Quando nos olhamos no espelho, aquilo que chamamos Eu parece fugir à nossa percepção. Não podemos ver o Eu com os olhos, nem tocá-lo com as mãos, nem sentí-lo com o tato ou a audição. Como é que podemos perceber o Ser? Onde ele está? Como podemos dizer que de fato existe? Certamente, o Ser acontece no corpomente, mas evidentemente, não está limitado aos contornos do físico ou do psíquico. Não somos as experiências ou diferentes partes do corpo, ou pensamento ou as emoções, mas estamos em todas e cada uma delas.
Para qualquer criação, deve haver um artífice capacitado com o conhecimento e a habilidade para executar essa criação. No caso da natureza, Īśvara é esse artífice.
Desejar faz parte do psiquismo humano. É o que nos define como indivíduos e configura a nossa personalidade. Em verdade, é um privilégio poder desejar. O problema não é o desejo. O problema é achar que desejar pode trazer felicidade.
O amigo praticante sabe que o 108 é um número sagrado no Yoga: tradicionalmente, se fazem 108 repetições de um mantra ao meditar, ou 108 ciclos da saudação ao sol em práticas especiais. Também sabe que as japamālās, terços para meditação, têm 108 contas.
Viver neste mundo louco pede jogo de cintura. Mas não qualquer jogo de cintura. Não estamos falando aqui de malandragem ou esperteza. O Yoga nos ensina que a capacidade de sermos flexíveis, de nos adequar alegremente às coisas, é uma atitude positiva que nada tem a ver com resignação ou fatalismo.
Há pessoas no Yoga que pensam que mokṣa seja algum tipo de salvação. Porém, essa palavra não deve ser traduzida assim. Salvação implica condenação. A ideia das religiões abraâmicas é que você nasceu do pecado e tem que ser salvo. Essa é a base para um tipo peculiar de teologia. Salvação é uma meta para essas religiões. Mokṣa é se libertar dos condicionamentos, bandhanivṛtti.
Desde tempos imemoriais, os sábios que nos legaram o Yoga tiveram uma atitude de compassivo desprendimento em relação ao próprio organismo, e ao mesmo tempo recomendaram uma série de soluções para nos manejar com ele, algumas das quais abordemos neste texto.
When we loose someone, we suffer. When someone we love disappoints us, we suffer. That suffering seems to arise from a wrong understanding of the meaning of love. When we feel lonely, we tend to see the other as an emotional life jacket. So, we project our happiness on that object of love, and renounce any responsibility on the way. Did you think for a moment what does this mean?
Você tem liberdade para pensar ou fazer qualquer coisa. Aquilo que você pode usar e do que pode abusar é a liberdade. A liberdade pode ser bem usada, mas você também pode negligenciá-la ou até mesmo abusar dela. A consciência de si mesmo e do mundo, somada à capacidade de julgar, é aquilo que nos torna humanos.
A palavra saṅkalpa significa "construção mental", mas pode traduzir-se corretamente como "resolução interior". O saṅkalpa é uma fôrmula breve, clara e carregada de significado.
A responsabilidade pela atual escassez de água não é dos políticos, mas de todos nós, que os escolhemos para governar. Não me refiro aqui às últimas eleições. Estamos há gerações fazendo as escolhas erradas. Porém, neste momento os governantes estão apelando a São Pedro para resolver os problemas que a inoperância deles não conseguiu evitar, claro sinal de que chegamos no fim do poço.
Abster-se da crueldade é o Dharma mais elevado. Abster-se da crueldade é o mais elevado autocontrole. Abster-se da crueldade é o mais elevado presente. Abster-se de crueldade é a mais elevada austeridade. Abster-se de crueldade é o mais elevado sacrifício.
Os desejos são parte fundamental da ordem psicológica humana. O problema não é o desejo mas a maneira em que lidamos com ele. Uma coisa é termos desejos, o que é perfeitamente natural. Outra, muito diferente, é sermos governados por eles.
Pode ser que já estejamos no caminho da espiritualidade há tempos. Pode ser que já tenhamos feito muitas aulas, práticas, meditações e reflexões. Pode ser que já tenhamos feito peregrinações, cursos e retiros. Pode ser que já tenhamos vivenciado algumas inesquecíveis experiências místicas. Que nos falta para assumir a felicidade que somos?
Esta sequência é adequada para pessoas que estejam em meio a uma crise de dor e precisem de alívio e relaxamento das tensões advindas dela. Como há muitas causas diferentes para dores nessa região, as soluções para aliviá-las devem ser igualmente diferentes.
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