Descarregue-se de pessoas que possam ter se esgueirado inadvertidamente para baixo da sua pele. Quando você dá às pessoas a liberdade para que elas sejam como são, você cresce. Você se torna magnánimo e fica em paz consigo próprio. Fica em paz.
Havia uma vez um guru chamado Paramānanda. Ele tinha dez estudantes que eram chamados conjuntamente Paramānandaśiṣyaḥ, estudantes de Paramānanda. Um dia, aconteceu uma festividade numa aldeia próxima à floresta onde ficava o Āśram e os jovens resolveram comparecer. O professor não ia poder acompanhá-los e então pediu para o maior deles se ocupar de cuidar dos outros nove no caminho até a aldeia.
Eis aqui uma meditação conduzida por Swāmi Dayānanda num dos retiros por ele guiados em Rishikesh, em abril de 2013: sua posição deve estar confortável. Confortável e firme. Escolha uma postura cômoda e mantenha ela. O conforto é importante. O tronco, o pescoço e a cabeça devem estar alinhados. Sente ereto. Deixe as palmas juntas, e os dedos entrelaçados. Não olhe para baixo nem para cima. Não olhe para os lados. Mantenha a cabeça alinhada com o tronco.
O Profeta Gentileza estava em plena atividade quando eu morava em Saquarema, no final dos anos 1980 e início da década de 1990. Nascido José Datrino, este paulista de Cafelândia teve uma epifania que o levou a ajudar vítimas de um incêndio na cidade de Niterói e, depois disso, dedicou o resto da sua vida a confortar os demais com palavras e ações amorosas.
O Yoga é um instrumento indutivo do bem comum, pois a partir do indivíduo, conhece-se o todo e age-se a fim de que todos os seres sejam felizes. O bem comum é realizado quando se respeita o outro como a si mesmo. Esta regra básica parece ser simples; todavia cabem algumas considerações
A raiva em si não é nem boa nem ruim. Ela precisa ser reconhecida e aceita. E precisa ser processada. O fato de eu ter raiva não me torna especial. Todo o mundo tem raiva
Antes de começar, cabe o pensamento: nós precisamos mesmo deste tipo de discussão? É este tema realmente relevante para a vida de Yoga? Hoje em dia vemos muitos “profissionais” do Yoga focados em prosperar e totalmente refratários à ideia de olhar com compromisso e sinceridade para o Yoga que afirmam ensinar e praticar. Este tipo de conversação pode nos desviar, de fato, do tema central, que é a liberdade.
Nesta segunda parte do texto veremos alguns importantes aspectos desta prática, especificamente a relevância do upāsana, a meditação sobre os nomes e formas de Īśvara, o papel dos mantras e a contemplação dos mahāvākyas, as grandes afirmações védicas, que são a síntese da visão do Vedānta.
A tradição védica afirma que não há causa real nem razão suficiente para aceitarmos o sofrimento humano como algo natural e para não nos estabelecermos nessa felicidade com as três características que mencionamos acima. Para isso, precisaremos resolver um problema que está vinculado com a ideia que temos sobre nós mesmos.
Quando usamos a expressão “fazer as coisas com o coração”, de modo geral nos referimos a agir com a motivação certa, desde uma postura de sinceridade e honestidade. Por outro lado, dizer que alguém tem “o coração frio” aponta para uma situação em que a pessoa totalmente centrada no próprio interesse, ou que não tem sensibilidade, ou que age com frieza e egoísmo, sem levar em conta os demais.
Tanto no que diz respeito à representação e simbologia das divindades nas diversas espiritualidades, quanto em relação ao tema da consciência, a visão que nos chega da Índia é muito diferente da que estamos acostumados a manejar aqui. Em relação às divindades, entende-se que sejam manifestações da inteligência criativa, presentes tanto na natureza quanto no corpo humano.
Estamos acostumados a ouvir e aceitar sem maiores questionamentos que o Haṭha Yoga, de origem tântrica, é bem mais recente e está completamente separado dos sistemas anteriores a ele, como o Yoga de Patañjali, o Jñāna Yoga, o Karma Yoga, o Mantra Yoga, etc., como se esses sistemas pertencessem a um universo totalmente diferente do contexto em que o Haṭha nasceu. Mas a coisa não é bem assim.
O slackline é uma modalidade esportiva que surgiu entre escaladores de rochas, no tempo ocioso que tinham ao esperar as condições ideais para as escaladas. Apareceu como uma forma de treinar o equilíbrio e aumentar o condicionamento físico. Tudo o que se precisa para praticá-lo e uma corda, esticada entre dois pontos fixos. O desafio é equilibrar-se e caminhar sobre esta fita pelo maior tempo possível.
“Está tudo sob controle”. Costumamos ouvir esta frase, geralmente dita com um grau de orgulho do pronunciante. Orgulho de estar acima do “caos”, do imprevisto e do descontrole. Essa nossa idéia de controle manifesta-se em diferentes âmbitos das nossas vidas, internamente e externamente.
Estou num avião vindo de Paris para o Rio. Abro uma revista e vejo um anúncio insólito, de quatro longas páginas, cujo objetivo é vender perfumes. Porém, ao invés do usual deste tipo de anúncio, um(a) modelo posando e uma frase dizendo como é sofisticado esse perfume, e porque seria necessário comprá-lo, deparo-me com uma longa citação da Bhagavadgītā. Ilustrando as páginas, fotos de um surfista, sua prancha e uma onda, tubular, enorme, daquelas de cortar o fôlego.
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