Estágios: Fundamentado na prática (abhyasa) e no não-apego (vairagya) (1.12-1.16), o meditador se move sistematicamente para o seu próprio interior, através dos quatro níveis, ou estágios, de concentração em um objeto (1.17) e depois avança para o estágio de concentração sem objeto (1.18).
Estas duas palavras, Yoga e política, estão pouco presentes nas discussões que acompanho sobre a prática e seus desdobramentos e aplicações no dia-a-dia. Existe um grande esforço em trazer os princípios e as filosofias de vida para o cotidiano, mas nos esquecemos com frequência de que a política faz igualmente parte dele.
Num conto muito popular da mitologia indiana, o sábio Narada tocou e cantou para o deus Vishnu, e tanto o agradou que Vishnu disse: “Pede-me agora o que quiseres.” Narada respondeu: “Quero conhecer o segredo de maya.” Maya é a palavra que designa o véu que encobre a realidade do universo.
Esta semana fui surpreendido por uma cena não muito comum em uma prática que estava guiando aqui no Rio. Os alunos já haviam chegado e se sentado. Já havíamos fechado os olhos e então, eu colocava o assunto sobre a qual a prática seria baseada, guinado as pessoas em uma breve reflexão.
Dois princípios Centrais: Prática (abhyasa, 1.13) e não-apego (vairagya, 1.15) são os dois princípios centrais sobres os quais o sistema inteiro do Yoga se apoia (1.12). É pela prática e cultivo destes dois princípios que as demais práticas do Yoga são desenvolvidas e pela qual a maestria sobre o campo da mente acontece (1.2), o que possibilita a realização do verdadeiro Eu (1.3).
Uma amiga contou-me que abandonou a prática de Yoga que acontece no seu condomínio, pois logo que chegava em casa aquele estado de harmonia e equilíbrio colhido durante a prática ia-se embora com facilidade. Contou-me que outras alunas que em sua companhia praticavam também abandonaram a prática pelo mesmo motivo.
A maior montanha russa que se possa imaginar foi montada num parque de diversões. Feita de metal consistente, bem arquitetada, com altos níveis e descidas bruscas, sua grandiosidade é percebida ao longe pelo público que se aproxima e que não consegue esperar para experimentá-la.
A jóia da meditação profunda vem pela descoloração dos obstáculos que cobrem o Eu verdadeiro. Embora o Yoga tenha sido definido nos primeiros sutras, o objetivo do Yoga, a Auto-realização, inicia nesta seção. Ao aprender como explorar, como se tornar uma testemunha dos cinco tipos de pensamentos e como enfraquecer a intensidade da cor através dos vários processos da meditação do Yoga, o véu sobre a Verdade gradualmente será removido e iremos conhecer o verdadeiro Eu.
Todos os fins de semana, vou para o que chamo de paraíso, uma casa na Mata Atlântica, construída de forma totalmente orgânica. As paredes foram surgindo conforme a necessidade pedia, as janelas, portas e pisos feitos com material de demolição. Uns móveis herdados de pais, tias e avós de amigos. Outros, feitos com restos de madeira encontradas em nossos passeios pelas trilhas próximas.
Qual seria a diferença entre comer um cachorro e um porco? Por que tendemos a ver o porco, animal conhecido pela inteligência, como comida, e o cão como o nosso melhor amigo? A ironia do caso é que nem sempre o consumidor de carnes ingere exatamente aquilo que imagina. Isso nem sempre acontece. Pelo menos, nem sempre acontece em alguns lugares do Brasil.
Pense na pergunta acima. Qual seria a sua resposta? Você já sentiu necessidade de "tirar férias" do Yoga? Se a resposta for positiva, porquê? Comecei a refletir sobre isso depois de ter ouvido mais de um aluno dizendo que “tinha tirado férias do Yoga”. O que isso quer dizer? O que nos faz querer parar?
Esteja preparado para começar: começar a buscar sinceramente a Auto-realização é o passo mais importante na vida, quando o objetivo mais elevado da existência passa a ser o número um na lista de coisas para se fazer.
A palavra escatologia vem do grego e quer dizer, literalmente, “estudo do fim” (eschato significa último, extremo). Curiosamente, t ambém é usada na medicina como sinônimo da coprologia, o ramo que estuda os excrementos.
As grandes cidades brasileiras impõem um modo de vida assustador, por todos conhecido: o medo à flor da pele, a barbárie nas ruas, a perda da tranquilidade nos espaços públicos, a insegurança e, conseqüentemente, a perda do sossego de todos. Como resolver o paradoxo boa educação e futuro para os filhos, versus viver no mundo real?
Quando você vai a uma loja ou supermercado é comum ouvir esta pergunta: “Posso ajudar?” Na maioria das vezes, alguns se sentem invadidos com uma pergunta tão simples como esta, que pode vir escrita na camiseta do vendedor que veio até você; outros, por outro lado, já não se sentem tão incomodados e aproveitam a oportunidade para realmente aceitar a ajuda que é oferecida.
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