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Tantra, a democratização do Yoga

O Yoga tântrico é audaciosamente afirmativo em suas abordagens metodológicas. Outros sistemas de Yoga dão muito destaque à renúncia e à ausência de desejo como ajuda à libertação. Mas o Tantra Yoga afirma a necessidade de uma satisfação inteligente dos desejos naturais. Nessa visão, não há antagonismo básico entre a natureza e o espírito. A natureza é o poder criativo do espírito na esfera objetiva.

Escrito por José Hermógenes · 11 mins de leitura >

As yugas e os śāstras

A tradição hindu fala de quatro eras ou yugas. Elas diferem quanto ao grau de obediência dos homens ao Sanātana Dharma, isto é, à “Lei Eterna”, a lei que determina justiça, retidão, moralidade e inspira e fundamenta todas as religiões, pois é a essência eterna e única de todas elas. Cada yuga tem uma dada escritura (ou śāstra) apropriada ao nível ético de sua Humanidade.

No Satya ou Kṛta Yuga, também denominado “Era de Ouro” ou “da Verdade”, quando viveram santas criaturas, o Sanātana Dharma era plenamente cumprido, sendo os Vedas, ou Shruti sua escritura adequada. No Treta Yuga, a retidão já perdera 1/4, e sua escritura foi Smṛti, isto é, a sabedoria que fora guardada na memória (Smṛti).

O Yuga seguinte chamou-se Dvāpara. Nele, do dharma (retidão, dever, justiça) sobrara apenas a metade. A escritura que os seres humanos deveriam então estudar, compreender e aplicar é chamada Purāṇa. O presente Yuga é chamado Kali (treva, escuridão). Em nossos dias, apenas 1/4 da ética ainda resta. Dizem os teóricos que a escritura que hoje nos resta seguir é o tantra.

Os Vedas, os Smritis e as Purāṇas agora perderam então sua validade ou são contra-indicados para nós, contemporâneos da “Idade das Trevas”? A resposta é um veemente “não”. Essas preciosas escrituras são eternamente válidas por serem apropriadas a homens e mulheres que, embora vivendo durante o Kali Yuga, graças a esforços evolutivos que realizaram nesta e em encarnações anteriores, pertencem efetivamente a yugas mais primorosos. Numa mesma família podem conviver pessoas de diversos graus de consciência, cada uma afinada a um yuga diferente.

Neste caldeirão de violência, vícios e corrupção de nossos dias, a predominância é da personalidade que eu tenho diagnosticado como “normótica”. Nossa “normalidade”, aceitemos ou não, é mórbida, pois estamos na “Era de Kali“. Se optarmos por um status ético, psíquico e espiritual acima da “normose” dominante, não podemos evitar desajustar-nos da coletividade.

Devemos dispor-nos a pagar o preço de sermos diferentes da mediocridade; temos de aceitar o status de “patinho feio”, aquele da história. Mas é compensador assumir corajosamente uma abençoada e sadia “anormalidade”, com o cuidado de não tornar nossa diferença agressiva aos outros. É uma feliz opção, mas que acarreta sacrifício.

A democratização do Yoga

A palavra tantra deriva da raiz tan (espalhar, divulgar) e mais o sufixo tra (salvar). Significa, portanto, “divulgar para salvar“. Talvez seja mais apropriado entender o Tantra como uma democratização do Yoga. Em meu trabalho ao longos das décadas, fui descobrindo que há um “Yoga para quem pode” e – graças a Deus! – um “Yoga para quem precisa”.

Até agora tenho me ocupado somente deste Yoga. O outro é elitista. Usamos o termo elitista no melhor sentido. Há realmente um número muito reduzido de pessoas formando uma abençoada e luminosa “elite espiritual” que tem virtudes e potencial suficientes para o altíssimo ônus de avançar por caminho estreitíssimo.

O Tantraśāstra, ou escritura tântrica, consta de diálogos entre Śiva e sua esposa Pārvatī, ao longo dos quais importantes informações são divulgadas e verdades profundas são “des-veladas”, com o misericordioso propósito de ajudar aqueles que, vivendo na “era das trevas”, sinceramente anelem pela salvação. O Cristo declarou que viera, não para os bons, mas para os maus (os do Kali Yuga?).

Trata-se de diálogos entre o Senhor (a Consciência Suprema) e sua divina esposa, também denominada Śakti (a energia cósmica criadora). Quando é Ela que pergunta e Ele responde, o texto é conhecido como Āgama. No caso contrário, Nigāma.

Cada texto inclui os tópicos seguintes:a) criação do Universo;

b) sua destruição;
c) a adoração;
d) os exercícios espiritualizantes (Yoga);
e) os rituais e cerimônias;
f) as seis ações (kriyās) de purificação e
g) meditação (dhyāna).

Características do Tantra

As diversas escrituras tântricas apresentam uma série de características comuns:

1) Aceitam os Vedas e não contestam os seis darśanas ou ângulos de visão na interpretação desses Vedas (as seis “escolas filosóficas”).

2) Têm por objetivo salvar o homem do Kali Yuga.

3) São democratizantes, pretendendo ajudar a todos. Ninguém é excluído por motivo de casta, cor, sexo, temperamento, tempo, lugar, etc. Essa catolicidade ampla do Tantra, em seu aspecto chamado Dakṣiṇa, isto é, o “Tantra da mão direita”, torna-o aceitável e assimilável pelas mais diferentes religiões. Até mesmo sem o saber, religiões ocidentais utilizam procedimentos litúrgicos e princípios tipicamente tântricos.

4) Enfatizam a prática, o exercício. Asseveram que os textos que são simples especulações intelectuais sobre a natureza última das coisas não chegam a saciar a sede espiritual, da mesma forma que só a leitura da bula não cura o doente. Tem de haver a experiência. Não somente theoria, mas também, e muito mais, a praxis.

5) Firmam que o ser humano precisa crescer, transformar-se e aprimorar-se para poder se libertar da mediocridade e das aflições deste mundo.

6) Recomendam a aceitação do mundo que nos envolve, exaltando cada coisa, nada descartando, mas colocando cada uma em seu justo lugar. O tantrismo, no entanto, fornece prescrições apropriadas para uma ordenação da vida segundo e seguindo as Leis da Natureza. Para o tantrista, este mundo material é tão real quanto os mundos sutis. Tudo é manifestação da mesma Śakti ou Divina Energia.

7) As escrituras prescrevem uma particular forma de viver, apropriadas ao temperamento e à natureza de cada indivíduo, seja ele quem for. Considerando o guṇa dominante, há três espécies de temperamento:

a) pasubhāva (tipo animal), para o qual o sādhana pode ser uma tremenda permissividade;

b) vīrabhāva (tipo heróico), que tem por sādhana a devoção evoluindo da simples superstição até o bhakti mais sublimado pelo amor (prema) e pela ação benfazeja; e

c) divyabhāva (tipo áureo), ao qual é recomendada dhyāna (meditação).

O progresso de um tipo a outro é seguro àqueles que forem firmes na disciplina e sinceros em seus propósitos e suas aspirações de progresso.

8) A certeza científica é cultuada. Ter fé é dispensável, pois a eficiência do Tantra é cientificamente demonstrável. Diz um mestre:

Pratique o que dizemos e, por si mesmo, constate o resultado. Deixe a fé para depois.

Śiva e Śakti

No Tantrismo, cabem tanto a convicção dualista como a monista. Uma não exclui a outra. É questão de nível de consciência. Seu propósito é libertar o jīva (alma individual) mediante um método que o eleve à verdade monista (ou não-dualista) por intermédio da verdade dualista. O praticante mergulhará na felicidade suprema quando conseguir transformar a dualidade em unidade. Arthur Avalon cita o próprio Senhor Śiva:

No mundo, uns desejam a sabedoria monista, enquanto outros, o conhecimento. Aqueles, porém, que conheceram Minha Verdade, ultrapassaram tanto o dualismo como o não-dualismo. Citado por Pandit, M.P., in Studies in Tantras & Veda, Madras, Ganesh & Company.

A Realidade Última é Brahman (que traduz-se por imensidão), a potencialidade infinita. Quando, por si mesmo, Brahman se move no propósito de manifestar algo de sua plenipotência, promove uma comoção que toma a forma de uma polaridade: Śiva (o equilíbrio estático, o eterno masculino) e Śakti (o equilíbrio dinâmico, o eterno feminino).

Ele, a Consciência Suprema. Ela a Energia d’Ele, aquela energia que gera universos. Cada universo nasce da fecunda união do Divino Casal. A fecundação cósmica é um ato de gozo transcendente, um folguedo (lila) partilhado pelos celestiais esposos.

O prazer sexual desfrutado por um par amoroso humano é uma parte ínfima do orgasmo cósmico gerador de universos, bem como do êxtase experienciado por um místico em seu mergulho unitivo no oceano de beatitude do Ser Supremo.

O mesmo divino jogo (lila) dá existência a cada forma individual. Assim, cada coisa, cada homem é uma encarnação de Śiva e Śakti, e é campo para o delicioso jogo do Senhor e sua Esposa. Pandit, M.P., idem.

O Tantrismo é predominantemente, mas não exclusivamente, inspirado no culto ao Divino Casal Śiva-Śakti. Há tantristas que adoram outro Divino Par – Vishnu-Lakshmi. Existe também tantristas que veneram e cultuam predominantemente a Śakti, isto é, a Mãe Parvati, a Energia universal. Portanto, o Tantra tem três ramos: Shaivismo (dos adoradores de Śiva), Vaishinavismo (dos adoradores de Vishnu) e Śaktismo (dos adoradores da Śakti).

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Mão direita e mão esquerda

Há dois caminhos gerais oferecidos pelo tantrismo:

a) o nivṛtti marga, ou “caminho da renúncia, da abnegação, do desapego, da submissão a Deus, da humildade, disciplina castidade oração, canto devocional, amor sublimado (prema)…”, próprio dos tipos virabhava e divabhava;

b) o pravṛtti marga, ou “caminho da auto-afirmação, da permissividade, do egoísmo selvagem, da magia sexual…”, apropriado ao tipo animalesco, pasubhava.

Os que transitam pelo primeiro caminho podem ser chamados também de dakṣiṇacāris, e os do segundo caminho, vāmacāris.

Em seu Glossário Teosófico, H.P. Blavatsky define dois termos:

a) Tantra – Literalmente, “regra ou ritual”. Certos trabalhos místicos e mágicos, cuja peculiaridade principal é a adoração ao potencial feminino, personificado na Śaktidevī ou Durgā (Kālī, esposa de Śiva), que é a energia especial ligada aos ritos sexuais e poderes mágicos – a pior forma de magia negra ou feitiçaria.

b) Tântricas – Cerimônias ligadas à adoração acima citada. Śakti tendo uma dupla natureza, branca e negra, boa e má, os shaktas (adoradores) são divididos (também) em duas classes: os dakṣiṇacāris e os vāmacāris, respectivamente: os śāktas da mão direita e os da mão esquerda, isto é, magos “brancos” e os “negros”. A adoração feita pelos últimos é a mais licenciosa e imoral.

Declarações tão graves, feitas por uma venerável autoridade em assuntos espirituais, a fundadora da Sociedade Teosófica, reclamam esclarecimentos maiores.

O assunto é polêmico e exige que autoridades no assunto falem também:

Sem dúvida, o Tantra é um tema delicado por conta de suas intensas e extensas ramificações eróticas. Deve ser visto de dois níveis: (a) o literal (mukya); e (b) o da interpretação metafórica de sua doutrina (gauna). A primeira visão é vamachara ou da “mão esquerda”, a segunda, dakshinachara ou da “mão direita”.

Stutley, Mararet and James, in A Dictionary of Hinduism, Mumbay, Allied Publishers Limited.

O tantrismo vāmaṣina é aquele que inspirou a denúncia de Blavatsky. Prescreve rituais eróticos exacerbados e outras formas de licenciosidade como é o caso do preceito dos “cinco M’s”, que parece consagrar a permissividade, tão ao gosto dos indivíduos mais materialistas e sensuais, aqueles que o Tantra classifica como pasubhava (tipo animal).

A “doutrina dos M’s” determina, como forma de cultuar a Śakti, não as preces, meditações, purificações, renúncias e disciplinas, mas exatamente o oposto, isto é, a gratificação com: madya (vinho), mamsa (carne), matsya (peixe), mudra (cereais ressecados) e maithuna (fornicação). Observe que as palavras têm o m por inicial. São os cinco M’s.

Ora, isso pode ser visto como a antítese do que as religiões em geral propõem como ascese. Soa como um convite para “chegar a Deus pelo caminho que o diabo gosta”. Como explicar tão flagrante contradição? Procuremos juntos a resposta.

Há milênios, a Kaṭhopaniṣad menciona dois caminhos: o “Caminho Bom” e o “Caminho do Bem”, naturalmente para convidar para o último. O Cristo veio depois a confirmar:

Entrai pela porta estreita. Porque larga é a porta e espaçosa a estrada que conduz à perdição, e são muitos os que por ela entram, mas estreita é a porta e apertada a estrada que conduz à vida, e poucos são os que a encontram. Mateus, 7:13-14.

Os que fazem o marketing do “caminho largo” jogam com argumentos inegavelmente brilhantes e convincentes. Eis um texto de Haridas Chaudhuri que sintetiza uma argumentação hoje monotonamente repetida por uns poucos reverenciados como “gurus” (?!), e por alguns “modernos terapeutas”, pretendendo com ela incentivar, respectivamente, devotos e pacientes a “liberar o animal” que se agita dentro de si.

Demonstram que assim evitarão as indesejáveis conseqüências da “repressão” psicológica. Tais “gurus“, argumentando cavilosamente, têm encontrado facilidade em convencer crédulos discípulos (previamente convencidos) da “sacralidade” (?!) de uma gratificante “liturgia erótica”.

O Yoga tântrico é audaciosamente afirmativo em suas abordagens metodológicas. Outros sistemas de Yoga dão muito destaque à renúncia e à ausência de desejo como ajuda à libertação. Mas o Tantra Yoga afirma a necessidade de uma satisfação inteligente dos desejos naturais. Nessa visão, não há antagonismo básico entre a natureza e o espírito. A natureza é o poder criativo do espírito na esfera objetiva.

Ninguém, portanto, pode entrar no reino do espírito sem primeiro obter um passaporte emitido pela natureza. A prática da austeridade, ascetismo e automortificação é um insulto à natureza. Cria mais dificuldades que as soluciona. Por enfraquecer o corpo e por gerar conflitos internos e tensões, enquanto solapa o desenvolvimento sadio e equilibrado. Haridas Chaudhuri, in Integral Yoga, Londres, Georg Allen and Unwin Ltd.

A defesa da tese do “caminho largo” prossegue, convincente, a arrastar muitos ao gostoso “é proibido proibir”, à licenciosidade irresponsável. Toda essa argumentação (a essa altura já consideravelmente gasta) configura um velho e eficiente sofisma, sintetizado pela fórmula: quem está no chão só consegue levantar-se apoiando-se no mesmo chão.

Ouso perguntar: Mas, se a criatura se encontra no lodo, num atoleiro, em areia movediça, como se apoiar se a busca de apoio a faz afundar ainda mais?!

Haridas Chaudhuri prossegue, com promessas àqueles já predispostos à sedutora licenciosidade:

Se uma pessoa inteligentemente atender às tendências de sua própria natureza, seus desejos se tornarão cada vez mais refinados e elevados. Os desejos básicos gradualmente cederão lugar a desejos nobres. Os impulsos inferiores serão substituídos por impulsos mais elevados…

A experiência prova, no entanto, exatamente o oposto. Um famoso filme japonês – O Império dos Sentidos – há alguns anos mostrou um caso real onde os amantes sofregamente se renderam sem reserva ao “império dos sentidos”, em busca de uma impossível saciedade erótica total, e, ao final, como não podia deixar de ser, suas vidas se acabaram de maneira trágica.

Todos os Avatares e Grandes Mestres mostram que satisfazer aos desejos com o objetivo de vencer a pressão com que eles “imperiosamente” se impõem é tão inteligente quanto tentar apagar fogueira lançando combustível sobre as labaredas.

Na Bhagavadgītā, o Senhor Kṛṣṇa descreve, com precisão e dramaticidade, como um homem que se entrega à gratificação dos desejos sensuais, conforme proposto acima, ao contrário do prometido, a sublimação, desce num tobogã para a própria ruína. Declarou o Avatar:

Quando um homem se demora a pensar nos objetos (sensórios), cria apego por eles. Do apego, o desejo nasce. Do desejo surge o ódio. O ódio produz o embuste. A partir da ilusão perde-se a memória. Dessa perda sobrevém a destruição da capacidade de discernir. Perdido o discernimento, a ruína acontece. Bhagavadgītā, II: 62-63.

O “assuma” e “libere-se”, tão receitado por certa classe de “terapeutas” modernosos, como se vê, não é uma novidade. Vetustos textos e gurus tântricos (da “mão esquerda”) já preceituavam tal sādhana (?!!!). Mas somente a seus discípulos pasubhava (tipo animalesco).

Um velho guru tântrico – esclareça-se – tinha bastante sabedoria para orientar o discípulo a fim de evitar promiscuidades, abusos, aberrações e distorções, e ainda mais, tendo progredido para a condição de virabhava (tipo heróico), percebia quando o sādhana do discípulo deveria ser modificado. Recomendava, então, rituais apropriados a seu novo statua espiritual, os da “mão direita”, isto é, Bhakti, Kriya, Karma, Haṭha e Jñāna Yoga.

O mesmo Haridas Chaudhuri, que tão convincentemente defende o “vale-tudo” para atender aos desejos, sob o pretexto de o Tantra ser uma “abordagem afirmativa da natureza”, em páginas seguintes da mesma obra propõe valiosas advertências:

…tem-se freqüentemente a tendência de levar muito longe o espírito de afirmação. (…) Quando uma pessoa se torna muito afirmativa no seguir o caminho da natureza, é preciso que se lhe fale sobre a glória transcendente do espírito. Doutra forma, ela pode perder-se no labirinto do desejo e vir a transviar-se no auto-embuste em nome da religião. (…) Algumas vezes, a promiscuidade sexual é sancionada como um modo de religião. (…) A magia negra então se mascara de religião.

A ética do Tantra

A indicação da orgia erótica como um caminho tântrico é um tremendo equívoco. Embora muito ao gosto dos libertinos, é coisa típica e exclusivamente dos adhikāris, os da “mão esquerda”, ou “magos negros”. Os da “mão direita”, ou “magos brancos”, devem, ao contrário, cumprir prescrições éticas que são ainda mais rigorosas que as do próprio Rāja Yoga, ou Aṣṭāṅga Yoga de Patañjali. Enquanto este tem cinco yamas e cinco niyamas, o Tantra prescreve o dobro de yamas e niyamas.

O Gandharva Tantra informa que os yamas são: não-violência, veracidade, não roubar, continência sexual, paciência, retidão, bondade, simplicidade, moderação alimentar e pureza. E os niyamas são: austeridade (jejum, etc), satisfação (contentamento), fé nos Vedas, caridade, culto ao Senhor, escutar o ensino da Verdade, modéstia, mente dirigida para o conhecimento e a prática preceituadas pelas escrituras, repetição do mantra e ritual vêdico.

Que imenso contraste entre os dois caminhos!

॥ हरिः ॐ ॥

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