Meditação, Pratique

Drishti, as fixações oculares

Drishti deriva da palavra drish, que significa literalmente olhar. Os drishtis são técnicas de fixação ocular, muito úteis para auxiliar a prática de meditação ou respiratórios. Possuem efeito estimulante nos músculos e nervos óticos e, através deles, no sistema nervoso central, auxiliando no processo de estabilização da mente.

Escrito por Pedro Kupfer · 1 mins de leitura >

Drishti deriva da palavra drish, que significa literalmente olhar. Os drishtis são técnicas de fixação ocular, muito úteis para auxiliar a prática de meditação ou respiratórios. Possuem efeito estimulante nos músculos e nervos óticos e, através deles, no sistema nervoso central, auxiliando no processo de estabilização da mente. São muito úteis contra depressão e ansiedade e melhoram a memória e a concentração. No plano sutil, estimulam o ájña chakra e promovem a clarividência, a percepção das manifestações sutis. No início você poderá sentir desconforto ou cansaço ao tentar imobilizar o olhar, mas à medida que conseguir aquietar os pensamentos, os olhos se adaptarão naturalmente.

Embora possamos utilizar as técnicas de drishti como ponto de partida para fazer ekagratá, não devemos confundir drishti, trátaka e ekágratá. O drishti é a fixação do olhar; já o trátaka é a concentração num objeto exterior, e está relacionado apenas com a percepção visual; enquanto o ekágratá é um processo que compreende a participação da consciência, que se concentra em um só ponto.

Os três exercícios de fixação ocular mais importantes são naságra, a fixação na ponta do nariz; bhrúmadhya, concentração no intercílio; e bhúcharí drishti, fixação ocular no vazio. Além deles, há ainda vários outros, como agni drishti, firmar o olhar no fogo, que pode ser uma fogueira ou a chama de uma vela; tára ou táraka drishti, fixação da visão na imagem de uma estrela; chandra drishti, estabilização do olhar na Lua; súrya drishti, fixação no Sol na hora do alvorecer ou no ocaso; shakta ou shaktí drishti, fixação nos olhos do parceiro ou parceira tântrica; e guru drishti, concentração na imagem do guru.

Esses exercícios podem fazer-se separadamente ou ainda combinados com outras práticas de pránáyáma, ásana e bandha. É conveniente ressaltar que todos eles podem fazer-se tanto com os olhos abertos (e aí recebem o nome de bahiranga drishti, externos) quanto com eles fechados (quando recebem o nome de antaranga drishti, internos ou sutis).


Extraído do livro Guia de Meditação.

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