Oṁ. Contemplemos o esplendor do divino Sol vivificante, presente na terra, na atmosfera e no céu. Que ele ilumine nossa visão. Do Sol, de fato, nascem todas as criaturas: as que se movem e as que permanecem fixas. De Surya, de fato, nascem as criaturas, o yajña (ritual do fogo), o parjanya (as chuvas), o alimento e o alento vital. De Āditya nascem Vāyu, Bhūmi, as águas, o fogo, os céus, as direções, os Devas e os Vedas; o Sol arde nesta esfera.
A autora até que tenta dizer algo que faça sentido mas é evidente a sua falta de familiaridade com o tema, e acaba fazendo um pastiche de elementos contraditórios. Pelas suas palavras, temos a impressão de que o turīya é algo a ser alcançado, mas extremamente distante das experiências que temos e vivemos ao longo do nosso cotidiano, e que não é algo que possamos experienciar nesta vida de maneira fácil.
Bebo o sublime néctar de Rāma, o Divino. Com ele, esqueço todos os demais sabores. Por que deveríamos chorar a morte de outrem Se nós mesmos não somos permanentes? Quem nasce, morre: deveríamos chorar por isso? Nos absorvemos no Uno do qual viemos.
Extensa e interessante entrevista com o casal Ângela e Pedro Kupfer conduzida em 2014 pelo professor de Yoga e blogger Humberto Meneghin, do blog Yoga em Voga.
Quando comeceia a praticar não existia algo chamado “carreira de professor de Yoga”. Meu professor era engenheiro agrônomo e dava aula nas horas vagas, por devoção ao seu guru, Swāmi Satyānanda, que se tornou a minha referência em termos de Yoga por muito tempo. A ideia do professor de Yoga nos moldes que se compreende atualmente é algo novo, que deve ter surgido nas últimas décadas.
Não vejo mal algum em constatar que o Yoga ganhou, de fato, uma "popularidade" e que tem sido usado como uma forma de manter o corpo saudável e de adquirir bem-estar. No entanto, não mencionar o seu real propósito e ainda dizer que meditação e espiritualidade é passado e o que importa mesmo é a perda de alguns quilinhos, é não levar em consideração que a prática física do Yoga tem uma finalidade muito mais profunda e legítima do que simplesmente ganhar flexibilidade e massa muscular.
Se me privar de algo que gosto, o desejo não desaparece simplesmente. Desejos não saciados podem desvanecer-se com o tempo, mas às vezes isto não acontece. Tentar livrar-se deles pela mera repressão parece inútil porque eles podem permanecer por anos.
A prática durante a gravidez nunca é igual à que faziamos antes de começar esse processo. Ela pode variar bastante, tendo em conta a idade, o estado físico e psicológico do momento, a estação do ano, o país onde nos encontramos, as identificações do ego, o próprio espaço, entre outros fatores.
O mestre aceita o menino sem reservas, e lhe propõe uma provação: ficar morando no mato sozinho por um tempo, cuidando do gado. Nesse período, ele será instruído pelos animais selvagens, bem como pelo próprio fogo sagrado, Agni. Finda essa provação, ele recebe a instrução da boca do próprio mestre.
As práticas do Hatha Yoga não se limitam a condicionar o físico para que possamos nos sentar com mais conforto para meditar ou para que possamos dormir melhor ou render mais no trabalho. O verdadero objetivo está em dissolver as couraças de tensão sutil, que determinam tanto as limitações do movimento do físico como os padrões mentais automâticos que regulam uma boa parte das nossas vidas.
Este texto é a continuação do nosso artigo "Sua prática de Haṭha Yoga". O tema da texto anterior foi a construção do sādhana pessoal. Dentro desse tema ainda, este artigo versa sobre a importância de mantermos o foco no objetivo dessa prática individual e, ao mesmo tempo, aponta alguns caminhos para relacionar-se da melhor maneira com essas técnicas.
Este texto tem como propósito trazer uma reflexão sobre a maneira em que os yogisolhamos para o nosso texto seminal, o Yoga Sutra. Levando em conta que nosso ponto de partida é reconsiderar a definição de Yoga neste importante śāstra, devemos, desde já, adiantar que o assunto pode suscitar uma polêmica, já que questiona alguns dogmas sustentados por uma expressiva parcela da nação yogika.
Vedānta não é um sistema filosófico. Tampouco uma religião. Vedānta é uma tradição de ensinamento transmitido de mestre a discípulo num fluxo perene desde tempos imemoriais.
Havia uma vez um guru chamado Paramānanda. Ele tinha dez estudantes que eram chamados conjuntamente Paramānandaśiṣyaḥ, estudantes de Paramānanda. Um dia, aconteceu uma festividade numa aldeia próxima à floresta onde ficava o Āśram e os jovens resolveram comparecer. O professor não ia poder acompanhá-los e então pediu para o maior deles se ocupar de cuidar dos outros nove no caminho até a aldeia.
Antes de começar, cabe o pensamento: nós precisamos mesmo deste tipo de discussão? É este tema realmente relevante para a vida de Yoga? Hoje em dia vemos muitos “profissionais” do Yoga focados em prosperar e totalmente refratários à ideia de olhar com compromisso e sinceridade para o Yoga que afirmam ensinar e praticar. Este tipo de conversação pode nos desviar, de fato, do tema central, que é a liberdade.
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