Dando continuidade ao livro The problem is you, The solution is you, nesta segunda parte, Swami Dayananda nos fala sobre a procura incessante daquilo que pode estar bem à nossa frente mas, devido à ignorância, não percebemos. Para uma proveitosa compreensão do texto, sugerimos a leitura da primeira parte: “O problema”. No entanto, a sabedoria aqui presente independe de qualquer outro complemento.
Na maioria das vezes achamos que os problemas com os quais nos deparamos são muito complicados, que não merecemos tê-los e às vezes pensamos que jamais irão se resolver. The problem is you, The solution is you, é um valioso livro escrito por Swami Dayananda.
Uma noite, o rei Janaka sonhou que havia perdido seu reino e se tornado um mendigo. Como mendigo, vagava pelas ruas da sua cidade pedindo esmola. A sensação de fome fez ele chorar. Uma mulher de bom coração serviu-lhe um prato de comida. Porém, no exato momento em que ele estava pegando a comida, o prato escorregou das suas mãos e quebrou contra o chão. Nesse momento, o rei acordou.
Assim como o arroz sem descascar e sem preparar pode germinar mas não consegue faze-lo quando é descascado e torrado, da mesma forma o karmāśaya, quando baseado nos kleśas, é capaz de produzir conseqüências, mas não produz nenhum efeito quando esses kleśas são removidos através da adquisição do conhecimento verdadeiro.
O fim da picada: mistura de Yoga e pornografia promovida pela revista Playboy para vender seus hipersexualizados “produtos”. Essa iniciativa visa, assim como as ações das outras multinacionais que tentam associar sua imagem ao Yoga, o claro e excuso objetivo de lucrar com nosso estilo de vida.
Existe uma crença, bastante disseminada no mundo do Yoga que diz que a iluminação é uma experiência a ser alcançada. Isso é chamado samādhi ou nirvāṇa. Existem de fato vários tipos de samādhi, estados de clareza, organização e tranquilidade dos pensamentos, da mente, a abstração em relação aos nomes e formas, o que não significa que eles sejam experiências.
O uso da ayahuasca e a prática do Yoga são duas tradições ancestrais, duas vias para o conhecimento e o encontro com o Ser. São dois caminhos para a libertação e ainda, se quisermos, dois meios para entender a vida e a Consciência como algo que existe, existiu e existirá no aqui e agora.
Se eu, como jornalista, achar que Yoga é ginástica, o que possa escrever ou dizer sobre ele estará permeado por essa ideia. Não acho que a mídia como um todo esteja equivocada, nem que esse erro seja proposital: ela está apenas amplificando um erro de visão que é lugar comum na nossa sociedade.
Você é do Power Yoga, do Yoga Nu, do Yoga do Riso, do Yoga Cristão ou do Contemporâneo? Ou talvez, você prefira o "puro" Ashtanga Vinyasa? Se seu estilo de Yoga preferido está entre os aqui mencionados, você poderá estar do lado errado na tentativa de definir o que constitui a milenar disciplina física e mental que é o Yoga. O governo indiano, na tarefa de proteger a rica herança do país da medicina e prática começou a filmar centenas de ásanas na tentativa de tornar o sistema mais rígido.
Ao perceber Yoga como um estado de consciência, é possível reconhecê-lo como algo que está além dos conceitos de uma prática. Yoga está além de algo que se possa simplesmente praticar ou “construir”, sendo algo que realmente se possa experienciar! Uma simples e verdadeira experiência do agora, e agora, é a presença integral no presente momento.
Em Março de 2010, durante o primeiro retiro que fizemos em Rishikesh, tivemos a honra e feliz oportunidade de entrevistar Swami Dayananda. Como já se vem tornando hábito, fomos recebidos pelo seu bom humor e compaixão e expusemos as nossas questões, às quais Swamiji respondeu com toda sua clareza. É com muito gosto, então, que partilhamos mais uma entrevista, desta vez sobre os valores universais, desejando que possa ser útil e esclarecedora para todos.
Nisargadatta é nos meus olhos um dos maiores mestre do século XX. O que o torna tão grande é principalmente sua enorme capacidade de tudo que lhe foi perguntado mostrar como sendo construído de conceitos, e através de sua inutilidade fazê-los desmoronar até que eles cheguem ao chão. Não importa o que o aluno ou discípulo sugeria, Nisargadatta mostrava que aquilo se reduzia a um apoio a idéias, e ele indicava a origem delas, a semente delas.
A mente fica como um cristal transparente: Uma vez que a mente esteja razoavelmente clara e estabilizada (1.33-1.39), o processo profundo do Yoga pode ter início. Eventualmente, a mente fica como um cristal transparente (1.41), sendo uma ferramenta purificada para as explorações mais refinadas dos níveis denso e sutil. Tal mente pode explorar toda uma gama de objetos, desde os menores até os maiores (1.40).
Uma das citações mais ouvidas no caminho da iluminação seja talvez a do ‘abandono do ego’. Mas o que se quer dizer com isso? Não se fala aqui da forma ‘bruta’ do ego, isso levaria a uma porta escancarada. Com efeito, a forma egoísta e evidente, como no exemplo ‘primeiro eu e o resto que se dane’, é na verdade por todo mundo rejeitada (em todo caso quando isso vale pra outra pessoa) mesmo que ele não se encontre num caminho espiritual.
O Yoga é como um templo: uma belíssima construção feita dos mais nobres materiais. Esse templo é o produto da contribuição de inúmeras gerações de sábios e yogis, que deram o melhor de si mesmos para esta obra. É o resultado de visões e revelações dos mestres ancestrais sobre o sentido da existência e como realizar nesta vida as mais altas aspirações humanas. Esse templo recebeu o fruto de milhares de praticantes silenciosos que o enriqueceram com suas dádivas.
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