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Patañjali, o tântrico

Recebi recentemente uma interessante mensagem de um praticante fazendo, em nome do Yoga tântrico, uma série da categóricas afirmações sobre o grande sábio Patañjali e a sua obra, o Yogasūtra. Dentre outras coisas, afirmava o colega que essa obra, seminal na tradição do Yoga, não menciona prāṇa, cakras, nāḍīs nem kuṇḍalinī.

Escrito por Pedro Kupfer · 10 mins de leitura >
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Recebi recentemente uma interessante mensagem de um praticante fazendo, em nome do Yoga tântrico, uma série da categóricas afirmações sobre o grande sábio Patañjali e a sua obra, o Yogasūtra. Dentre outras coisas, afirmava o colega que essa obra, seminal na tradição do Yoga, não menciona prāṇa, cakras, nāḍīs nem kuṇḍalinī.

Como considero que essa opinião não coincide com as evidências que surgem da compreensão  do Yogasūtra, escolhi deliberadamente o título provocativo deste texto. Tenho, com isso, o objetivo de instigar a curiosidade do amigo leitor em relação ao pouco conhecido vínculo entre o Yoga Clássico de Patañjali e o Yoga tântrico, do qual o Haṭha faz parte.

Digo isso porque chamar Patañjali de “tântrico” pode ser considerado uma blasfema em certos círculos de Yoga. Há algumas pessoas que têm medo da kuṇḍalinī e de todos os assuntos relacionados ao poder da serpente.

Cakras, nāḍīs e prāṇa no Yogasūtra

Assim como o praticante que motivou este texto, muitas pessoas costumam ver o Yoga de Patañjali como algo distante das muitas formas de Yoga tântrico que são praticadas hoje em dia. Cabe lembrar que todas essas formas contemporâneas de Yoga são derivadas do Haṭha.

Porém, o fato é que o Yogasūtra menciona sim, explicitamente, cakras, nāḍīs e prāṇa. No entanto, não lista os cakras na ordem ou segundo a nomenclatura que recebem no Tantra.

Igualmente, fazendo este texto alusão à kuṇḍalinī, não usa esse nome para designar a força potencial que conduz à iluminação. Considerando que Patañjali viveu muitos séculos antes dos primeiros textos de Yoga tântrico serem escritos, acreditar que isso pudesse acontecer seria uma atitude inocente da nossa parte.

É sabido pelos estudantes de Yoga que diversos termos foram utilizados por diferentes autores para se referir aos mesmos princípios, como é o caso da identidade entre Puruṣa e Ātma, o que acontece, por exemplo, no próprio Yogasūtra ou na Bhagavadgītā. Também é conhecido o fato de que certos termos mudam de significado de acordo com o ensinamento, o contexto, o local e a época em que são usados.

Um exemplo é a palavra citta, que no Yogasūtra de Patañjali designa o complexo intelecto-ego-mente, e no Tattvabodha de Śaṅkarācārya, a capacidade de lembrar. Neste caso, a linguagem que Patañjali usa para se referir àquilo que o tantrismo chama de cakras, nāḍīs e kuṇḍalinī, é bem diferente do vocabulário dos próprios textos tântricos, como era de se esperar.

A linguagem simbólica do Yoga

A modo de introdução poderíamos dizer igualmente que o chamado Yoga tântrico, do qual nasceu o Hatha, possui uma riquíssima linguagem figurada, chamada sandhabhāṣa, “linguagem crepuscular”, ou ainda abhiprayīka vācana, “afirmação intencional”.

O obscuro desta linguagem, cheia de metáforas que são de difícil compreensão se não tivermos à mão os códigos corretos para decifrá-las, pode levar o estudante a pensar que está diante de algo totalmente diferente da tradição maior do Yoga, representada pelo Yogasūtra e os textos anteriores a ele.

Assim, kuṇḍalinī, que simboliza o despertar da consciência, é descrita como uma serpente ígnea que “dorme” no centro de energia da base da coluna vertebral, chamado mūladhāra cakra. Os cakras são centros de força vital que se encontram ao longo do eixo central do corpo, e estão ligados por uma série de canais energéticos chamados nāḍīs, que coincidem em grande parte com os meridianos da energia mencionados na medicina chinesa.

No entanto, o fato de a iluminação ser comparada nos textos tântricos à ascensão de uma serpente de fogo pelo canal central de energia que é a contraparte sutil e vital da coluna vertebral, não significa que os humanos tenhamos uma cobra guardada na ponta inferior da coluna vertebral que pode explodir a qualquer momento.

Patañjali tântrico Aṣṭāṅga Yoga Haṭha Yoga

O sábio Patañjali, autor do Yogasūtra, é sempre representado
como tendo forma de serpente na parte inferior do corpo,
em clara alusão ao poder da kuṇḍalinī.

O fato de os cakras serem descritos nos textos como “rodas” de energia não significa que esses dispositivos vão aparecer numa ressonância magnética, como alegam alguns céticos que tentam desqualificar este sofisticado modelo do psiquismo humano. Kuṇḍalinī, cakras e nāḍīs devem ser corretamente compreendidos: eles são representações simbólicas da potencialidade psíquica humana, que deve ser cuidadosamente desenvolvida.

Tantra + Vedānta = Yoga?

Alguns praticantes de Tantra Yoga tendem a enxergar a si próprios e ao sistema que professam como algo isolado da tradição maior. No entanto, o vínculo entre a visão tântrica e o não-dualismo do Vedānta, que permeia todas as escrituras do Yoga, aparece já nas primeiras Upaniṣads.

A Kaṭhopaniṣad (II:1,10) afirma: “O que está aqui, está lá; o que está lá, está igualmente aqui”. Ora, acontece que este ensinamento é praticamente idêntico ao que aparece num texto medieval tântrico chamado Viśvasāra Tantra: “O que está aqui, está em toda parte. O que não está aqui, não está em parte alguma”.

O grande estudioso indiano T. M. P. Mahadevan, afirma em sua obra Outlines of Hinduism (p.180): “No Kūlarṇava Tantra, Śiva diz a Pārvatī que não há diferença entre a filosofia religosa do Tantra e a verdade do Veda: tasmati vedātmakaṁ śāstraṁ viddhi kaulātmakaṁ priye: “Portanto, Ó querida, saiba que a Escritura que é da natureza do Veda é da natureza do Kaula [Tantra]”.” Fica assim, portanto, estabelecida a relação entre o Tantra e o conhecimento ancestral dos Vedas, que é claramente não-dual.

É verdade que o Tantra resgata elementos ancestrais, que datam do culto à Magna Mater, a Grande Deusa, cujos elementos estão presentes ao longo do continente eurasiático desde o paleolítico.

Não muito tempo atrás, foi achada na Alemanha mais uma escultura da Grande Deusa feita de marfim de mamute, que data de pelo menos 35.000 anos atrás, conhecida como “Vênus de Hohle Fels”, que evidencia que a ancestral antiguidade do culto da Magna Mater, não se limita à Índia antiga, mas abrange todo o continente eurasiático. No entanto, não devemos pensar que a literatura do tantrismo seja oriunda daquela recuada data.

Aquilo que chamamos Tantra, segundo o estudioso Mircéa Eliade (Yoga: Imortalidade e Liberdade, pág. 171), surgiu entre os séculos IV e VI da nossa era. Admite-se atualmente que os textos daquilo que conhecemos hoje como Yoga tântrico tenham surgido a partir do século IX d.C.

Dentre eles, os mais importantes são o Kūlarṇava, o Kalacakra, o Guhyasamaja, o Viśvasāra, o Sādhanamālā, o Mahānirvāṇa Tantra e o Ṣaṭcakranirūpaṇa, este último atribuído ao sábio Pūrṇānanda Swāmi de Assam, e datado do século XVI. Ou seja, todos estes textos são muito posteriores à obra de Patañjali, que data do século IV a. C.

O Yoga “tântrico”, antes de Patañjali

Se, por outro lado, continuarmos nossa procura pelo Yoga de inspiração “tântrica” nas Upaniṣads, iremos nos encontar com algo muito parecido com ele na Śvetāśvatāropaniṣad, uma das primeiras e mais importantes. Vejamos alguns poucos trechos deste śāstra: “Mantendo o corpo firme, como as três partes eretas [tronco, pescoço e cabeça], o sábio dirige os sentidos e a mente ao interior do coração. Brahman é o barco em que ele atravessa o rio do medo.” (II:8).

“Controlando sua força vital (prāṇa), com seus movimentos controlados, o sábio inspira pelas narinas, com a respiração restringida. Livre de distrações, que ele controle sua mente, como o condutor controla os cavalos rebeldes.” (II:9).

“Não conhece doença, velhice nem sofrimento aquele que forja seu corpo no fogo do Yoga. Atividade, saúde, libertação dos condicionamentos, circunspeção, eloqüência, cheiro agradável e pouca secreção, são os sinais pelos quais o Yoga manifesta seu poder.” (II:12-13).

O primeiro parágrafo faz clara alusão à importância do alinhamento postural durante a prática de Yoga. Uma das maneiras mais eficientes de se manter a conexão com o coração mencionada no texto, é justamente cultivando-se uma postura ereta e relaxada. A segunda citação deixa clara a conexão entre pensamento e respiração, outro dos temas fundamentais do Haṭha.

Essa conexão aparece de forma clara na Haṭhayoga Pradīpikā (II:2): “Enquanto a respiração (prāṇa) for irregular, a mente permanecerá instável; quando a respiração se acalmar, a mente permanecerá imóvel e o yogi conseguirá a estabilidade. Por conseguinte, deve-se controlar a respiração [praticando-se o prāṇayāma]”.

Em outro trecho (IV:21), a mesma obra afirma: “Aquele que detém o alento, detém também o pensamento. Aquele que comanda o pensamento, domina igualmente o alento.”

O corpo de diamante

A idéia de forjar o corpo no fogo do Yoga, presente no terceiro trecho aqui citado, é central à prática do Haṭha, que busca a transubstanciação do corpo mortal em um corpo divino, com a dureza do diamante (vajradeha). Essa idéia está presente na Gheraṇḍasaṁhitā (I:24): “Assim como um jarro de argila crua, jogado neste mundo, o corpo decai rapidamente. É preciso endurecé-lo, forneando-o no fogo do Poder, para fortalecé-lo e purificá-lo”.

A “vitória” sobre o sofrimento, a velhice e a morte também é um tema recorrente na literatura do Haṭha. A lista dos benefícios advindos da prática que aparece na Śvetāśvatāropaniṣad é similar em tom e conteúdo a muitas outras que aparecem nas obras posteriores: “A perfeição do corpo físico [manifesta-se como] beleza, graça, força, e a dureza e o brilho do diamante”, Yogasūtra de Patañjali (III:47).

“Quando se aperfeiçoa o Haṭhayoga, aparecem os seguintes sinais: agilidade física, brilho no rosto, manifestação da vibração sutil interior (nāḍa), olhar penetrante e claro, saúde, controle do fluido seminal (bindu), aumento do fogo digestivo e total purificação das nadis”. Haṭhayoga Pradīpikā, II:78. Em outro trecho (III:30), esta mesma obra diz que certas práticas do Yoga “protegem contra a morte e a velhice, aumentam o fogo gástrico e proporcionam poderes paranormais (siddhis).”

A Kaṭhopaniṣad (II:3,16), um dos mais antigos textos de Yoga de que temos conhecimento, descreve um fenômeno curiosamente similar ao da ascensão de kuṇḍalinī ao longo do eixo central da coluna vertebral, conforme descrita nos textos tântricos posteriores: “A partir do coração, surgem os cento e um caminhos (nāḍīs) da força vital. Um deles conduz ao topo da cabeça. Esse caminho conduz à imortalidade [i.e.moksa]. Os outros, à morte”.

Desfazer o anāhatagranthi, o “nó” energético do cakra cardíaco, é outro processo ligado ao despertar de kuṇḍalinī que aparece citado na mesma obra (II:3,15): “Desfazendo os nós que estrangulam o coração, o mortal torna-se imortal. Essa é a síntese dos ensinamentos das escrituras”.

Da mesma maneira, a Maitrāyaṇīyopaniṣad indica a prática de prāṇayāma como o meio mais importante para se alcançar a estabilidade da mente. O texto chega a mencionar a prática que seria conhecida posteriormente como khecarīmudrā. Essa mudrā consiste em recolher e elevar a língua, pressionando-a no palato mole, como forma de evitar a dispersão do bindu, desde o somacakra.

Bindu , no contexto do Tantra, é o néctar lunar. O termo significa “gota” ou “ponto”, e refere-se igualmente ao ponto acima do pranāva Oṁ, o símbolo que aponta para Brahman, o Ilimitado.

Esta é uma das principais práticas dos Yogas tântricos, como o Haṭha e o Lāyāyoga. Nesse sentido, concluímos que o Yoga tântrico não está separado nem é diferente de outros métodos como o Mantra ou o Aṣṭāṅgayoga. Essas formas de Yoga, bem como outras não mencionadas, se entremeam e interpenetram num grau tão profundo que é quase impossível diferenciá-las.

De volta ao Yogasūtra: cakras

Como o amigo leitor já deve saber, o Yogasūtra não é um texto para iniciantes nem, pela sua própria forma, um tratado exaustivo sobre técnicas. Assim sendo, o estilo da obra deixa de lado, dentre outras coisas, a descrição detalhada do processo do despertar de kuṇḍalinī, bem como evita mencionar listas completas como a os cinco prāṇas, os sete cakras, etc.

No entanto, as meditações e diferentes maneiras de usar cakras, nāḍīs e prāṇas, estão listadas no terceiro capítulo, enquanto que a manipulação da energia vital (prāṇa) e o fruto dessa prática, aparece com detalhes no fim do segundo capítulo.

O maṇipura é chamado nabhicakra (“cakra do umbigo”, III;30), o anāhata é chamado hṛdaye (“do coração”, III:34), o viśuddha é chamado kaṇṭhakūpe (“poço” da garganta, III;31), o sahasrāra é chamado murdha jyoti (“luz da cabeça”, III:33). Ainda, Patañjali nos propõe, no sūtra III:32, uma meditação sobre o meridiano energético chamado kūrmanāḍī.

O primeiro dos sūtras acima mencionados diz: “[Meditando sobre] o cakra do umbigo, ganha-se conhecimento sobre a estrutura do corpo.” O segundo ensina: “[Aplicando samyama na] região do coração [anāhata cakra], o yogi adquire conhecimento de sua própria psiquê”.

O terceiro: “[Exercendo samyama sobre] o centro da garganta [viśuddhacakra], cessam a fome e a sede”. O quarto aforismo reza: “[Meditando na] luz do alto da cabeça [sahasrāracakra] obtém-se a visão dos siddhas, [seres que atingiram a perfeição]”.

O último dos acima citados diz: “[Pelo samyama sobre] kūrmanāḍī (meridiano da tartaruga, na traquéia), o yogin estabiliza seu corpo”. A kūrmanāḍī, ou meridiano kūrma, é o condutor do kūrmavāyu, a força vital responsável pela visão, o piscar dos olhos e a estabilidade, tanto corporal quanto emocional e mental. Ela é localizada entre a traquéia e a parte posterior da depressão jugular. O kūrmavāyu é bem conhecido na tradição do Yoga tântrico: uma menção a ele aparece na obra The Serpent Power (O Poder Serpentino), de Sir John Woodroffe (p. 78).

 O prāṇa no Yogasūtra

O prāṇa é mencionado em I:34: “Ou, pela expiração e a retenção do prāṇa [a mente pode igualmente estabilizar-se]”. O udanavāyu, um dos cinco prāṇas, bem conhecidos pelos praticantes de Yoga tântrico, está mencionado exatamente com esse nome em III:40: “Pelo domínio do ar vital udāna desenvolve-se o poder de levitação sobre a água, o lodo, os espinhos e demais”.

Há uma série de cinco sūtras, começando em II:49, que menciona explicitamente o processo de manipulação do prāṇa através do prāṇāyāma, que curiosamente culmina numa interessante descrição da visão da “luz interior” (prakāṣa).

Eles são os seguintes: “O prāṇāyāma consiste na regulação da inspiração e da expiração. [O pranayama consta de] modificações externas, internas ou retenção [da força vital]. É regulado por lugar, estação e número [e torna-se progressivamente] mais prolongado e sutil. O quarto tipo [de prāṇāyāma, chamado kevalakūṁbhaka] transcende as esferas interna e externa. Assim, dissipa-se o véu que encobre a luz [do conhecimento]… e a mente torna-se apta para a concentração”.

Até onde sabemos, kuṇḍalinī ativa, dentre outras formas, se manifesta como uma luz brilhante, exatamente como descreve o texto acima. Devemos considerar que a descrição deste fenômeno nos Sūtras seja apenas uma coincidência, em relação ao processo de despertar de kuṇḍalinī que o Yoga tântrico ensina?

Conclusões

Depois de estudar este texto com atenção, podemos concluir que o sábio Patañjali sim, menciona no Yogasūtra os temas cakras, nāḍīs e prāṇa. Portanto, como praticantes de Yoga tântrico, acredito que não devamos desconsiderar o que Patañjali tem a dizer sobre aquilo que praticamos.

Afirmar o contrário é teimar em separar e ver de forma parcial e compartimentada uma tradição muito ampla e única, que se manifestou ao longo dos milênios de diversas maneiras e através de diversas linguagens. Espero com este texto ter contribuído para o aprofundamento da correta compreensão dessa vasta, única e profunda corrente espiritual que é o Yoga.

Acredito que, para essa compreensão, é de imensa utilidade perceber a continuidade dessa tradição para além das diferentes linguagens simbólicas que foram usadas ao longo do tempo para transmiti-la. Penso que isso seja muito mais saudável do que  nos centrar nas diferenças, rótulos e métodos, que podem criar abismos entre os praticantes.

॥ हरिः ॐ ॥

Leia mais aqui sobre o Yoga Clássico.

Namaste.

श्रीः

7 respostas para “Patañjali, o tântrico”

  1. Que bom ler esse texto Pedro Kupfer!

    Vejo essa revisão de literatura dos textos clássicos como uma forma de Ciência bem importante para clarear e unir ainda mais os Yogis de diferentes “linhas” e honrar essa sabedoria ancestral que é a mesma, é única!!

    Gratidão!!
    Ana Cristina Sita

  2. Olá Pedro,
    Parabéns por ter a coragem de escrever o óbvio de forma tão esclarecedora. É lógico que isso vai trazer à tona, questões incômodas para boa parte da comunidade, que com seus velhos e rançosos conceitos, recusam olhar o Yoga de uma forma abrangente e conectada.
    Cada dia que estudo, encontro mais evidências, de que o Yoga professado entre as aspas de Atha e Iti do Yogasútra, teve continuidade nas escolas tântricas dos Nathas. Ou seja, o dito Hatha Yoga, tão insistentemente nomeado pelos Brahmanes, quase como uma implicância, é apenas o próprio Yoga de Patáñjali em outro momento da história.

  3. Muito bom o texto Pedro!
    Sou praticante e isntrutor da técnica de meditação de Maharishi Mahesh Yogi (MT-Sidhis) e trata-se exatamente do uso de alguns desses sutras (relacionados aos chakras), porém a linguagém é outra e a maioria das pessoas não compreende. Muitos acham que os Yoga Sutras são um texto intelectual, porém existem algumas tradições (principalmente de Shankaracharya) que esse conhecimento é transmitido da forma a qual citei acima. Porém, tudo isso se faz necessário (no meu ponto de vista) com a iniciação de um Mestre e não somente através de uma leitura, que está sujeita a uma interpretação erronea bem como uma forma inapropriada de usa-los.
    Um abraço e mais uma vez parabéns pelo texto!

  4. A linguagem simbólica dos textos sagrados se faz necessária, pois como diz um grande professor: “O pensamento não chega e a palavra retorna antes de chegar.” Parabéns pelo texto. Por favor quando realizar estudo do Yoga Sutra me avise. Namaste!

  5. Muito interessante, o texto.
    Com certeza não devemos nos ater às limitações de linguagens diferentes e entender que elas são apenas formas de expressar verdades muito maiores.
    Um abraço,
    Taís.

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