A fisiologia sutil do Yoga menciona cinco koshas ou invólucros que encobrem, protegem e servem como veículo para o ser. A matéria é o veículo da energia. Quando a consciência assume uma forma, ela se manifesta de formas diferentes. Estas formas são os cinco veículos do homem, que se sobrepõem concentricamente...
Segundo os Mestres do Yoga, é a mente que, bloqueada ou impura, ou agitada, ou distorcida, ou com tudo isso junto, nos impede de comungar com o Infinito, e nos encadeia ao finito; nega-nos a Eternidade, mergulhando-nos no reino da duração; frustra-nos a Liberdade do Nirvana, e nos prende à engrenagem de samsára (a roda dos renascimentos).
Os praticantes e professores de Yoga sempre ouvimos dizer (e repetimos) que o Yoga é um caminho para a transformação e, que ao longo das práticas, acontece uma série de mudanças nas nossas vidas que transformam a visão que temos do mundo. Porém, em alguns casos, os anos passam, as práticas continuam, mas a pessoa fica com a sensação de que alguns problemas de fundo ainda estão lá, silenciosos, secretos e imutáveis.
Bênção é uma palavra e um sentimento que vêm sempre à minha mente quando penso sobre a forma em que fui parar na Índia, com a esperança de aprender Vedanta, que na realidade nem sabia o que era exatamente.
Há poucas declarações mais familiares a cristãos do que as palavras de abertura do Credo Apostólico que inicia com a declaração afirmativa poderosa 'Acredito em Deus'. A declaração 'Eu acredito' reflete nossa confiança de que Deus nos revelou certas verdades objetivas que podem ser reconhecidas, formuladas e pronunciadas pela igreja confessional. A expressão 'Eu acredito' abre a porta confessional para uma série de declarações de verdades teológicas, formuladas com o propósito nítido de refletir o conteúdo da revelação cristã.
Swamiji, tenho dificuldades em reconhecer que existe livre arbítrio. Como é o livre arbítrio?
Quando lemos o Yoga Sútra de Pátãnjali, nos deparamos, no primeiro capítulo (Samádhi Pada), com a seguinte assertiva: "Atha Yoganusasanam". Traduzindo, "Agora, o ensinamento do Yoga". Desse breve enunciado, podemos concluir que outra etapa antecedeu o ensinamento do Yoga.
Ramana Maharshi foi considerado por muitos um dos maiores sábios do nosso tempo. Viveu na Índia, de 1879 a 1950, e nele se notava total ausência de distinção entre homens e mulheres, entre castas, credos, raças e religiões, entre um príncipe e um lavrador, e entre um asceta e um pai de família.
No décimo-terceiro capítulo da Bhagavad Gita, existem alguns versos que lidam com o que podemos chamar "valores". A Gita denomina esses valores jñanam, que significa conhecimento
No movimento que vem sendo efetuado neste século no campo da abertura e da difusão da espiritualidade, no sentido de se aproximar Oriente e Ocidente, tem-se procurado geralmente somar o que há de melhor em cada um, para assim poder otimizar as técnicas e seus resultados. No Yoga, essa "simbiose" também não podia deixar de ocorrer. Os conhecimentos ocidentais tem servido para comprovar, respaldar e corroborar as milenares teorias e técnicas de que o Yoga dispõe, e para incrementar a eficácia dessas mesmas antigas técnicas mediante o auxílio de outras tantas técnicas desenvolvidas aqui no Ocidente.
Yoga e Ayurveda caminham juntos. Yoga e Ayurveda são antigas disciplinas de vida que têm sido praticadas há muitos séculos na Índia. Eles são mencionados nos Vedas e nas Upanishads. Yoga é a ciência da união com o Divino, com a Verdade, e o Ayurveda é a ciência da vida. Yoga participa com o Conhecimento e o Ayurveda com a perfeita saúde. Portanto, um yogi que não conhece o Ayurveda é um meio-yogi e um terapeuta ayurvêdico que não conhece o Yoga é um meio-terapeuta ayurvêdico.
Da terra à mesa, os alimentos que comemos passam por uma verdadeira "via crucis", onde quem sofre são, principalmente, a Natureza, os agricultores e os consumidores.
A partir dos anos 90, a Yogaterapia começou a ficar um pouco mais em evidência no Brasil, em função de cursos e livros que surgiram e colaboraram para divulgar mais amplamente esse assunto.
Duas formas de aprendizado ocorrem durante o estudo, a prática e o ensino do Yoga (tanto o ensino prático em academias, quanto o ensino teórico em cursos de formação): uma forma objetiva, traduzida pelo conhecimento aprendido através dos professores (e alunos) e dos livros; e uma forma subjetiva, que vai sendo introjetada, fruto da soma do conhecimento objetivo (estudos) mais a prática pessoal (Yoga, meditação) e mais a prática profissional.
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