Pedro nasceu no Uruguai, 60 anos atrás. Conheceu o Yoga na adolescência e pratica desde então. Aprecia o o Yoga mais como uma visão do mundo que inclui um estilo de vida, do que uma simples prática. Escreveu e traduziu 10 livros sobre Yoga, além de editar as revistas Yoga Journal e Cadernos de Yoga e o site yoga.pro.br. Para continuar seu aprendizado, visita à Índia regularmente há mais de três décadas. Biografia completa | Artigos
Muita gente se pergunta o porquê da dieta vegetariana que nós yogis praticamos. Às vezes fica difícil discernir os motivos pelos quais o vegetarianismo é adotado sem uma compreensão mais profunda
Como bons observadores da natureza, os yogis que elaboraram o sistema de Hatha Yoga nomearam os diversos exercícios com base no que viam em seu cotidiano, e na cultura onde viviam
O imperador grego Alexandre Magno invadiu a Índia no ano 326 antes de Cristo, estabelecendo colônias na terra que viu o Yoga nascer e iniciando assim o primeiro grande intercâmbio cultural, filosófico, artístico, técnico e comercial entre Oriente e Ocidente.
Recentemente voltei de uma visita ao Arshavidya Pitham, ashram de Swami Dayananda Saraswati, em Rishikesh, uma cidade sagrada à beira do rio Ganges, onde tive a boa fortuna e o bom karma de ser aceito, pelo pouco tempo que lá fiquei, no curso regular de Vedanta, de três anos de duração, que estava em andamento.
Hoje estava ouvindo a música da Madonna chamada Die another day ("Morrer outro dia"), que dá nome a um dos filmes da série do espião James Bond. A letra dessa música recolhe algumas idéias centrais da prática yogue. Num trecho, que chamou bastante minha atenção, essa música diz três coisas...
Atendendo a pedidos, e para saciar a sede de fazer rituais de alguns bons amigos que nos solicitaram instruções a respeito do puja, publicamos aqui esta pequena prática, que dura apenas alguns minutos. Existem outras práticas, bem mais elaboradas, que podem fazer-se diariamente, mas que levam muito mais tempo.
Na perspectiva do Yoga, existe apenas um desequilíbrio, apenas uma só doença. Essa doença é a separação. Todas as doenças físicas e mentais são sintomas dela. Nosso estado orgânico, seja de saúde, seja de doença, é basicamente um reflexo de nossa integração e interconexão entre nossos três corpos: denso, sutil e causal (sthula, shukshma e karana sharira). Vejamos como isto se processa nos cinco koshas.
A fisiologia sutil do Yoga menciona cinco koshas ou invólucros que encobrem, protegem e servem como veículo para o ser. A matéria é o veículo da energia. Quando a consciência assume uma forma, ela se manifesta de formas diferentes. Estas formas são os cinco veículos do homem, que se sobrepõem concentricamente...
A consciência testemunha, sakshi em sânscrito, é uma noção chave para entender como funciona o Yoga. O yogi deve manter uma atitude totalmente equânime e imparcial perante qualquer pensamento, emoção ou sensação. Exercer a consciência testemunha significa desprender-se e desidentificar-se das próprias vivências, sejam estas positivas ou negativas.
Para atender à demanda sempre crescente por novidades nas academias, visto que o Ashtanga Vinyasa e o Power Yoga estão começando a dar sinais de esgotamento, estamos promovendo o lançamento exclusivo aqui no Brasil do Yoga Systems
Todos já ouvimos falar de ahimsa, o sistema de não-violência que Gandhi tornou mundialmente conhecido ao expulsar o Império Británico da Índia sem disparar um tiro sequer. O que não todo o mundo sabe, é que esse poderoso sistema forma o alicerce do Yoga. A prática do Yoga começa (ou deveria começar) na prática da não-violência. Ela é a condição fundamental para que as demais disciplinas éticas do Yoga funcionem: veracidade, honestidade, não-posessividade, etc.
Sempre é possível enxergar em nós mesmos a forma em que percebemos a realidade, e a maneira em que nos relacionamos eticamente com o mundo e com nós mesmos. Nosso olhar ético é um espelho do que somos por dentro.
Hoje, após a aula semanal que ministro no presídio masculino de Florianópolis, tive uma conversação interessante com o traficante que trabalhava aqui na praia onde eu moro. O rapaz só vendia coisa fina: skunk (maconha híbrida do Afeganistão), LSD e ecstasy holandês. Com estes materiais importados, ele tinha uma seleta clientela entre a burguesia da ilha de Florianópolis. Ele me contou, em meio a uma série da anecdotas, que a filha do juiz que o condenou era sua cliente. Uma dessas 'coincidências' kármicas que a malandragem gosta de contar, quiçá para mitigar a dor da condenação.
Estava ontem lendo um livro de Yoga escrito por um dos mais famosos yogis estadunidenses, que ensina um método criado por ele próprio aqui em ocidente. Embora tente me manter aberto, tendo a desconfiar das formas de Yoga nascidas fora do berço, porque a possibilidade de viralatizar a prática aumenta muito.
Não quero ser repetitivo com os temas que escolho para escrever neste site, mas as atuais circunstâncias nos mostram que alguns assuntos estão longe de se esgotar. Um deles é o tratamento patife e caricato que o Yoga está recebendo nos meios de comunicação. Do jeito que as coisas estão sendo apresentadas, esse sofisticado sistema de filosofia está ficando muito parecido com um cachorro viralata (com todo respeito pelos simpáticos quadrúpedes).