Era uma vez um músico muito bom mas muito ciumento, que ensinava seus discípulos menos do que sabia por que não queria concorrência. Ensinava apenas o básico para que os demais pudessem cantar, mas sem lhes mostrar os segredos fundamentais. Um bom dia, morreu de um ataque cardíaco fulminante e se tornou um fantasma, um Brahmarakshasa.
Vemos com alguma freqüência entrepreneurs que, olhando para a popularidade que o Yoga está vivendo atualmente, decidem abrir seus próprios “negócios” vinculados a ele. Coloco a palavra negócio entre aspas, pois até hoje me choca essa associação do Yoga com uma empresa que objetiva apenas o lucro.
O conceito de sucesso humano é um tema muito antigo. De cultura para cultura o conceito de sucesso pode ser diferente, mas graças à velocidade na comunicação e ao tráfego global de ideias, o conceito de sucesso é aparentemente algo quase que universal. As diferenças culturais parecem não existir, salvo talvez em alguma sociedade tribal remota onde não se tem contato com as pessoas em geral.
A palavra "anubhava” é traduzida como "experiência" por muitas pessoas que escrevem sobre Vedanta. A palavra em Inglês deixa muito a desejar, pois a palavra "anubhava” significa conhecimento direto em determinados contextos. A palavra "experiência" não transmite o mesmo sentido, porque qualquer experiência é inconclusiva em termos de conhecimento. Pode-se obter a certeza do conhecimento a partir da experiência, mas a experiência por si só não constitui o conhecimento.
Controlar uma situação significa fazer com que as coisas sejam previsíveis e só assim, então, é que sentiremos que poderemos administrá-las. Se acharmos que não temos o controle, não poderemos agir e então entramos em pânico. Isto é um problema para muitas pessoas.
Atman, o Ser, é definido como sat cit ananda. Na definição destas três palavras, sat é geralmente traduzida como existência, cit como consciência, ananda como plenitude. É óbvio que estas três palavras não são adjetivos de atman, pois atman é revelado pelo shastra através destas três palavras.
Sadhu, que se traduz como "boa pessoa", é um termo que designa alguém confiável, cuja mente não provoca qualquer temor. É uma pessoa simples, cuja vida é um grupo valores; de gentileza e da honestidade. Ser um sadhu realmente significa ser uma pessoa cuja mente está resolvida em relação à própria vida. Essa pessoa pode ser de qualquer ordem de vida: pai, empresário, monge, etc.
Estou num voo, voltando de Chennai para Delhi, apertado entre dois passageiros que são muito grandes. Um deles é tão obeso que partes do corpo dele não encaixam na poltrona, e comprimem meu próprio corpo. Depois de um tempo de voo, começamos a falar. Ele me explica que está indo para Rishikesh, para encontrar um Swāmi.
Imagine o Ser como o senhor de uma carruagem realizando uma jornada. O corpo é a própria carruagem. O discernimento é o cocheiro. A mente, as rédeas. Os sentidos, dizem os sábios, são os cavalos, as estradas que eles percorrem, os labirintos do desejo. Quando o Ser é confundido com o corpo, a mente e os sentidos, ele parece desfrutar o prazer e sofrer a dor.
Este texto nasceu inspirado num retiro guiado por Swāmi Dayānanda em março de 2011 na cidade sagrada de Rishikesh, às margens do rio Ganges. O tema desse encontro foi o diálogo entre Yājñavalkya e Maitreyī, da Bṛhadāraṇyaka Upaniṣad. Embora o assunto religião não seja explicitamente mencionado nesse texto, Swāmijī o trouxe como reflexão durante o retiro, dada sua capital relevância nos dias atuais.
A palavra sânscrita arsha significa aquilo que vem de um rishi. Um rishi é aquele que conhece ou vê, portanto, um rishi é um vidente. Vidente de quê? Ele é um vidente do que é, das coisas que outros não vêem. Vidya significa conhecimento, que se opõe ao erro e a ignorância. Assim, arsha vidya designa o conhecimento dos rishis.
O problema não está no papel; o problema é pensar que você é o papel. O marido não é um problema nem é a esposa; é pensar que você é um marido em tempo integral ou uma esposa em tempo integral é onde o problema está. Você deve primeiro perceber que a representação de um papel não é um problema, mas sim as reações é que são o problema.
Quando você aprecia o céu azul, você é uma pessoa que não exige. Olhe para você mesmo; veja como você é alguém que aprecia/compreende. Uma pessoa que está satisfeita com o Ser, esta é a pessoa que você é, muito atenta, consciente.
Para muitos praticantes, o Yogasūtra, obra seminal de Patañjali, é visto como um dos textos mais importantes dentro desta tradição. Porém, a bem da verdade, devemos lembrar que este tratado não contém ideias originais: suas bases estão firmemente fincadas na tradição védica. Muitos pensam que Patañjali tenha “inventado” este sistema quando de fato, ele apenas reúne este corpo de conhecimento e o coloca como um sistema prático.
Certa vez, na escola onde trabalho como professora de educação física, ensinei aos alunos alguns asanas durante a aula. Foi, além de uma atividade significativa para os jovens, muito divertido e pensei em repetir a dose. Mas para minha surpresa algumas mães não gostaram e uma delas foi até a escola reclamar comigo. O que ela alegava era que sua religião não permitia que a filha praticasse nada relacionado ao yoga e que não gostaria que eu a ensinasse mais nas minhas aulas.
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