Estes mantras podem ser feitos junto com os doze movimentos do sūrya namaskāram, a saudação ao sol tradicional, associando igualmente esses movimentos com a respiração.
Diferentemente do que possa parecer à primeira vista, este mantra não é precisamente um agradecimento, mas uma maneira de tomar consciência do significado do ato de nutrir-se. Consiste em levar a mesma consciência da unidade que permeia todas as coisas para o nosso prato. Podemos fazer ele mentalmente com os olhos fechados, o que irá nos levar apenas algumas respirações profundas à beira da mesa, ou ainda verbalizá-lo em voz alta se preferirmos.
O grande segredo, se há um neste jogo, é reconhecer que as mudanças fazem parte da própria dança da vida, mas nenhuma delas poderá trazer para nós felicidade, pois felicidade é o que já somos. Seria sábio lembrarmos disso a cada momento.
O sânscrito tem 54 letras. Ascendendo e descendendo temos 108. A é a primeira letra, o primeiro som. Ha é a última. Cada um deles é um nome de Īśvara. Assim, você escolhe um nome e o repete 108 vezes, simbolizando que você repetiu todos os nomes de Īśvara, do primeiro ao último.
Os mantras são “traduções” da inteligência criativa, Īśvara. Nas Upaniṣads, o próprio mantra Oṁ, por exemplo, é considerado uma espécie de símbolo sonoro, de “corpo” em forma de som, de Īśvara, a Criação.
O Yoga tântrico é audaciosamente afirmativo em suas abordagens metodológicas. Outros sistemas de Yoga dão muito destaque à renúncia e à ausência de desejo como ajuda à libertação. Mas o Tantra Yoga afirma a necessidade de uma satisfação inteligente dos desejos naturais. Nessa visão, não há antagonismo básico entre a natureza e o espírito. A natureza é o poder criativo do espírito na esfera objetiva.
Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde, estima-se que aproximadamente 50 milhões de pessoas sofram no mundo de epilepsia. O Yoga pode ser de muita valia; a prática das posturas é eficiente, não apenas no sentido de prevenção, mas no de atenuar os sintomas uma vez que a doença já estiver instalada. Através de uma prática breve, de āsanas simples e suaves, de 15 a 30 minutos diários, associados à prática de relaxamento, prāṇāyāma (respiratórios) e meditação, podem ser verificados excelentes resultados.
O homa, também chamado havana, é uma prática muito mais antiga que a pūjā. Faz parte do hinduísmo mas nasceu nos tempos vêdicos, entre 6500 e 4000 anos atrás, quando o uso do fogo era essencial na vida do ser humano.
Fazer o que amamos ou amar o que fazemos? O Karma Yoga nos ajuda a compreender prós e contras dessas possibilidades. Olhando para estas duas palavras, prazer e felicidade, podemos ter a impressão de que ambas estão conectadas, ou de que a realização da segunda depende de conquistarmos a primeira.
Libertar-se quer dizer ver-se livre de condicionamentos sociais, psicológicos, fisiológicos, alimentares, familiares, religiosos e nos coloca em condição de observadores presentes, dando-nos a oportunidade de reverenciar a tudo exatamente como é e não sob uma perspectiva pré-definida pelas experiências passadas. Do passado, retemos somente maturidade. Com os fatos presentes, damos respostas presentes.
Este extenso artigo é um comentário do sūtra I:17, no qual o sábio Patañjali explica as modalidades de samādhi, a absorção meditativa do Yoga.
O conhecedor da Verdade não vê morte, nem doença, nem sofrimento. O conhecedor da Verdade vê tudo o que há para ser visto e obtém tudo em todos os lugares. Ele é uno com a criação, torna-se três, torna-se cinco, torna-se sete, torna-se nove, logo ele é chamado onze, cem, e dez e mil e vinte.
Marjaryāsana ou bidalāsana é conhecida como a postura do gato ou melhor, o movimento do gato pois, na realidade, são dois movimentos que se encadeiam.
O ensinamento do Yoga considera que a natureza inteira seja um grande templo. A criação não é matéria inerte. Īśvara, o Criador, não está separado nem é diferente dela. Īśvara é a natureza, aliás. Esse modelo é a antítese do modelo cartesiano, pelo que alguém que olhe para o mundo através desse modelo, terá dificuldades em compreender a visão védica.
Para fazer ākaśa prāṇāyāma, você não precisa fazer retenções do ar, nem com os pulmões cheios, nem com eles vazios. Permita que a respiração flua sutilmente desta forma, sem compressão nos pulmões ao inspirar, sem projeção do ar fora das narinas ao expirar. Mantenha o rosto relaxado e centre a atenção nas sensações progressivamente mais e mais sutis que você irá perceber a partir do início das narinas, no intercílio e desde ele até o plexo solar.
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