-se tornou-se um gesto político, aparentemente. É inaceitável fazer apoiar a vacinação contra a COVID-19? Aparentemente, em alguns lugares do mundo da espiritualidade, sim. Ângela, a minha esposa, publicou uma selfie numa rede social no momento em que estava a tomar a vacina contra a COVID-19. Uma professora de Yoga e terapeuta escreveu em resposta […]

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vacina

Vacinar-se tornou-se um gesto político, aparentemente. É inaceitável fazer apoiar a vacinação contra a COVID-19? Aparentemente, em alguns lugares do mundo da espiritualidade, sim.

Ângela, a minha esposa, publicou uma selfie numa rede social no momento em que estava a tomar a vacina contra a COVID-19. Uma professora de Yoga e terapeuta escreveu em resposta ao post dela: “Fico triste de estarem a doutrinar para a vacina. Mas continuo a gostar de ouvir sobre o Yoga”.

A colega fala como se fosse possível separar a vida cotidiana do Yoga. “Ouvir sobre o Yoga” apenas, sem prestar atenção ao chão onde caminhamos e à maneira em que nos relacionamos com os demais e com o ambiente é perigoso e contraproducente, para dizer o mínimo.

O Yoga não tem qualquer valor quando separado do dharma, do viver conscientemente no cotidiano, ou se a visão libertadora e os valores que ela transmite não forem aplicados nas nossas atitudes.

O Yoga na conjuntura da pandemia

Faço aqui um aparte, antes de continuar: é inacreditável que, em pleno século XXI, em meio à dramática situação da pandemia que estamos a atravessar e que já deixou milhões de mortos, seja necessário escrever um texto como este.

É inacreditável que ainda haja pessoas neste planeta que fiquem de costas para as evidências científicas, ou que até mesmo cheguem ao extremo de negar que a pandemia exista. Digo isso, pois é preciso ser egoísta demais para deixar-se cair nesse tipo de cilada.

Talvez esteja na hora de ventilar publicamente estes temas: existe uma desconfortável dose de superstição e credulidade no mundo do Yoga, do Tantra e do Vedānta. A nossa comunidade é um campo fértil onde pululam teorias conspiratórias e extremismos de todo tipo.

Nesse contexto, não surpreende que haja um forte sentimento anti-ciência e antivacinas entre os buscadores de mokṣa, que não hesitam em publicar aos quatro ventos nas redes sociais o elogio da ignorância e do extremismo.

Apesar da ciência ter, desde décadas atrás, revelado os inúmeros benefícios das práticas do Yoga para a saúde e a qualidade de vida, e apesar de que os médicos recomendam maciçamente o Yoga para os seus alunos, não vemos nenhuma reciprocidade da parte dos professores de Yoga em relação à medicina.

Dificilmente um professor de Yoga irá recomendar a um aluno fazer uma consulta médica se este reporta alguma dor ou moléstia corporal. Pelo contrário: o clichê redundante é o do professor de Yoga que se orgulha de não ir ao médico, não confiar na ciência e não tomar vacinas.

Yoga não é debochar das vítimas

Alguns, como o controverso guru Ramdev, de Haridwar, chegam ao ponto de insultar diretamente a classe médica e rir das vítimas da pandemia. Esse infame personagem ofende as vítimas e vende remédios falsos que supostamente curam o vírus da COVID-19.

Ele disse em maio de 2021, enquanto milhares de pessoas morriam diariamente na Índia e os hospitais do país inteiro colapsavam: “Deus nos deu oxigênio de graça, por que não o respiramos? Como pode haver escassez quando Deus encheu a atmosfera de oxigênio? Os tolos estão procurando cilindros de oxigênio. Basta respirar o oxigênio gratuito. Por que vocês está reclamando de escassez de oxigênio e camas e espaço nos crematórios?”

Essa insensibilidade é chocante e cruel. Esse deboche e falta de respeito pelos doentes, pelos falecidos e pelos heróis dos sistemas de saúde de qualquer país diz muito sobre o nível de polarização política que contaminou a comunidade do Yoga, para onde naturalmente se estende o extremismo político da direita radical que vemos noutros ambientes.

Esse guru-empresário está sujando a reputação do Yoga e perdendo uma boa oportunidade de colaborar com o bem comum. O Yoga perde quando aqueles que supostamente o representam ou defendem tomam atitudes irresponsáveis como essa.

Ramdev não está sozinho. Muitos outros professores de Yoga e Vedānta, na Índia e fora dela, cultivam atitudes similares. Paradoxalmente, esse professor de Yoga que ri dos mortos alega poder curar a COVID-19 e outras doenças graves com ervas medicinais, é incapaz de curar o seu próprio tique nervoso, que o faz piscar sem parar.

O tique nervoso incurável do pretenso curador evidencia o alcance limitado das suas promessas terapêuticas, e já deveria ser o suficiente para que as pessoas descartassem seus remédios falsos. Porém, não é isso o que acontece, infelizmente. Ramdev é poderoso, bilionário, e tem milhões de seguidores cegos, dentro e fora da Índia.

Veja aqui uma reportagem sobre as consequências catastróficas para a saúde pública da Índia provocadas pela campanha contra a medicina e a vacinas desse charlatão. Enquanto isso, na comunidade dos praticantes de Yoga do Brasil coloca-se a pessoa que apoia a vacinação no mesmo nível dos falsos gurus estupradores, como se apoiar as vacinas fosse um crime.

Yoga não é fantasia nem negação da realidade

Mokṣa, o objetivo do Yoga, do Tantra e do Vedānta, nada tem a ver com a “liberdade de escolha” sobre se a pessoa vai optar por correr o risco de contagiar seus próprios pais ou avôs com um vírus mortal.

Mokṣa é justamente o contrário dessa atitude irresponsável: é a liberdade em relação às próprias limitações e condicionamentos.

Mokṣa é ser capaz de erguer-se para mais além dos condicionamentos de classe social, casta, grupo familiar ou identificação com as coisas do mundo relativo.

É inaceitável, porém familiar, o constrangedor sentimento de não ter liberdade para manter uma simples conversa sobre vacinas em ambientes ditos “espiritualizados” sem sofrer deboches ou julgamentos desabonadores, injustos e totalmente falsos pelos defensores dessas teorias descabeladas, que apenas fomentam a divisão e a hostilidade.

Hoje em dia, o professor de Yoga que não é anti-ciência precisa pisar em ovos e escolher muito bem as próprias palavras pois, se tentar simplesmente fazer referência a alguma verdade científica, será inevitavelmente escorraçado ou agredido pelos extremistas que (também) tomaram conta desse espaço onde antes havia tolerância e convívio pacífico.

Cabe lembrar que o Yoga não é um sistema de crenças, nem adere a nenhum tipo de extremismo, e ao mesmo tempo não é apolítico. O Yoga é uma visão libertadora que mostra ao ser humano que ele já é livre de quaisquer limitações.

Esse ensinamento libertador vem, necessariamente, junto com um grupo de atitudes e técnicas que devem ser aplicadas. A aplicação começa no tapete e se estende depois para todos os momentos da vida cotidiana do praticante, na medida do possível.

O Yoga, pelo menos da maneira que o aprendemos, é uma espiritualidade com os pés firmemente fincados na terra. Dizia Swāmi Dayānanda, nosso mestre: “we are reality people”, somos pessoas da realidade. Isto quer dizer que não precisamos nos mudar para algum reino de fantasia nem tentar fugir para algum lugar imaginário, nem negar o momento histórico em que nascemos.

O Yoga é para viver a vida. E qual é o propósito dela? Apenas viver. O propósito da vida e viver na realidade, na sociedade e no mundo em que nascemos, compreendendo a diferença fundamental entre o Absoluto, o relativo e o subjetivo.

O grande problema é quando um professor ou praticante de Yoga mistura convenientemente esses níveis da existência e, atribuindo valores absolutos a coisas relativas, distorce e rearranja a realidade de acordo com a própria conveniência.

Vacinas salvam vidas

Voltemos ao início: vacinas salvam vidas desde o século XVIII. Vacinas são o meio mais efetivo e seguro para se combater e, em alguns casos como o da varíola, erradicar doenças infecciosas. Os benefícios da prevenção de doenças infecciosas superam amplamente os riscos de efeitos adversos que possam provocar em alguns poucos casos.

Só para dar um exemplo, a vacina contra o sarampo salva cerca de 1 milhão de vidas ao ano, todos os anos. Não obstante, algumas religiões e seitas não permitem a vacinação e certos grupos políticos extremistas se opõem a ela.

Desinformação, teorias conspiratórias e notícias falsas aumentam as taxas de infecção e ameaçam a vida de todos. É assim de simples.

Vacinar-se é um ato de consideração pelos demais

Já parou para pensar que vacinar-se é um gesto de compaixão e consideração pelos demais? Quando pessoas saudáveis se vacinam, protegem àqueles que não podem ser vacinados devido à idade ou a imunodeficiência, além de proteger àqueles que não se vacinaram. É preciso pensar na sociedade inteira, e não apenas em si mesmo(a).

Confie na ciência. Não se deixe ludibriar por conspirações. Saia da caixa de ressonância! O bom-senso nunca matou ninguém: basta-nos usá-lo. É necessário um reposicionamento público da parte dos professores de Yoga, no sentido de apoiar a ciência, reconhecer e divulgar as evidências que ela nos mostra em prol do bem-estar comum.

Para ter mais recursos (e respostas para um eventual debate), sugerimos que leia também este texto do site da BBC: Os 6 tipos de mensagens enganosas mais comuns contra as vacinas de covid-19 nas redes sociais e o que diz a ciência sobre elas.

॥ हरिः ॐ ॥

Saiba mais sobre o dharma aqui

॥ हरिः ॐ ॥

Pedro nasceu no Uruguai, 55 anos atrás. Conheceu o Yoga na adolescência e pratica desde então. Aprecia o o Yoga mais como uma visão do mundo que inclui um estilo de vida, do que uma simples prática. Escreveu e traduziu 10 livros sobre Yoga, além de editar as revistas Yoga Journal e Cadernos de Yoga e o website www.yoga.pro.br. Para continuar seu aprendizado, visita à Índia regularmente há mais de três décadas.
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18 respostas para “O Yoga e a Vacina: Bom-senso, Dharma e Compaixão”

  1. Parabéns pelo texto, Pedro! Que tristeza saber que o negacionismo, o obscurantismo e a falta de empatia estão entre os praticantes de yoga também. Essas pessoas não entenderam nada.

  2. Parabéns por este post, Pedro! É muito triste ver que o negacionismo e o obscurantismo estão presentes entre praticantes do yoga. Acho que essas pessoas não entenderam nada.

  3. Texto excelente e necessário neste momento tumultuado e repleto de ignorância!! Parabéns Professor Pedro pelo discernimento !! Gratidão!!

  4. Esse extremismo também ocorre com quem não é vegetariano… quando fiz meu curso de formação e íamos almoçar juntos num restaurante comum, por quilo, notava os olhares e comentários desaprovadores para quem estava comendo carne.

  5. Fico estarrecida em perceber que no mundo do Yoga existe comportamento anti-vacina. A ciência vem a cada dia mais comprovando que a prática de Yoga ajuda tanto fisicamente como mentalmente. Difícil aceitar que haja movimento contrário Yoga/Ciência.
    Mas como costumo dizer: humanos, bah…
    Sou professora de Yoga e praticante e acredito que ambos andam de mãos dadas.
    Viva a vida! Por ela vacine-se, proteja-se e proteja ao próximo.
    Grata por seu esclarecedor artigo

  6. Acho que cientistas são como todos nós: humanos. E também erram. Mas às vezes, pode demorar um pouco para perceber um erro.

    Assim como demorou um tempo pra cair a ficha que fumar cigarro faz mal e não é algo bom para a saúde e convívio social. Assim como está demorando para cair a ficha, como o modo de vida que vivemos é extremamente prejudicial a todos e à natureza e que existem muitas pandemias acontecendo em diferentes contextos da humanidade e quando se consomem todos os tipos de inutilidades que não estão só ajudando a matar(talvez mais lentamente) as pessoas, como todo o planeta. A questão é muito mais profunda que uma simples pandemia, já que milhões de pessoas ainda morrem de fome e parece que não existe quase nenhum ato ou até mesmo uma.lembranca solidaria disso, e muitos outros fatos que envolvem a humanidade. Talvez os mesmos yoguis que defendam a vacinação por uma possível compaixão às outras pessoas, continuem a consumir e ter um estilo de vida altamente destrutivo a todo nosso.planeta, e não só a seres humanos.

    Mas, ainda sim,.temos o livre arbítrio e a escolha, como uma suposta democracia. Então, especificamente nesse caso, o que difere entre uma escolha compassiva pandêmica momentânea, que parece ajudar pessoas a morrerem menos instantaneamente, das escolhas momentâneas do nosso dia a dia que geram um impacto muito maior num contexto global, e novamente, principalmente com a.natureza?

  7. Como médica infectologista e professora de yoga em formação, agradeço imensamente essas suas palavras. Gratidão por escrever tudo que eu sinto e penso, mas ainda não consegui transcrever em palavras!

  8. Importante texto Pedro! Nesses dias vemos a média movel de casos diminuindo nos países onde a vacinação avança. Vidas estão sendo salvas! Divulgar o valor dos métodos de salvar vidas é um importante gesto de ahimsa!
    Gratidão!

  9. “… forte sentimento anti-ciência e antivacinas entre os buscadores de mokṣa”

    “Dificilmente um professor de Yoga irá recomendar a um aluno fazer uma consulta médica se este reporta alguma dor ou moléstia corporal”

    Felizmente um verdadeiro professor de yoga não tem nada a relacionado com isto 🙏

    Muita luz no seu caminho e no da sua esposa

  10. Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency – UK (9 June 2021)

    The MHRA now has more than enough evidence on the Yellow Card system to declare the COVID-19 vaccines unsafe for use in humans. Preparation should be made to scale up humanitarian efforts to assist those harmed by the COVID-19 vaccines and to anticipate and ameliorate medium to longer term effects. We are sharing this preliminary report due to the urgent need to communicate information that should lead to cessation of the vaccination roll out while a full investigation is conducted.

    https://b3d2650e-e929-4448-a527-4eeb59304c7f.filesusr.com/ugd/593c4f_b2acdef3774b4e9ca06e9fae526fd5cd.pdf

    1. Em resposta a Humberto.

      Caro Humberto,

      नमस्ते Namaste. Obrigado pela sua mensagem.

      O site da Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency reporta a seguinte situação, em resposta à questão aqui colocada:

      For all COVID-19 vaccines, the overwhelming majority of reports relate to injection-site reactions (sore arm for example) and generalised symptoms such as ‘flu-like’ illness, headache, chills, fatigue (tiredness), nausea (feeling sick), fever, dizziness, weakness, aching muscles, and rapid heartbeat. Generally, these happen shortly after the vaccination and are not associated with more serious or lasting illness.

      These types of reactions reflect the normal immune response triggered by the body to the vaccines. They are typically seen with most types of vaccine and tend to resolve within a day or two. The nature of reported suspected side effects is broadly similar across age groups, although, as was seen in clinical trials and as is usually seen with other vaccines, they may be reported more frequently in younger adults.

      Isso é muito diferente de dizer que as vacinas matam, por exemplo.

      O relatório dessa instituição, datado no dia 16 de junho de 2021, conclui assim:

      Conclusion
      Vaccines are the best way to protect people from COVID-19 and have already saved thousands of lives. Everyone should continue to get their vaccination when asked to do so unless specifically advised otherwise.
      As with all vaccines and medicines, the safety of COVID-19 vaccines is being continuously monitored.
      Cases of an extremely rare specific type of blood clot with low blood platelets continue to be investigated.

      Mais informações aqui:

      https://www.gov.uk/government/publications/coronavirus-covid-19-vaccine-adverse-reactions/coronavirus-vaccine-summary-of-yellow-card-reporting

  11. …por falarem em sapiência, clareza, evidência ciêntifica e verdade, dignem-se por favor a ler este documento

    Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency – UK (9 June 2021)

    The MHRA now has more than enough evidence on the Yellow Card system to declare the COVID-19 vaccines unsafe for use in humans. Preparation should be made to scale up humanitarian efforts to assist those harmed by the COVID-19 vaccines and to anticipate and ameliorate medium to longer term effects.
    We are sharing this preliminary report due to the urgent need to communicate information that should lead to cessation of the vaccination roll out while a full investigation is conducted.

    https://b3d2650e-e929-4448-a527-4eeb59304c7f.filesusr.com/ugd/593c4f_b2acdef3774b4e9ca06e9fae526fd5cd.pdf

    A – Bleeding,Clotting and Ischaemic
    * Adverse Drug Reactions (ADRS):
    “…13,766 bleeding, clotting and ischaemic ADRs were identified–856 of which were fatal. Government reports have high lighted the occurrence of cerebral venous sinus thrombosis,apparently accounting for 24 fatalities and 226 ADRs up to the 26th May 2021. However, our analysis indicates that thromboembolic ADRs have been reported in almost every vein and artery, including large vessels like the aorta,and in every organ including otherparts of the brain, lungs, heart, spleen, kidneys, ovaries and liver,with life-threatening and life-changing consequences. The most common Yellow Card categories affected by these sorts of ADRs were the nervous system (152 fatalities, mainly from brain bleeds and clots), respiratory (with 103 fatalities,mainly from pulmonary thromboembolism) and cardiac categories (81 fatalities).”

    B. Immune System Adverse Drug Reactions (Infection, Inflammation, Autoimmune, Allergic)(Table 2):
    “…a total of 54,870 ADRs and 171 fatalities fell into this category, which comprised the second most common cause of post-vaccination fatalities after ‘Bleeding, Clotting and Ischaemic ADRs’…
    …occurrence of re-activation of latent viruses, including Herpes Zoster or shingles (1,827 ADRs), Herpes Simplex (943 ADRs, 1 fatal), and Rabies (1 fatal ADR) infections. This is strongly suggestive of vaccine-induced immune-compromise….vaccine-induced immuno-compromise was the high number of immune-mediated conditions reported, including Guillain-Barré Syndrome (280 ADRs, 6 deaths), Crohn’s and non-infective colitis (231 ADRs, 2 deaths) and Multiple Sclerosis(113 ADRs)…

    …Allergic responses to the vaccines comprised 25,270 reported ADRs, with 4 fatalities occurring among 1,001 people experiencing anaphylactic reactions.”

    C. ‘Pain’Adverse Drug Reactions:
    “…at least 157,579 ADRs (18%) in total. A large number of these were arthralgias (joint pains –24,902ADRs) and myalgias (muscle pains –31,168ADRs), including fibromyalgia (270 ADRs. Among Congenital Disorders (usually conditions present from birth) there were 11 reports of Paroxysmal Extreme Pain Disorder (PEPD)… The head was the most common location for pain, but abdominal pain, eye pain, chest pain, pain in extremities, and anywhere else that pain can be imagined was reported. Headaches were reported more than 90,000 times and were associated with death in four people.”

    D. Neurological Adverse Drug Reactions:

    “…1,992 ADRs involving seizures and 2,357 ADRs involving some form of paralysis, including Bell’s palsy (626 ADRs). Other ADRs involving encephalopathy (18), dementia (33), ataxia (34), spinal muscular atrophy (1), Parkinson’s (18) and delirium (504) may reflect post-vaccination neurodegenerative pathology. The majority of fatalities associated with Nervous System ADRs occurred as a result of central nervous system haemorrhages –127 fatalities out of the 186 fatalities reported as Nervous fatalities)… More information is needed to determine the extent of the morbidity associated with this alarmingly large category of ADRs.

    E. Adverse Drug Reactions involving loss of sight, hearing, speech or smell:

    “…4,771 reports of visual impairment including blindness, 130 reports of speech impairment, 4,108 reports of taste impairment, 354 reports of olfactory impairment, and 704 reports of hearing impairment…”

    F.Pregnancy Adverse Drug Reactions:
    “vaccinated pregnant women comprise a small proportion of the vaccinated population in the UK up to 26thMay 2021, there appear to be a high number of Pregnancy ADRs (307 ADRs), including one maternal death, 12 stillbirths (reported as 6 stillbirths and 6 foetal deaths, but only 3 listed as fatal(?)), one newborn death following preterm birth, and 150 spontaneous abortions.”

    Limitations of this rapid report:

    “…our impression is that ADRs were not limited to any particular vaccine brand (AstraZenenca, Pfizer and Moderna) or type (mRNA and DNA) currently used in the UK. UK ADR data mirror data reported on the World Health Organization’s pharmacovigilance database (www.Vigiaccess.org). On the latter, most reported ADRs to date (941,774 ADRs and 5,474 deaths) have occurred among individuals in the 18 to 44 years and 45 to 64 years of age categories (38% and 35%, respectively); the vast majority (72%) of reported ADRs have occurred among women.

    We are sharing this preliminary report due to the urgent need to communicate information that should lead to cessation of the vaccination roll out while a full investigation is conducted… The nature and variety of ADRs reported to the Yellow Card System are consistent with the potential pathologies described in this paper and supported by other recent scientific papers on vaccine-induced harms, which are mediated through the vaccine spike protein product(2,3). It is now apparent that these products in the blood stream are toxic to humans.An immediate halt to the vaccination programme is required whilst a full and independent safety analysis is undertaken to investigate the full extent of the harms.”

    The MHRA now has more than enough evidence on the Yellow Card system to declare the COVID-19 vaccines unsafe for use in humans. Preparation should be made to scale up humanitarian efforts to assist those harmed by the COVID-19 vaccines and to anticipate and ameliorate medium to longer term effects.

    There are at least 3 urgent questions that need to be answered by the MHRA:

    1 How many people have died within 28 days of vaccination?
    2 How many people have been hospitalised within 28 days of vaccination?
    3 How many people have been disabled by the vaccination?

    Yours sincerely,

    Dr. Tess Lawrie (MBBCh, PhD)Director, Evidence-based Medicine Consultancy Ltd and EbMC Squared CiC Bath, U

    1. Humberto,

      नमस्ते Namaste. Obrigado pela mensagem.

      O site da Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency reporta a seguinte situação, em resposta à questão aqui colocada:

      For all COVID-19 vaccines, the overwhelming majority of reports relate to injection-site reactions (sore arm for example) and generalised symptoms such as ‘flu-like’ illness, headache, chills, fatigue (tiredness), nausea (feeling sick), fever, dizziness, weakness, aching muscles, and rapid heartbeat. Generally, these happen shortly after the vaccination and are not associated with more serious or lasting illness.

      These types of reactions reflect the normal immune response triggered by the body to the vaccines. They are typically seen with most types of vaccine and tend to resolve within a day or two. The nature of reported suspected side effects is broadly similar across age groups, although, as was seen in clinical trials and as is usually seen with other vaccines, they may be reported more frequently in younger adults.

      Isso é muito diferente de dizer que as vacinas matam, por exemplo.

      O relatório dessa instituição, datado no dia 16 de junho de 2021, conclui assim:

      Conclusion
      Vaccines are the best way to protect people from COVID-19 and have already saved thousands of lives. Everyone should continue to get their vaccination when asked to do so unless specifically advised otherwise.
      As with all vaccines and medicines, the safety of COVID-19 vaccines is being continuously monitored.
      Cases of an extremely rare specific type of blood clot with low blood platelets continue to be investigated.

      Mais informações aqui:

      https://www.gov.uk/government/publications/coronavirus-covid-19-vaccine-adverse-reactions/coronavirus-vaccine-summary-of-yellow-card-reporting

  12. Acompanho o site fazem 4 anos! peço que não pare com as publicações porém devo trazer esses comentários:

    Após esse texto misturando um assunto extremamente polêmico com o yoga, o site acaba de perder valor!
    E pior, querendo se defender de uma simples mensagem no instagram.
    Pendendo muito ao apoio da vacinação, ao invés de apresentar apenas os dois lados da moeda, assim como tudo é dual!
    Fazendo relação do yoga de que vacinar para covid-19 é o certo! Induzindo a vacinação.
    Qual vacina das que já salvaram milhares de vidas no passado que foi desenvolvida em tão pouco tempo?
    sinceramente seria melhor não ter publicado esse texto.

    outra:
    Além de trazer um assunto como esse, pende-se também a política, perdeu mais valor!
    exemplo:
    “extremismo político da direita radical que vemos noutros ambientes.”
    ao yoga: “e ao mesmo tempo não é apolítico”

    1. Cara pessoa anônima.

      नमस्ते Namaste.

      Aqui neste website nós defendemos uma espiritualidade com os pés no chão. Também defendemos o bom-senso, a compaixão, as evidências da ciência, a paz, a decência e o convívio harmonioso.

      Enquanto você posta aqui seu comentário a duvidar da eficiência das vacinas, mais de 500.000 pessoas já perderam a vida no Brasil por conta do negacionismo dos políticos que (des)governam o país e das pessoas que neles acreditam cegamente.

      Fatos são fatos. Ainda que as vacinas não sejam a solução perfeita ou ideal, elas salvam vidas. Está cientificamente comprovado que quanto mais pessoas forem protegidas contra o vírus, menos morrerão.

      Também está comprovado que não será um vermífugo ou o fajuto “tratamento precoce” que vão nos salvar desse vírus mortal.

      Cientistas independentes já esclareceram: o fato de os imunizantes contra a covid-19 terem sido desenvolvidos velozmente não quer dizer que as vacinas sejam menos eficientes.

      A tecnologia de algumas dessas vacinas já estavam há muitos anos em andamento, e foram adaptadas para servir contra a covid-19. Tal é o caso das vacinas que usam o RNA mensageiro. Ou seja, não houve precipitação.

      Por outro lado, falta bastante perspectiva histórica nas suas opiniões. Você está redondamente enganada(o) se acha que o Yoga não tem nada a ver com política.

      Desde sempre, mestres de Yoga tiveram posturas políticas muito firmes e nunca ficaram calados diante dos atropelos colonialistas, para citar apenas o caso dos indianos.

      Swāmi Dayānanda Sarasvati foi assasinado à mando da Scotland Yard no século XIX. Śrī Aurobindo ficou anos preso por lutar contra os ingleses.

      Swāmi Vivekānanda foi um dos arquitetos da independência da Índia. Isso, para ficar apenas com três exemplos historicamente recentes e conhecidos.

      Covide-se.

      Tudo de bom.

      ॥ हरिः ॐ ॥

  13. Excelente abordagem, principalmente em face do obscurantismo multifacetado de espiritualidade que tem sido difundido nas redes sociais e pelas mídias em geral. Gratidão Pedro por essa importante e esclarecedora contribuição. Namastê. A vacina salva, a ignorância mata.

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